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PALÁCIOS E QUINTAS: PALÁCIO E QUINTA DE CALHARIZ
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From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 24/04/2010 00:41
 
 
PALÁCIO DE CALHARIZ


A Quinta de Calhariz, ao contrário da maioria das quintas portuguesas que não passam de residêencias de Verãoo, é, sob todos os aspectos, uma grande residência ducal que evidencia a cada passo a sua nobre e ilustre origem. Esta casa, situada em pleno campo, tem como enquadramento paisagístico a Serra da Arrábida .

HISTORIAL

A Casa do Calhariz é propriedade do Duque de Palmela, descendente directo de D. Francisco de Sousa (1631-1711) , casado com D. Helena de Portugal para quem o palácio foi construído - Por tradição, a construção tem sido atribuída ao último quartel do século XVII, talvez que baseada no facto dos azulejos da capela estarem datados de 1696.

Tem sido esta propriedade transmitida desde há cinco séculos até aos actuais proprietários, por via do casamento ou por herança, sem nunca ter sido objecto de um acto de venda.

Em 1483, Gil Vaz da Cunha, futuro membro do Conselho d'El-Rei compra aos herdeiros de mestre Joane, fidalgo da casa do infante de Beja, pai do que viria a ser o Rei Dom Manuel, a concessão por duas vidas, pela Quinta do Calhariz, que pertence à capela de Pero Anes Lobato, instituída na Igreja de São Mamede, em Lisboa .

Gil Vaz da Cunha irá aqui construir uma casa e empreender grandes melhoramentos agrícolas, tais como a plantação de vinhas e pomares, arroteando terras de semeadura, com a grande finalidade de obter do rei a concessão da propriedade por "quatro vidas", em vez das duas que lhe tinham conferido. De tal maneira se empenhou na tarefa que, após catorze anos, mais propriamente a 4 de Maio de 1504, o Rei Dom Manuel concede-lhe a mercê. A 14 de Julho do mesmo ano, sua filha e herdeira D. Maria da Silva (68) institui o morgado de Calhariz e transmite a concessão de toda a quinta ao seu sobrinho D. Francisco de Sousa, intendente do rei .


Mais tarde, uns anos antes de 1669 (datação dos azulejos da capela) a antiga casa de Gil Vaz da Cunha é substituída por um enorme palácio, "construido sobre a égide de três dos seus nobres descendentes: D. João de Sousa, grão-prior do Crato veador da rainha Dona Maria Francisca de Saboia, bem como dos sobrinhos, D. Francisco de Sousa, capitão da guarda dos reis Dom Afonso VI e Dom Pedro II , e de D. Luis de Sousa , arcebispo de Braga, membro do Conselho de Estado e embaixador extraordinário em Roma. "(69)

O edifício do palácio não é particularmente grande, mas a amplitude do pátio e as dependências que o envolvem são demonstrativas de ter sido palco de intenso movimento. O seu aspecto formal é reforçado pela existência de um alto e forte gradeamento em ferro que circunda o pátio nobre, interrompido pelos pilares dos portões e por balaústres encimando bustos de estilo clássico.

Construído segundo uma planta em U um exemplo característico das casas nobres do século XVII, das quais tinha desaparecido toda a função defensiva, dispensando-se o muro de ligação entre as duas alas .

A arquitectura é bastante linear : revestimento de estuque branco, sem adornos, e pilastras simples com arestas caneladas. Apenas o magnífico portal maneirista, de frontão quebrado, sustentado por duas colunas salónicas, em espiral, e no qual assenta a pedra de armas da família tem alguns floreados .(65)

O andar nobre, onde se encontram todos os quartos, situa-se no piso térreo, característica invulgar, tanto mais que, encimado por um mezzanino com janelinhas de inspiraço francesa, as quais "dão o aspecto de que toda a casa pode ficar aberta, ao ar livre", o que contraria as regras de segurança e conforto da época.

Outra grande característica de Calhariz é a disposição das janelas da longa fachada virada para o jardim : A sequência das 15 portadas estão alinhadas de tal forma que, quando abertas vê-se a casa em todo o seu comprimento.

O edifício actual, apesar dos importantes restauros feitos pelos arquitectos Rambois e Cinatti, para o 1º Duque de Palmela (1781-1850), conserva ainda bem vincada as marcas arquitectónicas da primitiva .


Do lado norte, o palácio apresenta um aspecto bem diferente : uma série de terraços dominando os jardins, em plano inferior. "Estes terraços com suas paredes e degraus, são mais altos do que a casa e fazem recordar o grande Palácio Real francês do século XVII, situado sobre o Sena, em Saint-Germain (Paris). (66)


A parede frontal, ao jardim está revestida de azulejos azuis e brancos atingindo quase a altura das janelas . Bancos de pedra estão inseridos na parede. Os azulejos do jardim , datam - aproximadamente - de 1730, portanto, mais recentes dos que ornamentam o interior da residência.

Ao fundo do terraço superior, alguns degraus conduzem a uma plataforma mais baixa, na qual, ao centro, se encontra uma gruta artificial em forma de arco, flanqueado por volutas de grandes proporções. Deste local, parte uma escadaria dupla, descendo ao jardim, onde densos renques de buxo, formam graciosos arabescos de figuras geométricas, "Fazendo lembrar os dos palácios Fronteira e Bacalhoa ... " (66)

O jardim, constituído por três quadras, tem ao centro de duas, uma fonte e no outro um vaso. Mesmo abaixo da fonte existe um segundo tanque de água com a forma de um trevo, em que cada pétala, por sua vez, formam novamente outro trevo. A água nivela com o bordo do tanque, "dando a impressão de estar prestes a transbordar pela fervura. A fonte ao centro, com três deuses do mar soprando e transportando uma concha é uma versão da Fonte do Tridente de Bernius, situada na Praça Barberini, em Roma .. " (66)


QUINTA E PALÁCIO CALHARIZ II

PALÁCIO DE CALHARIZ

O INTERIOR DO PALÁCIO

A entrada principal abre directamente para um amplo átrio barroco, quadrangular, que tem aproximadamente a altura do edifício. O tecto, enclinado sobe até ao telhado. A sala de entrada, de grandes proporções, de características idênticas às das mansões rurais europeias dos séculos XVII e XVII , tem uma cornija de pedra sobre uma espectacular lareira esculpida em gesso branco. Ao centro, encontra-se a figura em tamanho natural da deusa Diana, a caçadora, com uma meia-lua no cabelo. "Muito ao gosto barroco, a sua lança prolonga-se para além das linhas da moldura e correntes verdadeiras ligadas às coleiras dos seus cães de caça, produzindo efeitos teatrais realistas à maneira do século XVIII " (66)

O interior do palácio demonstra exuberantemente que teve como patrono um nobre e coleccionador, tal o requinte da decoração e recheio :

- Bustos de Imperadores Romanos em mármore polícromo, colocados em pedestais, tapeçarias, potes orientais, alabardas e lanças, armações de cervídeos, curiosamente colocadas em cabeças de veado, de tamanho natural, esculpidas em madeira, em vez das usuais cabeças empalhadas. (67)

Por sua vez, a decoração é extraordinária : grandes mosaicos de pedra inseridos num padrão em forma de diamantes, fazem contraste com o rodapé de azulejos azuis e brancos. Não existem cenas historiadas, mas apenas grandes, mas graciosos, entrançados de acantos. A parede onde estão colocadas as cabeças dos veados, está pintada a fresco com adequada panormica de um parque com seu arvoredo, emoldurado por balaústres e sanefa ricamente pintadas a vermelho e ouro. "O tecto do salão está pintado com matrizes de belos padrões ornamentais - primeiramente volutas com ornamentos arquitectónicos , em vermelho cor-de-vinho, e seguidamente uma estilizada latada de parras cor-de-mbar, num tom suave... " (66)


OS AZULEJOS DE CALHARIZ

De quarto em quarto, pode-se observar, em sucessão, um conjunto notável de azulejos pintados em azul e branco, representando cenas pictóricas retiradas de gravuras da época .

Todo o restante interior, incluindo a entrada e corredores, está decorado de azulejos em profusão. Para os entendidos estes azulejos são "muito modernos, provêm de Lisboa e tal como quase toda a encomenda para o Palácio Fronteira mandados fazer alguns anos antes . Antecipando-se às criações do século seguinte, desaparecem a policromia em proveito do azul que se tornou moda devido à porcelana chinesa e foi divulgada pelos ladrilhos de faiança holandesa . Além disso, a unidade um pouco monolítica dos desenhos de padrões ao longo do século XVII transmutou-se aqui numa pluralidade com o aparecimento de temas figurativos variados ".

Inspirados em gravuras antigas estes painéis possuem uma marca verdadeiramente artística, e dada a sua diversidade de interpretação têm permitido aos especialistas atribuir a oficinas e artistas diferentes a sua produção. Quanto à época da sua fabricação, alguns dos painéis da Sala da Ferradura, estão datados de 1675, e os da Sala da Batalha, que evoca a Guerra da Restauração, de 1672. Contudo, os azulejos polícromos que aqui se encontram, devem ser provenientes da primitiva casa.

Quanto aos azulejos da Sala de Jogos, são de 1730 e representam a "Queda de Ícaro". Por sua vez, os da Copa, que representam jogos antigos, como o de quilha e do voler, são mais antigos, datam de 1710 .

Particularmente bela, constituindo o ponto culminante de um roteiro de visita a Calhariz, é a capela, à qual se tem acesso atravessando um pequeno pátio situado no extremo da casa.

Iniciada um pouco antes de 1681 é, em relação ao palácio, de construção um pouco mais tardia . Está considerada como " precioso templo, digno do arcebispo de Braga, (D. Luis de Sousa) embaixador extraordinário em Roma e dedicada a São Francisco Xavier ... "

" (...) Para além de numerosas Relíquias : um breve do Papa Inocêncio XI é ornada dos mais modernos mármores e azulejos, autênticos protótipos das realizações ulteriores do barroco joanino ... "(69)

A capela é constituída por uma nave alta, quadrangular, que se abre para uma capela privativa quase das mesmas dimensões. A iluminação natural da capela processa-se por janelas de óculo abertas na cobertura.

O Sumptuoso altar em embutidos de mármore, à maneira dos mosaicos florentinos é obra de arte de do mestre João Antunes (1681), que mais tarde seria nomeado arquitecto do rei. Em 1696, " Gabriel del Barco - muito provavelmente - decora a nave de azulejos ilustrando a vida do santo protector Nestes grandes painéis azuis e brancos, a concepção do espaço é sem dúvida nitidamente holandesa, tal como os "putti" do rodapé.

A sacristia é decorada também com raros embrechados, "conjunto extremamente delicado de conchas nacaradas, de calcite da serra da Arrábida e até preciosas rosetas de Veneza em vidro triplo (70)

Sobre este palácio e seu recheio, disseram alguns cronistas seus contemporneos, como o Dr. José de Matos Rocha que publica, em 1739, uma longa e pomposa descrição em verso latino (Descriptio poetica villae calarisianae) , ou como o Padre António Carvalho da Costa que, em 1712, na "Corografia Portuguesa" descreve : " consta (o palácio) de huma casa de campo edifficada ao moderno em cuja arquitectura se observou igualmente a magnificência e as regras da arte e estando custosamente adereçada com pinturas, estátuas e preciosas alfayas, feytas pelos melhores artifices da Europa "

Este interesse demonstrado pela arte não terá cessado com os duques de Palmela, cujas colecções são ainda hoje dignas de admiração .


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