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BIBLIOTECA DA LUSOFONIA: CRUZ E SOUZA
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Reply  Message 1 of 5 on the subject 
From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 30/11/2009 09:39
 
 
 

  

 

DEUSA SERENA

Espiritualizante Formosura
Gerada nas Estrelas impassíveis,
Deusa de formas bíblicas, flexíveis,
Dos eflúvios da graça e da ternura.

Açucena dos vales da Escritura,
Da alvura das magnólias marcessíveis,
Branca Via-Láctea das indefiníveis
Brancuras, fonte da imortal brancura.

Não veio, é certo, dos pauis da terra
Tanta beleza que o teu corpo encerra,
Tanta luz de luar e paz saudosa...

Vem das constelações, do Azul do Oriente,
Para triunfar maravilhosamente
Da beleza mortal e dolorosa!

Cruz e Souza


 
   
 
 

 

 

 
 
“ Piedade "

( Cruz e Sousa -
Biografia - 1862/1898 )

“ O coração de todo o ser humano
Foi concebido para ter piedade,
Para olhar e sentir com caridade
Ficar mais doce o eterno desengano.

Para da vida em cada rude oceano
Arrojar, através da imensidade,
Tábuas de salvação, de suavidade,
De consolo e de afeto soberano.

Sim ! Que não ter um coração profundo
É os olhos fechar à dor do mundo,
Ficar inútil nos amargos trilhos.

É como se o meu ser compadecido
Não tivesse um soluço comovido
Para sentir e para amar meus filhos ! ”


 



                                                                                                                                   
 
                                                                           


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Reply  Message 2 of 5 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 01/12/2009 11:37

 

 

 

Cristo de bronze

Cruz e Souza

 

Ó Cristos de ouro, de marfim, de prata,

Cristos ideais, serenos, luminosos,

Ensangüentados Cristos dolorosos

Cuja cabeça a Dor e a Luz retrata.

Ó Cristos de altivez intemerata,

Ó Cristos de metais estrepitosos

Que gritam como os tigres venenosos

Do desejo carnal que enerva e mata.

Cristos de pedra, de madeira e barro...

Ó Cristo humano, estético, bizarro,

Amortalhado nas fatais injurias...

Na rija cruz aspérrima pregado

Canta o Cristo de bronze do Pecado,

Ri o Cristo de bronze das luxúrias!...

 



 
   
 
 
 
 

 

Nautilus

 

Cárcere das Almas

Cruz e Sousa (1861 - 1898)
 

Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.

 

Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.

 

Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!

 

Nesses silêncios solitários, graves,
Que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!

 


Publicado no livro Últimos Sonetos (1905).


 


 
   
 

 

Escárnio perfumado

Cruz e Sousa

 

Quando no enleio
De receber umas notícias tuas,
Vou-me ao correio,
Que é lá no fim da mais cruel das ruas,

Vendo tão fartas,
Duma fartura que ninguém colige,
As mãos dos outros, de jornais e cartas
E as minhas, nuas - isso dói, me aflige...

E em tom de mofa,
Julgo que tudo me escarnece, apoda,
Ri, me apostrofa,

Pois fico só e cabisbaixo, inerme,
A noite andar-me na cabeça, em roda,
Mais humilhado que um mendigo, um verme


 
   
 
 
   

O Mar
                                  Cruz e Sousa
 
 
Que nostalgia vem das tuas vagas,
Ó velho mar, ó lutador oceano!
Tu de saudades íntimas alagas
O mais profundo coração humano.
 
Sim! Do teu choro enorme e soberano,
Do teu gemer nas desoladas plagas,
Sai o quer que é, rude sultão ufano,
Que abre nos peitos verdadeiras chagas.

Ó mar! ó mar! embora esse eletrismo,
Tu tens em ti o gérmen do lirismo,
És um poeta lírico demais.

E eu para rir com bom humor das tuas
Nevroses colossais, bastam-me as luas
Quando fazem luzir os seus metais.

                     
                                          27 de dezembro de 1890
 
 
Repassando de :
 

 
   
 

A Harpa
                         
    (Cruz e Sousa)
 
Prende, arrebata, enleva, atrai, consola
A harpa tangida por convulsos dedos,
Vivem nela mistérios e segredos,
É berceuse, é balada, é barcarola.

Harmonia nervosa que desola,
Vento noturno dentre os arvoredos
A erguer fantasmas e secretos medos,
Nas suas cordas um soluço rola...

Tualma é como esta harpa peregrina
Que tem sabor de música divina
E só pelos eleitos é tangida.

Harpa dos céus que pelos céus murmura
E que enche os céus da música mais pura,
como de uma saudade indefinida.


Reply  Message 3 of 5 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 01/12/2009 14:10
 

4.gif

Aspiração Suprema

Como os cegos e os nus pede um abrigo
A alma que vive a tiritar de frio.
Lembra um arbusto frágil e sombrio
Que necessita do bom sol amigo.

Tem ais de dor de trêmulo mendigo
Oscilante, sonmbulo, erradio.
É como um tênue, cristalino fio
Destrelas, como etéreo e louro trigo.

E a alma aspira o celestial orvalho,
Aspira o céu, o límpido agasalho,
sonha, deseja e anseia a luz do Oriente...

Tudo ela inflama de um estranho beijo.
E este Anseio, este Sonho, este Desejo
Enche as Esferas soluçantemente.

Cruz e Souza

 

5.gif


 
   
 

 

 

 

                                 

                   SONHADOR

Por sóis, por belos sóis alvissareiros,
Nos troféus do teu Sonho irás cantando
As púrpuras romanas arrastando,
Engrinaldado de imortais loureiros.

Nobre guerreiro audaz entre os guerreiros,
Das Idéias as lanças sopesando,
Verás, a pouco e pouco, desfilando
Todos os teus desejos condoreiros...

Imaculado, sobre o lodo imundo,
Há de subir, com as vivas castidades,
Das tuas glórias o clarão profundo.

Há de subir, além de eternidades,
Diante do torvo crocitar do mundo,
Para o branco Sacrário das Saudades!

Cruz e Souza


Reply  Message 4 of 5 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 01/12/2009 14:15
 
 

 

Clamando...

Cruz e Souza

 

Bárbaros vãos, dementes e terríveis

Bonzos tremendos de ferrenho aspeto,

Ah! deste ser todo o clarão secreto

Jamais pôde inflamar-vos, Impassíveis!

 

Tantas guerras bizarras e incoercíveis

No tempo e tanto, tanto imenso afeto,

São para vós menos que um verme e inseto

Na corrente vital pouco sensíveis.

 

No entanto nessas guerras mais bizarras

De sol, clarins e rútilas fanfarras,

Nessas radiantes e profundas guerras...

 

As minhas carnes se dilaceraram

E vão, das llusões que flamejaram,

Com o próprio sangue fecundando as terras...

******************************************


 
   

 

A Harpa
                         
    (Cruz e Sousa)
 
Prende, arrebata, enleva, atrai, consola
A harpa tangida por convulsos dedos,
Vivem nela mistérios e segredos,
É berceuse, é balada, é barcarola.

Harmonia nervosa que desola,
Vento noturno dentre os arvoredos
A erguer fantasmas e secretos medos,
Nas suas cordas um soluço rola...

Tualma é como esta harpa peregrina
Que tem sabor de música divina
E só pelos eleitos é tangida.

Harpa dos céus que pelos céus murmura
E que enche os céus da música mais pura,
como de uma saudade indefinida.

 


 
   
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sonhador

Cruz e Souza

 

SONHO

Por sóis, por belos sóis alvissareiros,

Nos troféus do teu Sonho irás cantando

As púrpuras romanas arrastando,

Engrinaldado de imortais loureiros.

Nobre guerreiro audaz entre os guerreiros,

Das Idéias as lanças sopesando,

Verás, a pouco e pouco, desfilando

Todos os teus desejos condoreiros...

Imaculado, sobre o lodo imundo,

Há de subir, com as vivas castidades,

Das tuas glórias o clarão profundo.

Há de subir, além de eternidades,

Diante do torvo crocitar do mundo,

Para o branco Sacrário das Saudades!

 

abstract-painting-6.jpg picture by JCarvalho

 
   
 
 
 

 Múmia

Cruz e Souza

 

Múmia de sangue e lama e terra e treva,

Podridão feita deusa de granito,

Que surges dos mistérios do Infinito

Amamentada na lascívia de Eva.

Tua boca voraz se farta e ceva

Na carne e espalhas o terror maldito,

O grito humano, o doloroso grito

Que um vento estranho para és limbos leva.

Báratros, criptas, dédalos atrozes

Escancaram-se aos tétricos, ferozes

Uivos tremendos com luxúria e cio...

Ris a punhais de frígidos sarcasmos

E deve dar congélidos espasmos

O teu beijo de pedra horrendo e frio!...

 


Reply  Message 5 of 5 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 01/12/2009 14:18
 

 

amar por voc? width=

 

BROQUÉIS

Cruz e Sousa

 

Seigneur mon Dieu! accordez-moi

la grce de produire quelques

beaux vers qui me prouvent

à moi-même que je ne suis pas le

dernier des hommes, que je

ne suis pas inférieur à ceux que

je méprise.

Baudelaire

 

Antífona

 

Ó Formas alvas, brancas, Formas claras

De luares, de neves, de neblinas!...

Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...

Incensos dos turíbulos das aras...

Formas do Amor, constelarmente puras,

De Virgens e de Santas vaporosas...

Brilhos errantes, mádidas frescuras

E dolências de lírios e de rosas...

Indefiníveis músicas supremas,

Harmonias da Cor e do Perfume...

Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,

Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...

Visões, salmos e cnticos serenos,

Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...

Dormências de volúpicos venenos

Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...

Infinitos espíritos dispersos,

Inefáveis, edênicos, aéreos,

Fecundai o Mistério destes versos

Com a chama ideal de todos os mistérios.

Do Sonho as mais azuis diafaneidades

Que fuljam, que na Estrofe se levantem

E as emoções, sodas as castidades

Da alma do Verso, pelos versos cantem.

Que o pólen de ouro dos mais finos astros

Fecunde e inflame a rime clara e ardente...

Que brilhe a correção dos alabastros

Sonoramente, luminosamente.

Forças originais, essência, graça

De carnes de mulher, delicadezas...

Todo esse eflúvio que por ondas passe

Do Éter nas róseas e áureas correntezas...

Cristais diluídos de clarões alacres,

Desejos, vibrações, nsias, alentos,

Fulvas vitórias, triunfamentos acres,

Os mais estranhos estremecimentos...

Flores negras do tédio e flores vagas

De amores vãos, tantálicos, doentios...

Fundas vermelhidões de velhas chagas

Em sangue, abertas, escorrendo em rios.....

Tudo! vivo e nervoso e quente e forte,

Nos turbilhões quiméricos do Sonho,

Passe, cantando, ante o perfil medonho

E o tropel cabalístico da Morte...

 

 


 
   
 
 
 

 
   
 

 

Monja

Cruz e Souza

 

Ó Lua, Lua triste, amargurada,

Fantasma de brancuras vaporosas,

A tua nívea luz ciliciada

Faz murchecer e congelar as rosas.

Nas flóridas searas ondulosas,

Cuja folhagem brilha fosforeada,

Passam sombras angélicas, nivosas,

Lua, Monja da cela constelada.

Filtros dormentes dão aos lagos quietos,

Ao mar, ao campo, os sonhos mais secretos,

Que vão pelo ar, noctmbulos, pairando...

Então, ó Monja branca dos espaços,

Parece que abres para mim os braços,

Fria, de joelhos, trêmula, rezando...

 


 
   
 
 

                
 

 

 
 

amar por voc? width=

Siderações

Cruz e Souza

 

Para as Estrelas de cristais gelados

As nsias e os desejos vão subindo,

Galgando azuis e siderais noivados

De nuvens brancas a amplidão vestindo...

Num cortejo de cnticos alados

Os arcanjos, as cítaras ferindo,

Passam, das vestes nos troféus prateados,

As asas de ouro finamente abrindo...

Dos etéreos turíbulos de neve

Claro incenso aromal, límpido e leve,

Ondas nevoentas de Visões levanta...

E as nsias e os desejos infinitos

Vão com os arcanjos formulando ritos

Da Eternidade que nos Astros canta...

 



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