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BIBLIOTECA DA LUSOFONIA: MANUEL BANDEIRA
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Reply  Message 1 of 8 on the subject 
From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 30/11/2009 09:08

Adoro em Ti

*****

O que adoro em ti não é tua beleza
a beleza,é em nós que ela existe. 

A beleza é um conceito. 
e a beleza é triste, não é triste em si, 
mas pelo que há nela de fragilidade 

e de incerteza. 

O que eu adoro em ti, 
não é a tua inteligência. 

Não é o teu espírito sutil, 
tão ágil,tão luminoso, 
nem é tua ciência 
do coração dos homens e das coisas. 

O que eu adoro em ti 
não é tua graça musical, 
sucessiva e renovada a cada momento, 
graça aérea como o teu próprio pensamento, 
graça que perturba e que satisfaz. 

O que eu adoro em tua natureza, 
não é o profundo instinto paternal 
em teu flanco aberto como uma ferida. 

Nem tua pureza 
nem tua impureza 
o que eu adoro em ti 
lastima-me e consola-me! 

O que eu adoro em ti é a vida! 

 

*****

Manoel Bandeira

 



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Reply  Message 2 of 8 on the subject 
From: LUA CRISTALINA Sent: 01/12/2009 21:16

 

Arte de amar

 

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não

Manuel Bandeira

 


Reply  Message 3 of 8 on the subject 
From: LUA CRISTALINA Sent: 01/12/2009 21:17

A Espada de Ouro

Manuel Bandeira

 

Excelentíssimo General
Henrique Duffles Teixeira Lott,
A espada de ouro que, por escote,
Os seus cupinchas lhe vão brindar,
Não vale nada (não leve a mal
Que assim lhe fale) se comparada
Com a velha espada
De aço forjada,
Como as demais.

Espadas estas
Que a Pátria pobre, de mãos honestas,
Dá a seus soldados e generais.
Seu aço limpo vem das raízes
Batalhadoras da nossa história:
Aço que fala dos que, felizes,
Tombaram puros no chão da glória!
O ouro da outra é ouro tirado,
Ouro raspado
Pelas mãos sujas da pelegada
Do bolso gordo dos salafrários
Do bolso raso dos operários.
É ouro sinistro,
Ouro mareado:

Mancha o Ministro,
Mancha o Soldado.


Texto extraído do livro
"Antologia de Humorismo e Sátira", seleção de R. Magalhães Júnior, Editora Civilização Brasilleira - Rio de Janeiro,1957, pág. 257.


Reply  Message 4 of 8 on the subject 
From: LUA CRISTALINA Sent: 01/12/2009 21:18
Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

 
 
 
Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.


Reply  Message 5 of 8 on the subject 
From: LUA CRISTALINA Sent: 01/12/2009 21:18

CANçãO DAS DUAS ÍNDIAS
Manuel Bandeira

Entre estas Índias de leste
E as Índias ocidentais
Meu Deus que distncia enorme
Quantos Oceanos Pacíficos
Quantos bancos de corais
Quantas frias latitudes!
Ilhas que a tormenta arrasa
Que os terremotos subvertem
Desoladas Marambaias
Sirtes sereias Medéias
Púbis a não poder mais
Altos como a estrela-dalva
Longínquos como Oceanias
- Brancas, sobrenaturais
Oh inacessíveis praias!...



Reply  Message 6 of 8 on the subject 
From: LUA CRISTALINA Sent: 01/12/2009 21:20

O Impossível Carinho
(Manuel Bandeira)

Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
 - Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infncia!

 

Repassando de :

  


Reply  Message 7 of 8 on the subject 
From: LUA CRISTALINA Sent: 01/12/2009 21:21

Poética

( Manuel  Bandeira )

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público
com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo
que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas

Todas as palavras
sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo
as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula
ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário
do amante exemplar com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

 


Reply  Message 8 of 8 on the subject 
From: LUA CRISTALINA Sent: 01/12/2009 21:22
 
Poema dedicado a Mario Quintana por
Manuel Bandeira,Foi lido pelo autor na sessão da Acadêmia Brasileira de Letras, no dia 25 de agosto de 1966
A Mario Quintana
Meu Quintana, os teus cantares
não são Quintana, cantares:
São Quintanas quintaneres
 
Quinta essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintares!
 
Quer livres, quer regulares,
abre sempre os teus Cantares
Como flor de quintanares
 
São cantigas sem esgares,
Onde as lágrimas são mares,
De amor, os teus quintares.
 
São esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas e luares.
 
São para dizer em bares
Como em mansão seculares,
Quintana, os teus quintares
 
Sim, em bares,onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares
 
E quer no pudor dos lares,
Quer no horror dos lupanares,
Cheiram sempre o teu cantares
 
Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples invulgares,
Quintana, os teus quintares.
 
Por isso eu peço não pares,
Quintana no teu cantares...
Perdão digo Quintares.
Manuel Bandeira


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