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BIBLIOTECA DA LUSOFONIA: SEBASTIÃO DA GAMA
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Reply  Message 1 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 30/11/2009 08:49
Enviado: 21/10/2006 06:24

  ************************************************************************************

 

ELA  VEIO!

Como a Luz, como a Sombra, como a Vaga,

como a Noite... 

Foi assim que ela veio. Subtilmente

me enredou na volúpia misteriosa

de suas falas mansas quase mudas.

Não mais teve sentido o meu relógio.

Eram folhas no Outono as folhas brancas

do calendário.

Afogado e perdido, sem remédio,

só me ficou de fora a mão direita

para deixar escritos...

estes meus derradeiros versos...

(Sebastião da Gama )



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Reply  Message 12 of 26 on the subject 
From: Maria de Lisboa Sent: 05/12/2009 21:33
 

 

GRAçA

Aquele abraço

Aquele beijo de nós dois, 

Senhor !, 

foi tão sincero 

que, quando agora digo : «Quero...» 

já não sou eu que falo 

somos nós.

 

(Sebastião da Gama


Reply  Message 13 of 26 on the subject 
From: Maria de Lisboa Sent: 05/12/2009 21:33

A  COMPANHEIRA

 
 
Não te busquei, não te pedi : vieste.
E desde que eu nasci houve mil coisas
que a meus olhos se deram com igual
simplicidade : o Sol, a manhã de hoje,
essa flor que é tão grácil que a não quero,
o milagre das fontes pelo Estio ...
Vieste ( o Sol veio também, a flor,
a manhã de hoje, as águas ...) Alegria,]
mas calada alegria, mas serena,
entendimento puro, natural
encontro, natural como a chegada
do Sol, da flor, das águas, da manhã,
de ti, que eu nem buscara nem pedira.
 
E o Amor ? E o Amor ? E o Amor ?
                   - : Vieste.
 
(Sebastião da Gama)  

 


Reply  Message 14 of 26 on the subject 
From: Maria de Lisboa Sent: 05/12/2009 21:35
 

  

  
  
  
  

 

                                                                                                                

JANELA

  

Não basta abrir a janela  
para ver os campos e o rio. 
Não é bastante não ser cego 
para ver as árvores e as flores . 
É preciso também não ter filosofia nenhuma.  
Com filosofia não há árvores : há ideias apenas. 
Há só cada um de nós, como uma cave.  
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora ;  
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, 
que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
 
(Sebastião da Gama)

Reply  Message 15 of 26 on the subject 
From: Maria de Lisboa Sent: 05/12/2009 21:40
 

JANELA Não basta abrir a janela para ver os campos e o rio. Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores . É preciso também não ter filosofia nenhuma. Com filosofia não há árvores : há ideias apenas. Há só cada um de nós, como uma cave. Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora ; E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, que nunca é o que se vê quando se abre a janela. (Sebastião da Gama)' _maxLength="40000" oldblock="block">

JANELA



Não basta abrir a janela
para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
para ver as árvores e as flores .
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores : há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora ;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

(Sebastião da Gama)

Reply  Message 16 of 26 on the subject 
From: Maria de Lisboa Sent: 05/12/2009 21:40
PUREZA
 
Vem  toda nua
ou, se o não consentir o teu pudor,
vestida de vermelho.
 
*
 
Teus tules brancos,
o azul, que desmaia,
de tuas sedas finais,
guarda-os pra outros dias.
 
*
Pra quando, Amor! , teu ventre, já redondo,
merecer a pureza do azul ...

 
Sebastião da Gama
 
in, " Cabo da Boa Esperança  "
 
 
 

Reply  Message 17 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:46
PUREZA
 
Vem  toda nua
ou, se o não consentir o teu pudor,
vestida de vermelho.
 
*
 
Teus tules brancos,
o azul, que desmaia,
de tuas sedas finais,
guarda-os pra outros dias.
 
*
Pra quando, Amor! , teu ventre, já redondo,
merecer a pureza do azul ...

 
Sebastião da Gama
 
in, " Cabo da Boa Esperança  "
 
 
 

Reply  Message 18 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:46

CANçãO  DO  VENTO  NORTE

 

Vento Norte !, 

Vento Norte ! 

Não quero já, noutro berço 

que o Vento Norte ! 

 

O que estilhaça os navios  

e enche de pranto os rosais ; 

me traz notícias de crimes 

e faz tremer como vimes 

os meus lábios ... 

 

Não mais a vida pacata, 

Sentadinha, sentadinha,  

que não é vida nem é nada .   

 

Que me doa, mas que eu viva ! 

Que importa os gritos que der, 

se bem maiores os deu 

minha Mãe, pra me parir ? 

 

Vem-me embalar, Vento Norte !,

nem que me quebres o berço. 

Vamos os dois por i fora  

pregar partidas aos lagos. 

Minhas horas descansadas, 

minhas horas morrinhentas, 

só vividas 

no mostrador do relógio, 

eu vos renego e acuso 

por crime de alta traição 

contra a minha mocidade. 

 

Agora que venha o Vento 

apagar vossa lembrança ! 

 

O vento Norte ... 

O que desfolha os rosais 

e põe barcos em frangalhos 

e rasga nossos cabelos  

como a bandeira de Guerra, 

mas varre as nuvens 

para a gente ver o Sol 

e segreda a meus ouvidos 

coisas de tanta verdade 

que já não creio que o Vento 

não seja da minha idade ...

 

( Sebastião  da Gama )


Reply  Message 19 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:47

 

A B C

"Quantas horas perdi

foi por ti

que as perdi."

 

Vai o meu coração

repetiu a lição:

 

- "Quantas horas perdi

foi por ti

que as ganhei..."

 

Sebastião da Gama

 


Reply  Message 20 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:47
MELODIA   
 
Sebastião da Gama

 

Há uma música qualquer,

nos meus sentidos, que eu não digo.

Quero escutá-la  só comigo.

De que me serve, se a disser? 

 

Não mais a música persiste

se eu  tiver contado a alguém;

de o não-ouvir que sobrevivem,

silêncio triste...

 

Ai não te cales, melodia!

Quero que sejas meu bafo;

dos gestos todos que aqui faço,

a alma oculta que nos guia.

(SG)


Reply  Message 21 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:48
 
 
 

Sem Título 2.  Senastião da Gama

 

Da minha janela

vê-se a Poesia.

 

Não te digo, não,

se é bonita ou feia,

se é azul ou branca,

nem que formas tem.

 

Queres conhecê-la?

Deixa o teu bordado,

vem para o meu lado,

que já podes vê-la

com teus próprios olhos.

 

Da minha janela

vê-se a Poesia...

 

Outro que te diga

se é bonita ou feia.

 

 


Reply  Message 22 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:48

PARAÍSO  PERDIDO

 

Éramos duas crianças descuidadas.  Éramos duas flores nascidas num jardim, 

ao lado uma da outra, tão perto uma da outra, 

que confundiam seus perfumes, sua cor, suas raízes. 

Éramos ... Mas sei lá bem o que nós éramos ! 

Sei lá eu se em verdade fomos o que fomos ! 

Raiz, perfume, cor, 

já só existem na dor de querer em vão lembrá-los. 

E no entanto, Amor, o que fomos nós ? 

Esta angústia, vaga mas persistente, a que devemos ? ... 

Deus fugiu-nos, não fomos nós que Lhe fugimos, 

mas não deixámos nunca de rezar-Lhe nem de acatar Seu nome. 

Quase que não saímos do jardim. 

Não matámos, não dissemos mal dos outros, 

Eu declinei convites que Deus me proibia ... 

Simplesmente, ao amar-te pensei no nosso Amor. 

Vi no Amor uma fonte de alegria – não de tristezas. 

Acreditei que teus lábios eram frutos 

que eu devia trincar antes de amadurecerem ...

Amei com a mesma ternura o teu corpo e a tua alma. 

Amei-te, flor !, raiz e caule e pétalas e folhas, 

tão carinhosamente, tão religiosamente, 

como amei teu perfume. 

Mas hoje, inexplicável, oiço em tudo 

uma tremenda acusação : o azul das ondas 

a meiguice infantil das miosótis 

o céu balsmico, as cariciosas nuvens, 

tudo que é meigo, azul, caricioso, balsmico 

só por hábito o sinto ainda assim.  E tudo me pergunta :

« Que é de ti ? Que fizeste 

do que olhava para nós enternecidamente"?"

Vou-te amando por hábito ! 

Mas a continuando a parecer deslumbrado e sincero. 

E o mais triste é que chego a acreditar em mim, 

e o mais irónico é que todos me gabam e me invejam. 

Pudesse eu regressar ... Mas como, 

Se quase não saí de onde estava ? 

Pudesse (mas como não pequei ?) 

não voltar a pecar, 

e novamente ser a flor ingénua do jardim ...

Ou será, minha vida maravilhosamente apaixonada 

por tudo quanto é belo, será que o teu destino  frutos que são teus 

e torturada olhar de longe a água que mereces ? 

Ah !, se o Amor me é vedado como preço de amar ardentemente, 

de comovidamente olhar, ouvir, sentir , cantar, 

abençoada angustia ! 

Levem a água para longe dos meus lábios. 

E pareçam meus lábios, eles que não beberam água puríssima intacta ;

levem para bem longe das minhas mãos os frutos 

- e que pareçam elas frutos sempre maduros e magníficos 

que nem a mão dos Homens nem a foice do Tempo maltrataram.

(Sebastião da Gama )

****************************************************************


Reply  Message 23 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:49
 

APONTAMENTO

 

É tão bom

sentir a ventania lá fora

e a calma cá por dentro  !...

 

Ou o contrário disto :

vento e raiva por dentro, e, lá por fora, uma calma

que mais parece um gesto ou um olhar

de Cristo ...

Ou, então,

chegar a esta confusão

se não saber se o vento é lá por fora

se é cá por dentro ...

 

Sebastião da Gama ,

in " Serra-Mãe "


Reply  Message 24 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:49
 

NARCISO
 
Curvei, sobre o regato, o corpo todo ...
Porém, mal entrevi o meu retrato, 
que foi olhar e as águas do regato  
 se turvaram, manchadas no meu lodo. 
Depois, cavei cá dentro com denodo ; 
perfumei-me de flores azuis do mato 
e, quando cri expulso o lodo inato, 
mais uma vez curvei meu corpo todo. 
E as águas tardaram em toldar ... 
Mas debruço-me ainda, pois espero 
que me hão de um dia, claras espelhar. 
Tanto faz ver-me belo ou feio, então ; 
só cristalinas, límpidas, as quero ...
 
(Sebastião daGama)

Reply  Message 25 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:50
 

  

Serra - Mãe

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme, bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

 

Sebastião da Gama


Reply  Message 26 of 26 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 08/12/2009 11:50


 

NASCI PARA SE IGNORANTE

Nasci para ser ignorante
mas os parentes teimaram
(e dali não arrancaram)
em fazer de mim estudante.

Que remédio? Obedeci.
Há já três lustros que estudo.
Aprender, aprendi tudo,
mas tudo desaprendi.

Perdi o nome às Estrelas,
aos nossos rios e aos de fora.
Confundo fauna com flora.
Atrapalham-me as parcelas.

Mas passo dias inteiros
a ver um rio passar.
Com aves e ondas do Mar
tenho amores verdadeiros.

Rebrilha sempre uma Estrela
por sobre o meu parapeito;
pois não sou eu que me deito
sem ter falado com ela.

Conheço mais de mil flores.
Elas conhecem-me a mim.
Só não sei como em latim
as crismaram os doutores.

No entanto sou promovido,
mal haja lugar aberto,
a mestre: julgam-me esperto,
inteligente e sabido.

O pior é se um director
espreita pla fechadura:
lá se vai licenciatura
se ouve as lições do doutor.

Lá se vai o ordenado
de tuta-e-meia por mês.
Lá fico eu de uma vez
um Poeta desempregado.

Se me não lograr o fado
porém, com tais directores,
e de rios, aves e flores
somente for vigiado,

enquanto as aulas correrem
não sentirei calafrios,
que flores, aves e rios
ignorante é que me querem.

Sebastião da Gama 

 Cabo da Boa Esperança, 2ª Ed.(1959)



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