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BIBLIOTECA DA LUSOFONIA: BOCAGE ( MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE )
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Reply  Message 1 of 24 on the subject 
From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 30/11/2009 09:52

 

Meu ser evaporei na lida insana

 

Meu ser evaporei na lida insana 

Do tropel das paixões que me arrastava, 

Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava 

Em mim, quase imortal, a essência  humana!  

 

De que inúmeros sóis a mente ufana 

A existência falaz me não doirava! 

Mais eis sucumbe a Natureza escrava  

Ao mal, que a vida em sua origem dana.  

 

Prazeres, sócios meus e meus tiranos, 

Esta alma, que sedenta em si não coube,  

No abismo vos sumiu dos desenganos.  

 

Deus... Ó Deus! Quando a morte à luz me roube, 

Ganhe um momento o que perderam anos, 

Saiba morrer o que viver não soube! 

 

(Manuel  Maria Barbosa du Bocage)  

 



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Reply  Message 2 of 24 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 30/11/2009 21:32

 

d9fb581456618c80ca61a991f51e2ded_we.gif medida picture by LilithPostImagens3 

 

 O céu, de opacas sombras abafado,

Tomando mais medonha a noite feia;

Mugindo  sobre as rochas, que salteia,

O mar, em crespos montes levantado;

 

Desfeito em furacões o vento irado;

Pelos ares zunindo a solta areia;

O pássaro nocturno, que vozeia

No agoirento cipreste além pousado,

 

Formam quadro terrível, mas aceito,

Mas grato aos olhos meus, grato à fereza

Do ciúme e saudade, a que ando afeito

 

Quer no horror igualar-me a Natureza;

Porém cansa-se em vão, que no meu peito

Há mais escuridade, há mais tristeza.

 

(Manuel Maria Barbosa du  Bocage )


Reply  Message 3 of 24 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 30/11/2009 21:33

Idílios

Filena, ou a saudade

(Pastoril)

(  Manuel  Maria  Barbosa du  Bocage  )

Que terna, que saudosa cantilena

Ao som da lira Melibeu soltava,

O pastor Melibeu, que por Filena,

Pela branca Filena em vão chorava!

Inda me fere o peito aguda pena,

Quando recordo os ais, que o triste dava,

O pranto que vertia, amargo, e justo

à sombra, que ali faz aquele arbusto.

Tu, maviosa a choros, e a clamores,

Tu, Vénus (Vénus só na formosura)

Luz de meus olhos, únicos amores

Desta alma, e seu prazer, sua ventura;

Que reclinada, amarrotando as flores,

Descansas em meu peito a face pura,

Ouve-me os ais, e as queixas de outro amante.

Que ao teu no ardente extremo é semelhante.

"Céus! (assim começou, e eu escondido

Entre as copadas árvores o ouvia)

Por vós em duras mágoas convertido

Vejo enfim todo o bem, que possuía:

à cndida Filena estar unido

Julgastes que um pastor não merecia:

A mais doce prisão de Amor partistes.

Ajuda, triste lira, os versos tristes.

Mal haja a lei dos fados inclemente!

O seu poder, o seu rigor praguejo:

Morte! Geral verdugo! Estás contente?

Já saciaste o sôfrego desejo?...

Mas Filena inda é viva, inda me sente

Suspirar nos seus braços: inda a beijo!...

Ah meus olhos, morreu: sem alma a vistes.

Ajuda, triste lira, os versos tristes.

Em ti, cara Filena, a sepultura

Tem de Amor, tem das Graças o tesouro;

Ali te arranca a morte acerba, e dura

Da mimosa cabeça as tranças de ouro:

Eis terra, eis cinza, eis nada a formosura...

Ah! Que não pude perceber o agouro

Com que esta perda, oh fados, me advertistes!

Ajuda, triste lira, os versos tristes.

Um dia, há tempos, Lénia, a feiticeira,

Me disse: Grande mal te está guardado!

Não mo quis declarar, e ave agoureira

De noite me piou sobre o telhado:

Cuidei que perderia a sementeira,

O rebanho, o rafeiro... ah desgraçado!

Perdeste mais, e a tanto inda resistes!

Ajuda, triste lira, os versos tristes.

 

A tua meiga voz, o teu carinho

Maior falta me faz, minha Filena,

Que lá no bosque ao rouxinol sôzinho

Da presa amiga a doce cantilena:

O teu branco, amoroso cordeirinho,

Mal que se viu sem ti, morreu de pena:

Balar saudoso, á montes, vós o ouvistes.

Ajuda, triste lira, os versos tristes.

O meu rebanho definhou de sorte,

Depois que te perdi, que anda caindo;

Seca estes campos o hálito da Morte

Desde que ela sumiu teu gesto lindo:

Rogo-lhe vezes mil, que me transporte

Lá onde, como estrela, estás luzindo,

Lá onde alegre para sempre existes.

Ajuda, triste lira, os versos tristes.

A roseira também, que tu plantaste,

Teu prazer, e prazer da Natureza,

Murchou-se logo assim que te murchaste,

Oh flor na duração, flor na beleza!

A pequenina rola, que apanhaste,

Não comeu mais, finou-se de fraqueza:

Porque blasfémia, ó deuses, me punistes?

Ajuda, triste lira, os versos tristes.

Já pelas selvas, ao raiar da aurora,

Caçando, as tenras aves não persigo;

Tudo me anseia, me enfastia agora,

Nem sofro os que por dó vêm ter comigo:

Figura-me a saudade a toda a hora

Ternas delícias, que logrei contigo.

Ah! Quão depressa, gostos meus, fugistes!

Ajuda, triste lira, os versos tristes.

Como as formigas pelo chão, no Estio,

Ou como as folhas pelo chão, de Inverno,

No aflito coração, que em ais te envio,

Jazem penas cruéis, quais as do Inferno:

Ora me sinto arder, outrhora esfrio,

Desfaz-me em nsias um veneno interno:

Talvez meus pés, oh víboras, feristes!

Ajuda, triste lira, os versos tristes.

Nos troncos, e nos mármores gravemos

Memórias de Filena idolatrada,

Tão digna de suspiros, e de extremos,

De tantos corações tão cobiçada:

Amor! Amor! Seu nome eternizemos...

Ai, que me falta a voz! Socorro, amada;

Conforta-me dos Céus, aonde assistes!

Não mais, á triste lira, ó versos tristes."


Reply  Message 4 of 24 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 30/11/2009 21:46

 

, Liberdade onde estás? Quem te demora

(  Manuel  Maria  Barbosa du Bocage  )

 

Liberdade, onde estás? Quem te demora?

Quem faz que o teu influxo em nós não Caia?

Porque (triste de mim!) porque não raia

Já na esfera de Lísia a tua aurora?

Da santa redenção é vinda a hora

A esta parte do mundo que desmaia.

Oh! Venha... Oh! Venha, e trémulo descaia

Despotismo feroz, que nos devora!

Eia! Acode ao mortal, que, frio e mudo,

Oculta o pátrio amor, torce a vontade,

E em fingir, por temor, empenha estudo.

Movam nossos grilhões tua piedade;

Nosso númen tu és, e glória, e tudo,

Mãe do génio e prazer, oh Liberdade!

  


Reply  Message 5 of 24 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 30/11/2009 21:49
 

 

 

Sobre estas duras, cavernosas fragas

 

M. M. Barbosa du  Bocage

 

Sobre estas duras, cavernosas fragas,

Que o marinho furor vai carcomendo,

Me estão negras paixões nalma fervendo

Como fervem no pego as crespas vagas;

Razão feroz, o coração me indagas.

De meus erros a sombra esclarecendo,

E vás nele (ai de mim!) palpando, e vendo

De agudas nsias venenosas chagas.

Cego a meus males, surdo a teu reclamo,

Mil objectos de horror coa ideia eu corro,

Solto gemidos, lágrimas derramo.

Razão, de que me serve o teu socorro?

Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;

Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.

 


Reply  Message 6 of 24 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 30/11/2009 21:52


  

 

PRESIDE O NETO DA RAINHA GINGA

M M B du Bocage

"Preside o neto da rainha Ginga
à corja vil, aduladora, insana.
Traz sujo moço amostras de chanfana,
Em copos desiguais se esgota a pinga.

Vem pão, manteiga e chá, tudo à catinga;
Masca farinha a turba americana;
E o oragotango a corda à banza abana,
Com gesto e visagens de mandinga.

Um bando de comparsas logo acode
Do fofo Conde ao novo Talaveiras;
Improvisa berrando o rouco bode.

Aplaudem de contínuo as frioleiras
Belmiro em ditirambo, o ex-frade em ode.
Eis aqui de Lereno as quartas-feiras."

 


Reply  Message 7 of 24 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 01/12/2009 01:14
 
 
Rio Sado
M M B du Bocage
 
"Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado,  

Mansa corrente deleitosa, amena, 

Em cuja praia o nome de Filena 

Mil vezes tenho escrito, e mil beijado,  

 

 Nunca mais me verás entre o meu gado 

 Soprando a namorada e branda avena, 

 A cujo som descias mais serena, 

 Mas vagarosa para o mar salgado. 

 

 Devo enfim manejar por lei da sorte 

 Cajados não, mortíferos alfanges 

 Nos campos do colérico Mavorte; 

 

 E talvez entre impávidas falanges testemunhas, farei da minha morte 

 Remotas margens, que humedece o Ganges.

 (Bocage)

 


Reply  Message 8 of 24 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 01/12/2009 01:14

 

 

Soneto

M. M. Barbosa du  Bocage

Já sobre o coche de ébano estrelado

Deu meio giro a Noite escura e feia;

Que profundo silêncio me rodeia

Neste deserto bosque à luz vedado!

 

Jaz entre a folhas Zéfiro abafado,

O Tejo adormeceu na lisa areia;

Nem o mavioso rouxinol gorgeia,

Nem pia o mocho, às trevas costumado.

 

Só eu velo, só eu, pedindo à Sorte

Que o fio, com que está minha alma presa

à vil matéria lnguida, me corte.

 

Consola-me este terror, esta tristeza,

Porque a meus olhos se afigura a Morte

No silêncio total da Natureza.

 


Reply  Message 9 of 24 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 01/12/2009 01:15
 

 

Apenas vi do dia a luz brilhante

M. M. Barbosa du  Bocage

Apenas vi do dia a luz brilhante

Lá de Túbal no empório celebrado,

Em sanguíneo carácter foi marcado

Pelos Destinos meu primeiro instante.

 

Aos dois lustros a morte devorante

Me roubou, terna mãe, teu doce agrado;

Segui Marte depois, e enfim meu fado,

Dos irmãos e do pai me pôs distante.

 

Vagando a curva terra, o mar profundo,

Longe da Pátria, longe da ventura,

Minhas faces com lágrimas inundo.

 

E enquanto insana multidão procura

Essas quimeras, esses bens do mundo,

Suspiro pela paz da sepultura.

 



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