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CARNAVAL: ESCOLAS DE SAMBA
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Reply  Message 1 of 9 on the subject 
From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 29/11/2009 11:37
 
 

 

 

Escolas

de Samba

 
 

 

G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz conquistou o campeonato
no Carnaval carioca em 2001,
pela terceira vez consecutiva.
O tri-campeonato consagrou a escola
e a carnavalesca Rosa Magalhães,
na Imperatriz desde 1992.
O nome desta escola fundada em 1959,
no bairro de Ramos, zona Norte do
Rio de Janeiro, é ao mesmo tempo
uma homenagem à imperatriz Leopoldina
e a uma tradicional loja de
tecidos do bairro, a "Imperatriz das Sedas".

**************

ENREDO: “Teresinhaaa, Uhuhuuu!!!
Vocês Querem Bacalhau?”

Ó Teresinha!!!
Que maravilha o Chacrinha imaginou
No fom fom da sua buzina
Uma geração emocionou
Vocês querem bacalhau?
Vibrava a platéia de emoção
E a saudade tem lugar
No banquete da ilusão
Lá se foi o bacalhau
Pelos mares da paixão (navegou) (bis)
Nessa história quando tudo começou

E foi assim, tim tim por tim tim
De uma explosão a luz
O choque do gelo do norte
Com o fogo ardente do sul
Imir sonhou, suou e surge a vida
E a Noruega amanheceu em flor
Monstros gigantes, raios, vulcões
Viquingues dos mares
Nos ventos da dominação
De Asgard o reino de Odin
Um arco-íris multicor une essas terras
A imensidão e ao coração da Imperatriz

Quando a água do mar secou
Despertou o paladar, o sabor (bis)
E o basco conservou no sal
Essa riqueza que Odin abençoou

Taca fogo nas cinzas, não deixa apagar
Eu vou de samba afrevado no chamego arretado
Pra lá e pra cá
Já rasgou a fantasia homem da noite, mulher do dia

E o Bacalhau do Batata na bandeja pra massa
Até o dia clarear (bis)

Lylybety

 

 



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Reply  Message 2 of 9 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 29/11/2009 11:38
 

 

 

Escolas

de Samba

 
 

 

 

G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio

No dia 22 de março de 1988, o sonho
se realizou: foi fundado o G.R.E.S.
Acadêmicos de Duque de Caxias.
Para que a agremiação fosse filiada
à Associação das Escolas de Samba
da cidade do Rio de Janeiro,
teria que ser oriunda de um bloco
carnavalesco. Para tal, surgiu o
G.R.B.C. Lambe Copo, localizado no
bairro Prainha, no Município de Duque de Caxias,
e filiado à Federação dos Blocos Carnavalescos
do Rio de Janeiro. Tendo apoio de quase
todas as escolas de samba da Associação,
de quase todos os políticos do município,
da sociedade caxiense e, principalmente,
dos sambistas. Reuniram-se os fundadores
e foi feita a eleição para a primeira
diretoria do Acadêmicos de Duque de Caxias.
O Sr. Milton Abreu do Nascimento,
conhecido como Milton Perácio foi
eleito Presidente e decidiu que a
Escola deveria ter um Patrono e um
Presidente de Honra e que deveria
ser uma pessoa de influência para
ajudar ou até mesmo financiar o
carnaval da escola. Depois de contatar
vários empresários do município sem obter
êxito, foi lembrado o nome da família
Soares, que acreditando no nosso
ideal e dando um voto de confiança
aos sambistas desta cidade aceitou
o convite e a partir daí o Sr. Antonio J
ayder Soares da Silva passou a ser o
Presidente de Honra e o Deputado Messias
Soares nosso Patrono.
O G.R.E.S Acadêmicos de Duque de Caxias
iria disputar o quinto grupo de acesso
das Escolas de Samba, no entanto surgiu
a idéia de que a escola poderia disputar
o segundo grupo e para tal teria que adotar
o nome da antiga escola G.R.E.S.
Grande Rio, pois a mesma já fazia
parte da acima mencionado.
Depois de várias reuniões com a
Diretoria os membros da antiga
Escola Grande Rio, o Presidente
de Honra Antonio Jayder Soares
determinou que se fizesse a fusão
das duas agremiações e no dia
22 de setembro de 1988 passou a ser
chamar ACADêMICOS DO GRANDE RIO

*****************

ENREDO:
“Caxias - O caminho do progresso,
um retrato do Brasil”

Vou falar da minha terra ô ô ô
Minha fonte de riqueza
Vou abrir meu coração
E a história do meu chão vou cantar (vamos lá)
Ai que terra boa de plantar
Povo bom de trabalhar valente guerreiro
Que capino ô ô foi carvoeiro
Construiu um município cem por cento brasileiro
Depois fabricou motor de avião
E criou um sindicato modelo de trabalho e união
Quando o Rio de Janeiro era capital
Imigrantes estrangeiros vieram pra cá
E o sonho caxiense se realizou
Foi preciso emancipar pra melhorar
Foram leis foram decretos mas a mão do povo prevaleceu
E na velha estação um adeus a Meriti Caxias nasceu
O homem da capa preta o rei da baixada
Ajudava o nordestino amigo da criançada (bis)
E no rito de angola mucuiu pra quem tem fé
Joãozinho da Golméia foi o rei do candomblé

Quero brincar a vontade
Lembrar com saudade a minha raiz
Cair na folia no grupo de congo
Quadrilha e calango eu vou dançar feliz
Na minha refinaria tem gasolina para exportação
Eu sou de Caxias sou pura energia
Suficiente pra alegrar seu coração

Bom de bola bom de samba paixão
Com Perácio aprendi a sambar de pé no chão (bis)
E com Zeca Pagodinho deixa a vida me levar
Eu me chamo Grande Rio e qualquer dia chego lá

Lylybety


Reply  Message 3 of 9 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 29/11/2009 11:38
 
 

 

 

Escolas

de Samba

 
 

 

G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz conquistou o campeonato
no Carnaval carioca em 2001,
pela terceira vez consecutiva.
O tri-campeonato consagrou a escola
e a carnavalesca Rosa Magalhães,
na Imperatriz desde 1992.
O nome desta escola fundada em 1959,
no bairro de Ramos, zona Norte do
Rio de Janeiro, é ao mesmo tempo
uma homenagem à imperatriz Leopoldina
e a uma tradicional loja de
tecidos do bairro, a "Imperatriz das Sedas".

**************

ENREDO: “Teresinhaaa, Uhuhuuu!!!
Vocês Querem Bacalhau?”

Ó Teresinha!!!
Que maravilha o Chacrinha imaginou
No fom fom da sua buzina
Uma geração emocionou
Vocês querem bacalhau?
Vibrava a platéia de emoção
E a saudade tem lugar
No banquete da ilusão
Lá se foi o bacalhau
Pelos mares da paixão (navegou) (bis)
Nessa história quando tudo começou

E foi assim, tim tim por tim tim
De uma explosão a luz
O choque do gelo do norte
Com o fogo ardente do sul
Imir sonhou, suou e surge a vida
E a Noruega amanheceu em flor
Monstros gigantes, raios, vulcões
Viquingues dos mares
Nos ventos da dominação
De Asgard o reino de Odin
Um arco-íris multicor une essas terras
A imensidão e ao coração da Imperatriz

Quando a água do mar secou
Despertou o paladar, o sabor (bis)
E o basco conservou no sal
Essa riqueza que Odin abençoou

Taca fogo nas cinzas, não deixa apagar
Eu vou de samba afrevado no chamego arretado
Pra lá e pra cá
Já rasgou a fantasia homem da noite, mulher do dia

E o Bacalhau do Batata na bandeja pra massa
Até o dia clarear (bis)

Lylybety

 

 


Reply  Message 4 of 9 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 29/11/2009 11:39
 
 

 

 

Escolas

de Samba

 
 

 

G.R.E.S. Portela

Em 1923, existiam em Osvaldo Cruz, subúrbio da Central do Brasil, os blocos carnavalescos Baianinhas de Oswaldo Cruz e Quem fala de nós come mosca, o primeiro formado por adultos, entre eles Galdino Marcelino dos Santos, Antônio Caetano, Antônio Rufino, Candinho - primeiro mestre de canto (hoje o puxador do samba) - e Paulo Benjamim de Oliveira, o Paulo da Portela - Segundo mestre de canto (todos diretores), Claudionor Marcelino ,irmão de Galdino José da Costa, Álvaro Sales, Angelino Vieira, Manuel Barbeiro, Alfredo Pereira da Costa, Carminha, Benedito do Braz (componentes). E o segundo bloco formado por crianças. A festeira dona Esther Maria de Jesus, do "Come Mosca", formado exclusivamente por crianças, por ter muita influência na área oficial à época, conseguiu toda a legalização na polícia (registro e permissão de funcionamento) para o bloco sair. O "Come Mosca", por possuir menores, saía apenas durante o dia. O "Baianinhas", que descia à noite para a Praça Onze, levava emprestada a licença do "Come Mosca". O fato fazia com que muita gente confundisse os blocos.
Em 1926, o "Baianinhas" desapareceu (em conseqüência de brigas internas), e foi fundado, embaixo de uma mangueira, na casa de seu Napoleão (pai de Natal), o Bloco Carnavalesco Conjunto Osvaldo Cruz, tendo como principais cabeças Paulo Benjamim de Oliveira, o Paulo da Portela; Antônio Caetano e Antônio Rufino. As reuniões do bloco eram feitas na casa de Paulo da Portela, na Barra Preta, em Osvaldo Cruz.

Em 1929, dia 20 de janeiro (dia de Oxóssi), Heitor dos Prazeres, um representante do conjunto de Osvaldo Cruz, vence o primeiro concurso entre as escolas de samba e, na volta para Osvaldo Cruz, troca o nome do "conjunto" por Quem nos faz é o capricho. Inconformado, em 1930, Manuel Bam, Bam, Bam assume o controle do grupo e transforma o Quem nos faz é o capricho em Vai como pode. Apesar de ser citado apenas o Vai como pode como o bloco antecessor da Portela, provavelmente os pioneiros são o Baianinhas e "Come Mosca". Por isso, a data de fundação da Escola é 11 de abril de 1923.

Em 1935, a já consagrada localidade de Osvaldo Cruz, como reduto do samba, também se consagrava com a fundação do G.R.E.S. Portela. A Portela é, hoje, uma das Escolas que possui maior número de campeonatos, totalizando 21. Neste período, fez 2 bicampeonatos, 2 tricampeonatos, 2 tetracampeonatos, 1 pentacampeonato, 1 hexacampeonato e 1 heptacampeonato. Mas apesar disso, não vence sozinha desde 1970. Em 80 ela ganhou junto com a Beija-Flor e a Imperatriz, e em 84, na inauguração do sambódromo, venceu o desfile de domingo, mas a campeã de segunda-feira e a supercampeã foi a Mangueira.

A Portela - e sua antecessora, sua origem - é tida (e/ou se tem) como pioneira, em vários aspectos do Carnaval: a primeira escola de samba a utilizar alegorias. Teria feito o primeiro samba-de-enredo (1939 - Teste ao Samba , de Paulo da Portela). Introduziu a comissão de frente uniformizada. Teria sido a primeira a usar corda. Criou a caixa surda e o reco-reco (Adalberto dos Santos, 1929. Aqui, obviamente antes de chamar-se Portela).

São considerados fundadores: cabeças Paulo Benjamim de Oliveira (Paulo da Portela); Antônio Caetano; Antônio Rufino; Manoel Gonçalves (Manuel Bam, Bam, Bam); Alcides Dias Lopes (Alcides Histórico); José Natalino (Natal); Heitor dos Prazeres, Candinho, Cláudio Manuel e outros.

***********

Enredo 2007:

Nos JOGOS PAN-AMERICANOS, o acontecimento maior é representado, sem dúvida, pelas diferentes especialidades esportivas disputadas em numeras competições, com relevncia dos esportes de alto rendimento.

Todavia, o ESPORTE não deve e não pode ser entendido, simplesmente, como algo que dará origem a tais disputas, seus valores maiores, ainda, que intrínsecos, mas, de indiscutível relevncia, se traduzem, entre outros em princípios como:

- Na inclusão e no desenvolvimento social;
- Na educação; e,
- Na promoção da cultura da paz
- Na promoção da irmandade entre os povos


SINOPSE

HERMES o grande mensageiro do OLIMPO - empunhando o seu caduceu, traz a notícia de ZEUS e anuncia: "que os Deuses se encantaram com as belezas da Cidade Maravilhosa e escolheram, novamente o BRASIL, tendo como a sede dos XV Jogos Pan Americanos, à cidade do RIO DE JANEIRO".

Assim, OLÍMPIA e seus Deuses a partir do carnaval de 2007 se transferem para o BRASIL - verdadeiro PARAÍSO DOS TRÓPICOS - e o G.R.E.S. PORTELA uma das maiores e tradicionais Escolas de Samba do Rio de Janeiro foi à escolhida como Anfitriã desse grande acontecimento. A grande majestade do samba, honrada por ser a escolhida, se prepara engalanada para fazer uma das maiores festas onde Deuses e homens, se encontrarão na maior arena de espetáculos para juntos acenderem a chama da vitória.

Foi dada a largada... Venha você também participar dessa competição.

A ÁGUIA como a mais legitima representação do orgulho portelense e da Portela se sente envaidecida. Considerada a Rainha das aves, ela representa o sol e o céu, onde fica a morada dos Deuses. Entre os Gregos, a Águia representa a força e espiritualidade, além de ser o animal favorito de ZEUS.

Sob os desígnios dos Deuses, a Águia junto com a Portela prepara uma grande festa dando inicio as comemorações deste importante e majestoso evento - OS JOGOS PAN-AMERICANOS.

Tão rápida quanto Hermes - o mensageiro dos Deuses do Olimpo - a Águia altaneira - mensageira da Portela, enxerga longe e faz um vôo rasante pelo Brasil, principalmente pela cidade do Rio de Janeiro, propagando a mensagem dos Deuses, abrindo então as portas do Rio para receber todas as nações das Américas, visando por esses jogos alcançar seus lemas primordiais: o espírito esportivo, a união, a paz e a harmonia.

O Rio de Janeiro e, porque não o Brasil, honrados pela escolha dos Deuses do Olimpo para sediar esse acontecimento de tanta importncia para a humanidade, espera tornar, esse momento de união e paz, um exemplo a ser seguido.

Os esportes sejam eles: nativos, tradicionais ou radicais, junto aos campeonatos, torneios, olimpíadas, recordes, títulos, medalhas, torcidas e comemorações e, ainda, a aura mítica do esporte e de seus heróis - os atletas - farão parte de nossa CARNAVAL.

Vale registrar a importncia dos esportes, quando se fala da saúde, do bem estar, da estética e da beleza de um corpo saudável.

Onde o campeão poderá ser você... Recordes poderão ser batidos...

Nações dos continentes americanos estarão representadas nas mais diversas provas e competições dos Jogos Pan-americanos. Ainda que seus representantes não alcancem a almejada vitória, pois o esporte vai além da competição, onde os resultados mais importantes a serem alcançados são: a esperança, sonhos e inspiração, amizade e jogo limpo e a alegria do esforço.

Foi dada a partida... E você, também, pode fazer parte desse pódio.

Esperança:

O Esporte oferece a esperança de um mundo melhor, possibilitando o espírito competitivo para todos sem discriminação.

Sonhos e inspiração:

O Esporte também é inspiração, pois vislumbra a conquista de sonhos pessoais através de lições de esforço, sacrifício e determinação dos atletas.

Amizade e jogo limpo:

O Esporte é amizade e jogo limpo, com exemplos tangíveis de como a humanidade pode, pelos valores inerentes ao esporte, superar preconceitos políticos, econômicos, religiosos e raciais.

Alegria do esforço:

O Esporte é ainda alegria do esforço, celebrando a felicidade, superando limites e transcendendo o próprio resultado final.

Também, é mais do que importante ressaltar ser o esporte um indiscutível elemento de inclusão e desenvolvimento social.

Assim, a Águia altaneira convida a todos os brasileiros a participar e receber prazerosamente os povos das Américas e todos demais que aqui vierem, para este importante acontecimento do esporte, da saúde e da beleza.

Durante o nosso desfile a Passarela do Samba vai se tornar uma grande pista de competição, onde a Majestade do samba receberá a tão sonhada coroa de louros, consagrando-se como a grande campeã.

E você está convidado a participar do grande desafio da vida, onde os Deuses do Olimpo se unem aos Deuses da Portela para juntos acenderem a chama da Vitória.

OS DEUSES ANUNCIARAM!!!

EM 2007

OLÍMPIA É AQUI.

HISTÓRICO

Desde os primórdios, quando fugiam de animais predadores, o Homem esta interligado ao esporte. Lutava por áreas e regiões e disputava domínios no início das coletividades.

A pratica desportiva remonta a um passado distante, onde monumentos de vários povos, egípcios, babilônios, assírios e hebreus representavam cenas de lutas, jogos de bola, natação, acrobacia e danças.

A longa história do esporte ajuda a entender como um fenômeno, surgido há milênios, se perpetuou no imaginário do homem. A prática esportiva inicialmente estava ligada aos exércitos e as guerras.

Aprimorar e desenvolver a força física do soldado, além de significar mais chance de vitória nas batalhas, servia para demonstrar a superioridade de um povo.

Acredita-se que foram os Gregos e Persas os pioneiros na sistematização da prática do esporte. Mas foi na Grécia antiga que os esportes passaram a ocupar um lugar de destaque na sociedade.

Por volta de 2500 AC, os Gregos prestavam homenagens aos Deuses, principalmente Zeus. Assim, surgiram os Jogos Olímpicos.

Atletas das cidades-estados gregas se reuniam na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições esportivas: atletismo luta, boxe, corrida de cavalo, pentatlo, salto em distncia, arremesso de dardo e de disco. Os vencedores, recebidos como heróis em suas cidades, recebiam como prêmio coroas de louros.

Ainda, nesta época, surge o lema olímpico: "Citius, altius, fortius", significando: "o mais rápido, o mais alto, o mais forte", lema que representa a projeção de um ideal de corpo humano.

Além da religiosidade, os gregos buscavam pelos jogos olímpicos: a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Deixando claro, também, a real importncia que os gregos davam aos esportes e a manutenção da beleza de um corpo.

Sócrates, festejado filósofo de então, afirmava: "...que desgraça é para o homem envelhecer sem nunca ter visto a beleza e sem ter conhecido a força de que seu corpo é capaz de produzir".

A última Olimpíada da Era Antiga acontece em 393 d.C., quando o Imperador romano Teodósio I proíbe a realização de festas para adoração dos Deuses.

Na idade média, com o crescimento da força do cristianismo, que pregava mais a purificação da alma do que o corpo, o esporte entrou em uma fase de estagnação, pois foi um período de guerras e conquistas.

Na Renascença, o surgimento do Humanismo redescobre a importncia das atividades físicas. A partir daí, varias foram às contribuições para a reforma dos conceitos desportivos, criando definições e regras para os jogos e a padronização dos regulamentos das disputas, favorecendo a internacionalização do esporte, fatores que culminaram com a realização da 1º Olimpíada da Era moderna impulsionada pelo Barão Pierre de Coubertin.

Nas Olimpíadas de 32, em Los Angeles, EUA, inspirados pela realização dos primeiros Jogos Centro-Americanos, alguns representantes de países latino-americanos no Comitê Olímpico Internacional (COI) propuseram a criação de uma competição entre todos os países das Américas, com o intuito de desenvolver o esporte na região.

Tal preposição acabou por ser a origem do I Congresso Esportivo Pan-americano, em Buenos Aires, 1940.

A princípio, estabeleceu-se que os primeiros Jogos seriam realizados em 1942, na própria capital da Argentina, medida que não se concretizou devido à II Guerra Mundial.

Com o fim do conflito, um segundo Congresso, em Londres, durante as Olimpíadas de 1948, confirmou Buenos Aires como a primeira sede dos Jogos Pan-Americanos, que se realizaram, por fim, no ano de 1951.

GLOSSÁRIO

ZEUS - Divindade suprema do Olimpo.
HERMES - Mensageiro dos Deuses.
CADUCEU - Símbolo de Hermes, bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior e adornada com asas.
OLIMPO - Morada dos Deuses.
OLÍMPIA - Cidade Estado da Grécia antiga

Lylybety

 


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From: QUIM TROVADOR Sent: 29/11/2009 11:39
 
 

 

 

Escolas

de Samba

 
 

 

G.R.E.S. Estácio de Sá

A Estácio de Sá nasceu da fusão das mais tradicionais escolas de samba existentes no morro de São Carlos: Paraíso das Morenas, Recreio de São Carlos e Cada Ano Sai Melhor. Os componentes da Estácio de Sá são, em sua maioria, da Cidade Nova, Saúde, Morro da Favela, Gamboa, Catumbi, Morro da Providência, Estácio e Morro de São Carlos.

Fundadores: Miro (primeiro presidente), Caldez, Cndido Canário, Sidney Conceição, Zacharias do Estácio, José Botelho, Maurício Gomes da Silva, Walter Herrice, Manuel Bagulho entre outros. Suas cores primitivas eram azul e branco, passando a vermelho e branco a partir de 1965. O nome inicial da escola era Unidos de São Carlos. Somente a partir de 1983 é que passou a chamar-se Estácio de Sá, o que, afinal, conciliaria os ajustes.

Antes do campeonato, a Estácio de Sá obteve sua melhor classificação em 1987, quando conquistou o 4° lugar com o enredo "Ti-ti-ti do Sapoti". Dando continuidade a um tipo de enredo satírico, descontraído, mas conseqüente, a Estácio apresentou, em 1988, "O boi dá bode" e em 1989, "Um, dois, feijão com arroz". Os três de autoria de Rosa Magalhães.

Desfilando no Grupo Especial obteve o campeonato em 1992, com o enredo Paulicéia Desvairada - 70 anos de Modernismo, desenvolvido por Mário Monteiro e Chico Spinoza. Desde 1997, quando desceu de grupo, a escola vem enfrentando muitos problemas, que se espera que sejam logo resolvidos para a escola poder voltar a brilhar no Grupo Especial

****************

Enredo 2007:

Que ti ti ti é esse
Que vem da Sapucaí
Tá que tá danado
Tá cheirando a sapoti

Baila no céu a esperança
O cheiro doce e o perfume
Vêm no ar

Olê, olê, olê
Vem de terra mexicana
Mandei buscar pra você

Sacode pra colher
Do pé que eu quero ver
Até o dia amanhecer

D. João achou bom
Depois que o sapoti saboreou
Deu pra Dona Leopoldina
A Corte se empapuçou (e mandou)

E mandou rapidamente
Espalhar no continente
Até o Oriente conheceu

E hoje no quintal da vida sou criança
Me dá que o sapoti é meu

Isso virou tutti-frutti
Tutti-multinacional
Virou goma de mascar
Roda pra lá e pra cá
Na boca do pessoal

Lylybety


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From: QUIM TROVADOR Sent: 29/11/2009 11:40
 
 

 

 

Escolas

de Samba

 
 

 

 

G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis

A Beija-Flor de Nilópolis nasceu nas comemorações do Natal de 1948. Um grupo, formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edimho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva resolveu formar um bloco que, depois de várias discussões, por sugestão de Dona Eulália de Oliveira, mãe de Milton, recebeu o nome de Beija-Flor (inspirado no rancho Beija-Flor, que existia em Marquês de Valença). Dona Eulália foi admitida como fundadora.
Em 1953, o bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor, vitorioso no bairro, foi escrito por Silvestre David dos Santos (Cabana) integrante da ala dos compositores, como escola de samba, na Confederação das Escolas de Samba, para o desfile oficial de 1954, no segundo grupo.

Seu primeiro desfile, em 1954, foi campeã passando para o Grupo 1, no qual permaneceu até 1963. Em 1974, retornou para o Grupo 1 e, a partir de 1976, com a entrada de Joãosinho Trinta na escola, proporcionou uma verdadeira revolução estética nos desfiles das Escolas de Samba. As alegorias cresceram de tal forma que hoje se tornaram verdadeiras obras de arte cheias de detalhes.

Já no seu primeiro ano na escola, a Beija-flor conquistou o seu primeiro título com o enredo "Sonhar com rei dá leão", quebrando a hegemonia das quatro grandes da época (Portela, Império Serrano, Mangueira e Salgueiro), que já durava mais de 15 anos. Se não bastasse, a escola conquistou mais 2 títulos seguidos, em 1977 e 1978, totalizando um inédito tricampeonato para a escola.

Em 1986, com o enredo "O mundo é uma bola", a Beija-flor desfilou debaixo de um dilúvio, tamanha era a chuva que caía sobre a Marquês de Sapucaí. A escola, mais uma vez, veio luxuosíssima e com uma garra impressionante, mas mesmo assim perdeu o título para a Mangueira por notas baixas em samba-enredo, quesito que os nilopolitanos tinham como garantia de nota máxima naquele ano.

No ano de 1989, com o enredo "Ratos e Urubus, larguem minha fantasia", Joãosinho Trinta fez um carnaval para calar a boca de quem achava que a Beija-flor só levava luxo para a avenida, trazendo o lixo e a pobreza. Um carnaval inesquecível para a nação de Nilópolis. O Cristo mendigo que a escola iria mostrar foi proibido pela Igreja e desfilou coberto por uma lona preta, e com os dizeres: "Mesmo proibido, olhai por nós!". Mesmo com um carnaval magnífico, a escola ficou novamente apenas num segundo lugar no desempate, colocação até hoje contestada pelos nilopolitanos. No quesito samba-enredo, a Beija-flor perdeu o título que parecia certo para a escola.

Em 1992, Joãosinho Trinta sai da escola, ficando no lugar dele uma carnavalesca que fez carnavais memoráveis pela União da Ilha, a Maria Augusta, ficando apenas um ano na Beija-flor. Ela conseguiu o terceiro lugar em 1993 com o enredo "Uni-duni-tê, a Beija-flor escolheu: é você!"

No ano seguinte, Milton Cunha vence um concurso para definir o novo carnavalesco da Beija-flor e fica 4 anos na escola. A sua ousadia deu um toque especial nos desfiles da azul e branca de Nilópolis, que só em 1998, com uma comissão de carnaval no lugar de um só carnavalesco, consegue ganhar novamente o carnaval, depois de um jejum de 15 anos. Essa comissão está na escola até hoje, dando resultados muito positivos.

****************************

Enredo 2007:

Setores
Abertura - A Gênese África a Realeza Mítica 

Setor 1 - A Majestosa África - De realidade e beleza 

Setor 2 - África-Mãe - Bahia - Reino de todos os deuses - berço do Candomblé 

Setor 3 - Querebentã de Zonadônu - Ilha - áfrica de magia, o reino dos Voduns 

Setor 4 - Rei Zumbi - Anjo guerreiro guardião do reino negro de Palmares 

Setor 5 - Vila - África - Rica - Dourada corte de Galanga do Congo - Chico Rei das "Minas Geraes" 

Setor 6 - Abençoado novo mundo, o grande reino de todas as Áfricas - de cortejos, reinados e reisados 

Setor 7 - Cidade maravilhosa - Pequena África dos Zungus de D.Obá à corte brasiliana do samba 

Sinopse 

Voa Beija-Flor em seu sonho alado, a cintilar na imensidão do universo de Olorum e faz rufar tambores ancestrais, explodindo em luz como sopro divino da mágica da criação. E no espaço disperso, abrindo caminhos de Legbará, no vento, nos leva na viagem do tempo ao berço real da humanidade, Baobá da vida no esplendor de seu despertar. 

Resplandece qual visão aos olhos do imenso infinito e traz Oduduá, iluminado mito, unindo quatro elementos para dar forma e movimento a obra de Obatalá. Da vida em transformação, faz surgir o mundo, a África, a majestade viva, fervilhante dádiva, diva sob o sol dourado coroada de poder e nobreza, soberana mítica e mística altiva alteza, coberta pelo manto ébano da noite, na pele negra de seus filhos e com a cabeça erguida, ungida do axé dos orixás. 

Hoje o samba vem mostrar seu legado e faz do pranto lembranças distantes, das lágrimas, pérolas e diamantes, do sofrimento e da resistência, o seu rico tesouro. 

Vem transformar o banzo, o sentimento acorrentado num elo forte de ouro, uma aliança com Aruanda, da trajetória dos tumbeiros, criar uma odisséia de bravura de quem venceu o inferno mar, na travessia da Calunga levar uma oferenda como quem se entrega ao destino no doce abraço de Iemanjá e no violento jogo do oceano, uma dança a cada onda, vislumbrando no horizonte a esperança de outra África por encontrar. 

Que se abram os braços do Brasil, os portões das senzalas, pequenas Áfricas de quintais; que se iluminem os terreiros à luz da "Lua de Luanda" para reinarem na noite seus bravos guerreiros que sob o braço do açoite não se curvaram jamais. Que se torne a luta pela liberdade, a volta por cima da capoeira e que o ferro que marca e fere, forje a África brasileira. 

Ave Bahia! Na graça de todos os santos da África pois o sangue e o suor te fazem sagrada e as correntes do cativeiro te bordam um manto de fé, com a nobreza de princesa de Nação Nagô, de alma africana livre, embalando o berço do Candomblé. 

Que se faça aportar Mina Jeje à Cidade dos Azulejos, tão azuis quanto as águas profundas desse grande mar, Agoê revolto que separa as terras de Agongolo, dessa África de cá. Que faça morada dos espíritos, dos tambores da noite e da realeza de Daomé, que seja o trono místico da escrava-rainha, essa ilha África imaginária, a terra da encantaria, dos Voduns, da feitiçaria, das divindades da terra e do ar. O gomé do gentio, a corte do além, impregnada de magia e transbordante de fé. 

Que venha nos mostrar as trilhas ocultadas nas brenhas das matas dos "Cafundós" do Brasil, os caminhos de determinação e coragem, da fuga para a libertação. Ser mais um quilombola guerreiro nas Áfricas deste sertão, formando assim um grande exército, uma livre nação, guardiã de Zumbi dos Palmares, anjo negro, rei da luta e rompimento, consciência e razão. 

Louvado seja "Galanga do Congo", negro Francisco, Chico-Rei, escravo das minas dessa Vila África, Rica. Que o ouro guardado em seus cabelos venha coroar de fato a sua africana realeza e que ele venha dourar também a liberdade de tantos irmãos de seu sangue nobre, que o pranto derramado no templo da escravidão se transforme em rosário de lágrimas de alegria ao lavar suas almas com a consciência negra, o orgulho, sua eterna alforria. 

Abençoado se torne esse novo mundo, o grande reino de todas as Áfricas a desfilar seus cortejos, seus reinados e reisados, sob o céu protegido por Deus em seus diversos nomes. Que em seu solo venha brotar uma árvore vida, de raízes que se entrelacem e unam novamente suas partes, que a sua sombra abrigue a lembrança, como dança, que em sua volta bailem: Afoxés, Jongos, Maculelês e Caxambus, que a sua copa se torne a grande coroa da Congada e que seus ramos formem nações de frutos-reis e de flores-rainhas de livres e lindos Maracatus. 

E pousa enfim de seu vôo, minha escola majestosa, nesta "África Pequena" que a gente do Rio resolveu assim batizar. Terra dos "Zungus", do "Rei das Ruas", do "Príncipe Negro", Dom Obá. 

Oh! Cidade Maravilhosa, do Samba, da "Rainha Ciata"e dos bambas, de tantas Áfricas a reinar. Receba, assim, Mãe soberana, a reverência de todos os súditos dessa Corte Brasiliana e permita que a mais bela entre todas as Áfricas de Samba, a Princesa Nilopolitana, como Beija-Flor te beijar. 

Alexandre Louzada, Fran Sérgio, Luiz Fernando "Laíla"Ribeiro do Carmo, Carlos "Shangai" Fernandes e Ubiratan Silva 

Comissão de Carnaval 2007 


JUSTIFICATIVA:

Celebrar a África é, acima de tudo, um momento de memória, o resgate da herança que vem reafirmar o nosso compromisso genético.

É um instante precioso, de lembrança ao povo brasileiro mestiço, esse povo brasileiro que é também africano.

É uma exaltação a todos que viveram o horror do cativeiro, mas que não se deixaram aprisionar o espírito, a alma africana, a fibra que une o indivíduo à ancestralidade.

O objetivo, porém, foge da narrativa do sofrimento vivido nas terras de escravidão; o avesso dessa história vem coroar a majestade africana.

Falamos não apenas de uma África, este enredo faz emergir muitas Áfricas, cacos de um mesmo pote que na diáspora ocorrida nas travessias dos tumbeiros, vieram se espalhar pelo novo mundo e que nessas terras de exílio, os filhos e filhas da África-Mãe tiveram que colar, juntando fragmentos das suas e de outras Áfricas originárias, pincelando com tintas e vernizes dessa nova terra, criando assim novos potes, novas Áfricas.

Assim como quartinhas, nelas foram guardando suas identidades tribais, suas crenças, costumes, lembranças, ferramentas da reconstrução de suas humanidades.

Mostramos em desfile a África-Mãe e sua gênese, a realidade e a realeza e outras tantas Áfricas realizadas, onde, de uma forma ou de outra, existiram reis e príncipes, rainhas e princesas, de reinados e reisados, de cortes e cortejos.

Por isso, a Beija-Flor que é, uma entre tantas outras pequenas Áfricas, vem tecer o fio da memória, evocando sua ancestralidade para unir dois mundos: - Á África real e a Corte Brasiliana.


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From: QUIM TROVADOR Sent: 29/11/2009 11:40
 
 

 

 

Escolas

de Samba

 
 

 

G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira

A Estação Primeira de Mangueira nasceu
da fusão dos blocos: Dos Arengueiros, T
ia Tomásia, Tia Fé, Senhor Júlio,
Mestre Candinho e, ainda,
o Rancho Príncipe das Florestas.
Suas cores, verde e rosa,
foram sugeridas por Angenor de Oliveira,
o Cartola, que se inspirou num rancho
existente nas Laranjeiras.
Já o saudoso Juvenal Lopes informava
que o nome Estação Primeira de Mangueira
foi dado por causa de um samba de Cartola,
intitulado Chega de demanda.
A expressão Estação Primeira,
que antecedem a palavra Mangueira,
foi adotada por ser a Mangueira,
na época, a primeira estação,
partindo-se da gare de D. Pedro II.
Por outro lado, alguns dizem que o
nome Mangueira foi por causa de uma
fábrica de chapéus no bairro, ou,
até mesmo, devido à quantidade
de mangueiras que existiam no morro.
O primeiro mestre-sala da agremiação foi Mansur.
Foi a primeira escola a definir as cores.
Introduziu nos desfiles, primeiramente,
o pandeiro oitavado. Mantém até hoje
somente uma única marcação,
costume vindo desde a fundação da escola,
quando Lúcio Pato tocava o surdo de
1ª que caracterizava tal marcação
(sem resposta).
Criou a primeira "ala de compositores"
das escolas de samba.

Entre seus fundadores citamos:
Saturnino Gonçalves
(o Satur, pai de D. Neuma),
Marcelino José Claudino (o Velho Mansur),
Angenor de Oliveira (Cartola),
Francisco Ribeiro (Chico Torrão),
Gradim, José Espinguela...

Lylybety

       


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From: QUIM TROVADOR Sent: 29/11/2009 11:41
 

 

 

Escolas

de Samba

 
 

 

 

G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro

Não obstante a pertinácia dos seus dirigentes e os múltiplos talentos que se encontravam na Azul e Branco, na Unidos do Salgueiro e na Depois Eu Digo, a realidade é que nenhuma das três escolas do Morro do Salgueiro conseguia ameaçar a Mangueira, a Portela, o Império Serrano, enfim, nenhuma das chamadas grandes escolas. E isso frustrava muito a população salgueirense. Os sambistas de outros morros e agremiações respeitavam muito o Salgueiro. Os seus batuqueiros, compositores, passistas, eram citados com admiração, mas nos desfiles da Praça Onze não acontecia nada. Os primeiros lugares eram sempre das outras.
O compositor Geraldo Babão, que, como tantos outros, não compreendia o motivo da desunião das escolas do Morro do Salgueiro, daquela divisão de forças, desceu o morro cantando um samba que ele mesmo havia feito um ano antes; após a vergonhosa apresentação das escolas Azul e Branco, Depois Eu Digo e Unidos do Salgueiro no carnaval de 1953. Nesta composição, premonitoriamente já estava até insinuado o nome que deveria ter a escola da união. As baterias das três escolas se juntaram e foram arrastando o povo para a Praça Saens Peña, somando todas as cores e bandeiras. Era o estopim para a fusão. Um belíssimo e inesquecível espetáculo.

As cores vermelho e branco, sugeridas por Francisco Assis Coelho (Gaúcho), foram escolhidas porque não havia nenhuma escola igual. Quanto ao título, consta que Mário José da Silva (Totico) sugeriu “Academia do Salgueiro” e alguém não identificado propôs “Catedráticos do Salgueiro”; aí, o grande compositor Noel Rosa de Oliveira interveio e, argumentando que esse nome iria destroncar a língua do pessoal do morro, arrematou, propondo “Acadêmicos do Salgueiro”.

Para glorificar então ainda mais o samba carioca, nascia, finalmente, em 3 de abril de 1953, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro. Entre os seus fundadores estão Paulino de Oliveira, Djalma Sabiá, Noel Rosa de Oliveira, Geraldo Babão, Casemiro Calça Larga, Neca da Baiana e Pedro Ceciliano.

A partir de 1958, com a entrada de Nélson de Andrade para a presidência da escola, o Salgueiro desencadeou uma série de transformações no carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação adotou o lema “nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente”, revolucionando a concepção e a organização dos desfiles de escola de samba realizados até então. A equipe de Fernando Pamplona deu início à transformação estética que culminaria anos mais tarde no grande visual dos carnavais modernos. A escola ainda contrapôs aos temas ufanistas e às referências à corte imperial temas voltados para a cultura negra, além de retratar personagens marginais escondidos nas entrelinhas da história do Brasil.

Fazem parte dos inesquecíveis carnavais do Salgueiro, entre muitos outros, os de 1960 (Quilombo dos Palmares), 1963 (Xica da Silva), 1965 (História do Carnaval Carioca - Campeã do IV Centenário do Rio de Janeiro), 1969 (Bahia de Todos os Deuses), 1971 (Festa para um rei negro), 1974 (O Rei da França na Ilha da Assombração), 1989 (Templo Negro em Tempo de Consciência Negra), e o explosivo desfile de 1993 (Peguei um Ita no Norte)

Lylybety


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From: QUIM TROVADOR Sent: 24/01/2010 11:13
 

 

 

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