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MEU BRASIL BRASILEIRO - TODOS OS ESTADOS: ESTADO DE PERNAMBUCO
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From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 24/04/2010 16:56


ESTADO DE PERNAMBUCO


A história de Pernambuco começa com a expedição de Gaspar de Lemos, em 1501, que teria criado feitorias ao longo da costa da colônia portuguesa e muito provavelmente em Igarassu, local ao qual, anos depois, Cristóvão Jacques estaria incumbido da sua defesa. Erguida, provavelmente, na entrada do Canal de Santa Cruz, em Igarassu a feitoria teria por objetivo estabelecer vínculos com os nativos, obter informações acerca das possíveis riquezas do interior e vigiar o litoral de possíveis investidas de navios de outras nações. É oficializada em 1532, quando foi criada a capitania de Pernambuco (ou Nova Lusitnia), doada a Duarte Coelho, que fundou Igarassu e Olinda e iniciou a cultura da cana-de-açúcar. Em 1630, a capitania foi invadida pela Companhia das Índias Ocidentais, que, desembarcando na praia de Pau Amarelo, derrotou a frágil resistência portuguesa na passagem do Rio Doce, invadiu sem grandes contratempos Olinda e derrotou a pequena, porém aguerrida, guarnição do forte (que depois passaria a ser chamado de Brum), porta de entrada para o Recife através do istmo que ligava as duas cidades. (Mauritsstad, ou Mauricéia), até então com poucos habitantes portugueses. Maurício de Nassau ajudou a desenvolver a cidade, com diversas obras de infra-estrutura, benefícios fiscais e empréstimos. Neste período, Recife foi considerada a mais próspera e urbanizada cidade das Américas e com a maior comunidade judaica de todo o continente, sendo construída nessa época a primeira sinagoga da América [2]. A primeira ponte da América Latina também foi construída na gestão de Nassau, em 1643. [3]


A Batalha dos Guararapes, óleo sobre tela por Victor Meirelles de Lima.Por diversos motivos, sendo um dos mais importantes a exoneração de Maurício de Nassau do governo da capitania pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, o povo de Pernambuco se rebelou contra o governo, juntando-se à fraca resistência ainda existente, num movimento denominado Insurreição Pernambucana. Com a chegada gradativa de reforços portugueses, os holandeses por fim foram expulsos em 1654, na segunda Batalha dos Guararapes. Foi nesta ocasião que se diz ter nascido o Exército brasileiro.

Após a expulsão holandesa, o estado passou a declinar junto com restante do Nordeste, devido à transferência do centro político-econômico para o Sudeste, o que resultou em conflitos como a Revolução Pernambucana e a Confederação do Equador, movimento separatista pernambucano. A qualidade do açúcar refinado holandês, agora produzido nas Antilhas, superior ao mascavo brasileiro, também ajudou a acelerar a decadência do estado, que era baseado nos latifúndios de cultivo de cana-de-açúcar. Buscando novos meios de renda, aumenta o comércio no estado gradativamente. Este efeito foi estopim de revoltas como a Guerra dos Mascates.

Atualmente há diversos Engenhos de cana-de-açúcar abertos a visita, permitindo um mergulho profundo na cultura da região através do turismo rural.


Capitania de Pernambuco
Ver artigo principal: capitania de Pernambuco

Olinda, primeira capital de Pernambuco - vista do Convento de Nossa Senhora do CarmoEm 1501, quando a expedição de Gaspar de Lemos funda feitorias no litoral da colônia portuguesa na América, tem início o processo de colonização de Pernambuco. Anos depois, Critóvão Jaques é incubido de defender o litoral pernambuco de embarcações de outras nações. A feitoria de Cristóvão Jacques, erguida na entrada do Canal de Santa Cruz, em Itamaracá, tem por objetivo estabelecer um vínculo com os nativos, procurar informaçõpes acerca de possíveis riquezas no inteior e rechaçar possíveis investidas de outras nações à costa brasileira. Em1534, a capitania de Pernambuco foi doada a Duarte Coelho, influente navegador e soldado, português filho bastardo de família nobre do Entre-Douro e Minho, que fundou Igarassu, Olinda e Recife e iniciou a cultura da cana-de-açúcar, que teria importante papel na história econômica do país. A capitania de Pernambuco originalmente se estendia por 60 léguas entre o Rio Igaraçu e o Rio São Francisco, e era chamada Nova Lusitnia. Era responsável pela maior parte da produção de açúcar, o chamado ouro branco, na América e uma das capitanias mais florescentes.


Domínio holandês
Ver artigo principal: Invasões holandesas do Brasil

Invasões Holandesas em Olinda.Em 1630 a Companhia das Índias Ocidentais volta seus interesses para a mais promissora das capitanias da Colônia Portuguesa na América. Por ocasião da União Ibérica (1580 a 1640) a então chamada República Holandesa, antes dominados pela Espanha tendo depois conseguido sua independência através da força, vêem em Pernambuco a oportunidade para impor um duro golpe na Espanha, ao mesmo tempo em que tirariam o prejuízo do fracasso na Bahia. Em 26 de dezembro de 1629 partia de São Vicente, Cabo Verde, uma esquadra com 66 embarcações e 7.280 homens em direção a Pernambuco. Os holandeses conquistam a capitania de Pernambuco em fevereiro de 1630 e estabelecem a colônia Nova Holanda. Atualmente, a maioria dos habitantes do cariri pernambucano é descendente de holandeses. [4]


Insurreição Pernambucana

Mauritsstad, o Recife nassoviano.Em 15 de maio de 1645, reunidos no Engenho de São João, 18 líderes insurretos pernambucanos assinaram compromisso para lutar contra o domínio holandês na capitania. Com o acordo assinado, começa o contra-ataque à invasão holandesa. A primeira vitória importante dos insurretos se deu no Monte das Tabocas, (hoje localizada no município de Vitória de Santo Antão) onde 1200 insurretos mazombos armados de armas de fogo, foices, paus e flechas derrotaram numa emboscada 1900 holandeses bem armados e bem treinados.


Presença Judaico-sefaradita no Recife Holandês.O sucesso deu ao líder Antônio Dias Cardoso o apelido de Mestre das Emboscadas. Os holandeses que sobreviveram seguiram para Casa Forte, sendo novamente derrotado pela aliança dos mazombos, índios nativos e escravos negros. Recuaram novamente para as casas-forte em Cabo de Santo Agostinho, Pontal de Nazaré, Sirinhaém, Rio Formoso, Porto Calvo e Forte Maurício, sendo sucessivamente derrotados pelos insurretos..

Por fim, Olinda foi recuperada pelos rebeldes. Cercados e isolados pelos rebeldes numa faixa que ficou conhecida como Nova Holanda, indo do Recife a Itamaracá, os invasores começaram a sofrer com a falta de alimentos, o que os levou a atacar plantações de mandioca nas vilas de São Lourenço, Catuma e Tejucupapo. Em 24 de abril de 1646, ocorreu a famosa Batalha de Tejucupapo, onde mulheres camponesas armadas de utensílios agrícolas e armas leves expulsaram os invasores holandeses, humilhando-os definitivamente. Esse fato histórico consolidou-se como a primeira importante participação militar da mulher na defesa do território brasileiro.

Devido a Primeira Guerra Anglo-Neerlandesa, a República Holandesa não pôde auxiliar os holandeses no Brasil. Com o fim da guerra contra os ingleses, a República Holandesa exige a devolução da colônia em maio de 1654. Sob ameaça de uma nova invasão do Nordeste brasileiro, Portugal cede à exigência dos holandeses. Porém, em 6 de agosto de 1661 a República Holandesa cede formalmente o Nordeste brasileiro à Portugal através da Paz de Haia.
 


Bandeira do estado de Pernambuco


Aplicação ...
Proporção 7:10
Adoção 1917
Cores Azul escuro
Branco
Amarelo
Vermelho
Verde


A Bandeira de Pernambuco foi originada na revolução de 1817, sendo oficializada em 1917, na comemoração do centenário da mesma revolução, pelo Governador Manuel Antônio Pereira Borba.

Significado


Antiga bandeira da Revolução de 1817.

A cor azul do retngulo superior simboliza a grandeza do céu pernambucano; a cor branca representa a paz; o arco-íris tricolor (verde, amarelo, vermelho) representa a união de todos os pernambucanos; a estrela caracteriza o estado no conjunto da Federação, que na bandeira nacional é representado por Denebakrab; o Sol é a força e a energia de Pernambuco; finalmente, a cruz representa a fé na justiça e no entendimento.


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From: QUIM TROVADOR Sent: 24/04/2010 16:57



«« EFEMÉRIDE DIA 26 DE JANEIRO »»

Insurreição Pernambucana

Origem: Wikipédia


História do Brasil

A insurreição pernambucana, também referida como Guerra da Luz Divina, registrou-se no contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil, culminando com a expulsão dos neerlandeses da região Nordeste do Brasil. O movimento integrou forças lideradas pelos senhores de engenho André Vidal de Negreiros e João Fernandes Vieira, pelo africano Henrique Dias e pelo indígena Felipe Camarão.


História

Antecedentes

Até à chegada do administrador da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (WIC), João Maurício de Nassau-Siegen, aos territórios conquistados em 1637, os luso-brasileiros empreendiam a chamada "Guerra Brasílica", um tipo de guerrilha que consistia em ataques rápidos e furtivos às forças neerlandesas, após o qual os atacantes desapareciam rapidamente nas matas. A partir de então essas emboscadas ficariam suspensas no território da capitania de Pernambuco, uma vez que Nassau implementou uma política de estabilização nos domínios conquistados.

Sob o seu governo, o nordeste brasileiro conheceu uma época de ouro: a "Nova Holanda". Ao pisar em solo americano, encontrou cerca de 7.000 almas vivendo nas piores condições de higiene e habitação. Mandou construir pontes, palácios, iniciou a urbanização do que hoje é conhecido como o bairro de Santo Antônio na capital pernambucana, incentivou as artes e as ciências, retratou a natureza do novo mundo através de seus dois artistas Frans Post e Albert Eckhout. Ao todo foram 46 estudiosos dos mais variados gêneros.

Com relação à exploração da colônia, foi tolerante com os senhores de engenho, os quais deviam muito à WIC. Foi igualmente tolerante com o judaísmo e o catolicismo, deixando que se professasse todas as religiões livremente. Preferia não penhorar engenhos nem sufocar revoltas com crueldade. Enfim, procurava fazer a administração contrária ao que queria os senhores da WIC.

Motivos para a Insurreição
No contexto da Restauração portuguesa, o Estado do Brasil pronunciou-se em favor do Duque de Bragança (1640), assinando-se uma trégua de dez anos entre Portugal e os Países Baixos.

No nordeste do Brasil, os engenhos de cana-de-açúcar viviam dificuldades num ano de pragas e seca, pressionados pela Companhia das Índias Ocidentais, que sem considerar o testamento político de Nassau, passou a cobrar a liquidação das dívidas aos inadimplentes. Essa conjuntura levou à eclosão da Insurreição pernambucana, que culminou com a extinção do domínio neerlandês (holandês) no Brasil.

De acordo com as correntes historiográficas tradicionais em História do Brasil, esse movimento assinala o início do nacionalismo brasileiro, pois os elementos étnicos brancos, africanos e indígenas fundiram os seus interesses na luta pelo Brasil e não por Portugal. Foi esse movimento que deu à população local a verdadeira compreensão de seu valor, incutindo no povo o espírito de rebeldia contra qualquer tipo de opressão. [1].

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From: QUIM TROVADOR Sent: 24/04/2010 16:57


CARNAVAL DE OLINDA - PERNAMBUCO

Carnaval de Olinda terá quinta edição da Corrida dos Bonecos Gigantes

Bonecos são divididos nas categorias pesado, com mais de 16 kg, e leve, de 9 kg a 15,9 kg.

Prefeitura

Quinta edição da Corrida dos Bonecos Gigantes de Olinda acontece em 6 de fevereiro (Foto: Passarinho/Prefeitura de Olinda)A quinta edição da Corrida dos Bonecos Gigantes de Olinda vai marcar as prévias do carnaval da cidade pernambucana, em 6 de fevereiro. O evento acontece nas categorias pesado (com bonecos acima de 16 kg), e leve (com bonecos de 9 kg a 15,9 kg).

As inscrições para quem quiser participar da tradicional festa já estão abertas e vão até o dia do evento. Os interessados devem procurar a Secretaria de Patrimônio e Cultura, a Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude ou a Liga Independente dos Bonecos Gigantes e preencher o formulário.

O campeão na categoria pesado ganhará R$ 1,5 mil. O segundo colocado leva para casa R$ 800 e o terceiro, R$ 500. No caso dos bonecos mais leves os prêmios serão divididos da seguinte forma: R$ 1.200 para o primeiro lugar; R$ 600 para o segundo; e R$ 400 para o terceiro. Os três primeiros colocados em cada categoria (pesado e leve) receberão uma premiação em dinheiro.



Roteiro


Os bonequeiros, como são chamados os competidores, saírão do Mercado da Ribeira em direção à Rua de São Bento, onde recebem a bandeirada final em frente ao Palácio dos Governadores.

A largada está prevista para as 10h, mas, a partir das 8h haverá concentração no Mercado da Ribeira. Lá, os participantes terão à disposição um café da manhã reforçado, além da presença de uma orquestra de frevo, que animará todos antes da disputa.

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From: QUIM TROVADOR Sent: 24/04/2010 16:58
Bezerra da Silva


Informação geral
Nome completo José Bezerra da Silva
Apelido Embaixador dos morros e favelas

Data de nascimento 23 de fevereiro de 1927

Origem Recife, Pernambuco
País Brasil

Data de morte 17 de janeiro de 2005 (77 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Gêneros Samba
Partido-alto
Coco

Instrumentos Vocal, violão
Período em atividade 1976 - 2005
Outras ocupações Percussinista, Compositor
Gravadoras RCA, BMG
Afiliações Dicró
Moreira da Silva, Regina do Bezerra

José Bezerra da Silva (Recife, 23 de fevereiro de 1927 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor e violonista, percussionista e interprete brasileiro dos genêros musical Coco e Partido Alto, sub-genêros do Samba. Considerado o embaixador dos morros e favelas, cantou sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se apresentando no limite da marginalidade e da indústria musical, também é considerado um dos principais expoentes do samba do estilo partido alto.[carece de fontes?]

Biografia

Nordestino, desde a infncia foi ligado à música e sempre "sentiu" que apresentava o dom de tocar, causando atritos com a família.

O pai, da Marinha Mercante, saiu de casa quando Bezerra era pequeno, vindo morar no Rio de Janeiro. Com isso, depois de ingressar e ser expulso da Marinha Mercante, descobriu o paradeiro do pai e veio atrás dele. Causando mais atritos com o pai, foi morar sozinho, no Morro do Cantagalo, trabalhando como pintor na construção civil. Juntamente, era instrumentista de percussão e logo entrou em um bloco carnavalesco, onde um dos componentes o levou para a Rádio Clube do Brasil, em 1950.

Durante sete anos viveu como mendigo nas ruas de Copacabana, onde tentou suicídio e foi "salvo" por um Santo da Umbanda, onde ele se tornou um praticante até ingressar numa Igreja Evangélica. A partir daí passou a atuar como compositor, instrumentista e cantor, gravando o primeiro compacto em 1969 e o primeiro LP seis anos depois.

Inicialmente gravou músicas sem sucesso. Mas a partir da série Partido Alto Nota 10 começou a encontrar o público. O repertório dos discos passou a ser abastecido por autores anônimos (alguns usando codinomes para preservar a clandestinidade) e Bezerra notabilizou-se por um estilo Sambandido (ou Gangsta Samba), precursor mesmo do Gangsta Rap norte-americano. Antes do Hip Hop brasileiro, ele passou a mostrar a sua realidade em músicas como: "Malandragem Dá um Tempo", "Seqüestraram Minha Sogra", "Defunto Cagüete", "Bicho Feroz", "Overdose de Cocada", "Malandro Não Vacila", "Meu Pirão Primeiro", "Lugar Macabro", "Piranha", "Pai Véio 171", "Candidato Caô Caô".

Em 1995 gravou pela Sony "Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró: Os Três Malandros In Concert", uma paródia ao show dos três tenores, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras. O sambista virou livro em 1998, com "Bezerra da Silva - Produto do Morro", de Letícia Vianna.

Em 2001 retornou à fé evangélica através da Igreja Universal do Reino de Deus e em 2003 gravou o CD Caminho de Luz com músicas gospel. Em 2005, perto da morte, mas ainda demostrando plena atividade, participou de composições com Planet Hemp, O Rappa, Velhas Virgens e outros nomes de prestígio da Música Popular Brasileira.

Morreu em 2005, aos 77 anos de idade, perto de completar 78, eternizando-se no mundo do samba.

A Morte

Bezerra morreu na manhã de segunda-feira, dia 17 de Janeiro de 2005 aos 77 anos, depois de sofrer uma parada cardíaca. De acordo com o último boletim médico, a causa do óbito foi falência múltipla dos órgãos. O corpo de Bezerra foi velado no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. O sepultamento foi em uma terça-feira no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju.

Bezerra estava internado desde o dia 28 de outubro, no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, com embolia pulmonar e pneumonia.

O curioso desta data é que Bezerra se auto-intitulava "o bom malandro", por isso quando morresse, queria que não fosse numa sexta-feira ou feriado, para não atrapalhar a praia dos amigos. E morreu numa segunda-feira - ou seja, depois do fim-de-semana e no dia 17 de janeiro, o primeiro mês do ano. 1 7 1.

Temas de músicas

Os principais temas de suas músicas foram os problemas sociais dentro das comunidades, entre eles: a malandragem e ladrões à margem da lei, a maconha, e outras linguagens, dentre as quais, a de maior destaque, foi a condenação à caguetagem, ou delação. Esta temática se refere à uma das principais estratégias de sobrevivência de comunidades que vivem sob constante ameaça policial devido à criminalidade, onde o tráfico e as organizações criminosas locais exercem influência e medo àqueles que vivem nessas localidades ou que exercem sua cidadania solicitando a intervenção das autoridades, e que por isso são punidos e acusados de "delatores" pelos integrantes do tráfico. São numerosos os sambas de Bezerra da Silva que "condenam" de forma apológica os "dedo-duros".

Discografia

O Rei Do Côco (1976)
Partido Alto Nota 10 Bezerra e Genaro (1977)
Partido Alto Nota 10 Vol.2 - Bezerra e Seus Convidados (1979)
Partido Alto Nota 10 Vol.3 - Bezerra e Rey Jordão (1980)
Partido Muito Alto (1980)
Samba Partido e Outras Comidas (1981)
Bezerra e um Punhado de Bambas (1982)
Produto do Morro (1983)
É Esse Aí Que É o Homem (1984)
Malandro Rife (1985)
Alô Malandragem, Maloca o Flagrante (1986)
Justiça Social (1987)
Violência Gera Violência (1988)
Se Não Fosse o Samba (1989)
Eu não sou Santo (1990)
Partideiro da Pesada (1991)
Presidente Caô Caô (1992)
Cocada Boa (1993)
Bezerra, Moreira e Dicro - Os 3 Malandros In Concert (1995)
Contra O VERDADEIRO Canalha (Bambas Do Samba) (1995)
Meu Samba É Duro na Queda (1996)
Eu Tô de Pé (1998)
Provando e Comprovando sua Versatilidade (1998)
Bezerra da Silva: Ao Vivo (1999)
Malandro é Malandro e Mané é Mané (2000)
A Gíria é Cultura do Povo (2002)
Caminho de Luz (2003)
Pega Eu (2003)
Meu Bom Juiz (2003)
O Partido Alto do Samba (2004)
Série Maxximum - Bezerra da Silva (2005)
O Samba Malandro de Bezerra da Silva (2005)

Reply  Message 5 of 7 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 24/04/2010 16:59
== O BRASãO DE PERNAMBUCO FOI RESTAURADO ==




(26/01) Laborarte reconstitui brasão de PE para o acervo do IAGHP

O Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte (Laborarte/Fundaj) concluiu a reconstituição de uma pintura do Brasão do Estado pertencente ao acervo do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP). A obra, de autoria de José de Castro, mede 205 cm x 135 cm e foi entregue ao IAHGP durante a Sessão Magna comemorativa dos 148 anos daquela instituição, quando também foram lembrados os 356 anos da Restauração Pernambucana e os 100 anos de falecimento de Joaquim Nabuco.

Há quinze anos, o IAHGP enviou para o Laborarte três obras, a fim de submetê-las a um diagnóstico especializado, diante das péssimas condições de armazenamento a que foram expostas nos anos anteriores. O Brasão de Pernambuco era uma delas, e trazia profundas marcas provocadas pelo tempo e por agentes como umidade, poeira e iluminação inadequada.

Por falta de recursos para custear a reconstituição da obra, o IAHGP deixou a peça sob os cuidados do Laborarte até que surgisse uma oportunidade melhor para viabilizar a intervenção necessária no brasão. A pintura foi então acondicionada de forma adequada, aberta horizontalmente e recebendo uma proteção de tecido até que o serviço de reconstituição fosse, enfim, autorizado pelo IAHGP.

Somente em 2007, por ocasião do bicentenário da Imprensa no Brasil, Fundaj e IAHGP chegaram a um entendimento sobre a execução da reconstituição da pintura. A Diretoria de Documentação da Fundaj se comprometeu a restaurar duas obras importantes para compor a exposição que constava no seminário 200 Anos da Imprensa no Brasil, e o IAHGP cedeu o direito de utilização dos periódicos (entre eles, O Preciso, que noticiava a Revolução de 1817) na exposição. Pelo acordo, a Fundaj, em contrapartida, restauraria também o Brasão de Pernambuco.

"Deu muito trabalho reconstituir o brasão, pois havia uma perda muito grande de suporte (tecido) e de camada de pintura. Além disso, a peça permaneceu durante muitos anos dobrada ou enrolada, e trazia marcas de vincos e desgaste", explicou Montenegro.


A preparação de tela que faltava na pintura original foi refeita com a aplicação de uma camada em toda a peça, permitindo uma fixação melhor dos elementos artísticos. Algo como a base que precisa ser aplicada nas pinturas de paredes, por exemplo.

O processo de reconstituição da obra demandou paciência e precisão, começando com o reintelamento do quadro e a sua colocação em um novo bastidor (o chassi da moldura, que recebeu tratamento especial em cedro). Os próximos passos foram a higienização e a reconstrução de alguns desenhos, como os elementos do Farol de Olinda e o leão, símbolo da bravura do povo pernambucano.

O trabalho dos restauradores do Laborarte foi concluído em pouco mais de um ano.

Reply  Message 6 of 7 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 24/04/2010 16:59


A bandeira da Revolução Pernambucana de 1817, cujas estrelas representam Paraíba, Ceará e Pernambuco, inspirou a atual bandeira pernambucana.



«« EFEMÉRIDE DO DIA 6 DE MARçO »»

1817 - Inicia-se a Revolução Pernambucana no Brasil contra o domínio português.

Revolução Pernambucana
Origem: Wikipédia


Conflitos na História do Brasil
- Período Colonial -
Movimentos Nativistas


A chamada Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, eclodiu em 6 de março de 1817 na então Província de Pernambuco, no Brasil.

Dentre as suas causas destacam-se a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e a influência das idéias Iluministas, propagadas pelas sociedades maçônicas.

Antecedentes

No começo do século XIX, Olinda e Recife, as duas maiores cidades pernambucanas, tinham juntas cerca de 40 000 habitantes (comparados com 60 000 habitantes do Rio de Janeiro, capital da colônia). O porto do Recife escoava a produção de açúcar de centenas de engenhos da Zona da Mata e de algodão. Além de sua importncia econômica e política, os pernambucanos tinham participado de diversas lutas libertárias. A primeira e mais importante tinha sido a Insurreição Pernambucana, em 1645. Depois, na Guerra dos Mascates, foi aventada a possibilidade de proclamar a independência de Olinda[1].

As idéias liberais que entravam no Brasil junto com os viajantes estrangeiros e por meio de livros e de outras publicações, incentivavam o sentimento de revolta entre a elite pernambucana, que participava ativamente, desde o fim do século XVIII, de sociedades secretas, como as lojas maçônicas. Em Pernambuco as principais foram a Areópago de Itambé, a Patriotismo, a Restauração, a Pernambuco do Oriente e a Pernambuco do Ocidente, que serviam como locais de discussão e difusão das "infames idéias francesas". Nas sociedades secretas, reuniam-se intelectuais religiosos e militares, para elaborar planos para a revolução.

Causas imediatas

Situação da região: presença maciça de portugueses na liderança do governo e na administração pública. Criação de novos impostos por Dom João provocando a insatisfação da população pernambucana.
Nordeste: grande seca que havia atingido a região em 1816 acentuando a fome e a miséria; além disso, houve queda na produção do açúcar e do algodão, que sustentavam a economia pernambucana (esses produtos começaram a sofrer concorrência do algodão nos EUA e do açúcar na Jamaica).
Influências externas: divulgação das ideias liberais e de independência (ideais iluministas), estimulando as camadas populares de Pernambuco na organização do movimento de 1817.
A crescente pressão dos abolicionistas na Europa vinha criando restrições gradativas ao tráfico de escravos, que se tornavam mão-de-obra cada vez mais cara, já que a escravidão era o motor de toda a economia agrária pernambucana[1].
Objetivos do movimento: independência do Brasil; proclamação da república;

O decorrer da revolução

O movimento iniciou com ocupação do Recife, em 6 de março de 1817. No regimento de artilharia, o capitão José de Barros Lima, conhecido como Leão Coroado, reagiu à voz de prisão e matou a golpes de espada o comandante Barbosa de Castro. Depois, na companhia de outros militares rebelados, tomou o quartel e ergueu trincheiras nas ruas vizinhas para impedir o avanço das tropas monarquistas. O governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro refugiou-se no Forte do Brum, mas, cercado, acabou se rendendo[1].

O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio Carlos de Andrada e Silva e de Frei Caneca. Tendo conseguido dominar o Governo Provincial, se apossaram do tesouro da província, instalaram um governo provisório e proclamaram a República.

Em 29 de março foi convocada uma assembléia constituinte, com representantes eleitos em todas as comarcas, foi estabelecida a separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário; o catolicismo foi mantido como religião oficial, porém havia liberdade de culto ( o livre exercício de todas as religiões ); foi proclamada a liberdade de imprensa (uma grande novidade no Brasil); abolidos alguns impostos; a escravidão entretanto foi mantida.

à medida que o calor das discussões e da revolta contra a opressão portuguesa aumentava, crescia, também, o sentimento de patriotismo dos pernambucanos, ao ponto de passarem a usar nas missas a aguardente (em lugar do vinho) e a hóstia feita de mandioca (em lugar do trigo), como forma de marcar a sua identidade. Pelas ruas do Recife se ouvia, aqui e ali, o seguinte verso:

Quando a voz da pátria chama
tudo deve obedecer;
Por ela a morte é suave
Por ela cumpre morrer
se todos nos juntarmos
conseguiremos vencer

Expansão e queda

As tentativas de obter apoio das províncias vizinhas fracassaram. Na Bahia, o emissário da revolução, José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, o Padre Roma, foi preso ao desembarcar e imediatamente fuzilado por ordem do governador, o conde dos Arcos. No Rio Grande do Norte, o movimento conseguiu a adesão do proprietário de um grande engenho de açúcar, André de Albuquerque Maranhão, que depois de prender o governador, José Inácio Borges, ocupou Natal e formou uma junta governativa, porém não despertou o interesse da população e foi tirado do poder em poucos dias. O jornalista Hipólito José da Costa foi convidado para o cargo de ministro plenipotenciário da nova república em Londres, mas recusou.[1]

Tropas enviadas da Bahia avançaram pelo sertão pernambucano, enquanto uma força naval, despachada do Rio de Janeiro, bloqueou o porto do Recife. Em poucos dias 8000 homens cercavam a província. No interior, a batalha decisiva foi travada na localidade de Ipojuca. Derrotados, os revolucionários tiveram de recuar em direção ao Recife. Em 19 de maio as tropas portuguesas entraram no Recife e encontraram a cidade abandonada e sem defesa. O governo provisório, isolado, se rendeu no dia seguinte.[1]

Apesar de sentenças severas, um ano depois todos os revoltosos foram anistiados, e apenas quatro haviam sido executados.[1]

Auxílio externo

Em maio de 1817, Antônio Gonçalves Cruz, o Cruz Cabugá, desembarcou na Filadélfia com 800 mil dólares na bagagem com três missões[1]:

1.Comprar armas para combater as tropas de D. João VI
2.Convencer o governo americano a apoiar a criação de uma república independente no Nordeste brasileiro.
3.Recrutar alguns antigos revolucionários franceses exilados em território americano para, com a ajuda deles, libertar Napoleão Bonaparte, exilado na Ilha de Santa Helena, que seria transportado ao Recife, onde comandaria a revolução pernambucana. Depois retornando a Paris para reassumir o trono de imperador da França.
Porém na data de chegada do emissário aos Estados Unidos, os revolucionários pernambucanos já estavam sitiados pelas tropas monarquistas portuguesas e próximas da rendição. Quando chegaram ao Brasil os quatro veteranos de Napoleão recrutados (conde Pontelécoulant, coronel Latapie, ordenança Artong e soldado Roulet), muito depois de terminada a revolução, foram presos antes de desembarcar.

Em relação ao governo americano, Cruz Cabugá chegou a se encontrar com o secretário de Estado, Richard Rush, mas somente conseguiu o compromisso de que, enquanto durasse a rebelião, os Estados Unidos autorizariam a entrada de navios pernambucanos em águas americanas e que também aceitariam dar asilo ou abrigo a eventuais refugiados, em caso de fracasso do movimento[1].

Consequências

Debelada a revolução, foi desmembrada de Pernambuco a comarca de Rio Grande (atual Rio Grande do Norte), tornando-se província autônoma. Essa havia sido anexada ao território pernambucano ainda na segunda metade do século XVIII, juntamente a Ceará e Paraíba, que também se tornaram autônomas ainda no período colonial, em 1799.

Também a comarca de Alagoas, cujos proprietários rurais haviam se mantido fiéis à Coroa, como recompensa, puderam formar uma província independente[1].

Apesar dos revolucionários terem ficado no poder menos de três meses, conseguiram abalar a confiança na construção do império americano sonhado por D. João VI, a coroa nunca mais estaria segura de que seus súditos eram imunes à contaminação das idéias responsáveis pela subversão da antiga ordem na Europa[1].

Data Magna

Em 2007, o dia 6 de março foi declarado a Data Magna de Pernambuco, por conta da Revolução Pernambucana.[2]

Em 2009, o Governo de Pernambuco aprovou nova lei, alterando a Data Magna do Estado para o primeiro domingo de março.

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From: QUIM TROVADOR Sent: 24/04/2010 17:00

 



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