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ARQUEOLOGIA: EQUABBONA / COINA
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Respuesta  Mensaje 1 de 1 en el tema 
De: QUIM TROVADOR  (Mensaje original) Enviado: 25/04/2010 17:31
II

Equabbona



Coina : Joaquim Rasteiro apresenta assim a evolução da palavra Equabbona : Equabona - Quabna - Cauna - Couna - Coina .

Em um documento de Dom Afonso Henriques. de 1184 escreveu-se "in castelo caune" e no testamento de Dom Sancho I escreveu-se já de outra forma " ... in constructione murorum ... de covilliana at de couna .

Os dois documentos, de que mais se fala a seguir, são escritos em latim, sendo o de Dom Afonso Henriques mais clássico e o outro mais popular. No primeiro escreveu-se "Caune" em vez de "Caunae", (mas pronuncia-se da mesma maneira), no segundo escreveu-se já à maneira portuguesa "de Couna" em vez do latim "Counae".

O Documento de Dom Afonso Henriques e alguns comentários :( Textos do Padre Manuel Frango de Sousa )

"In nomine Patris ... ego alfonsus Dei gratia Portugalensium rex ... simul cum filio meo ... domno Sancio ... facio karta donationis ... tibi Bernaldo Menendi, canonico Ulixbonensis eclesie Sancte Marie, de illis ecclesisis que sunt in castell caune inter Palmelam et Almadanam.

... quas tibi dedi pro populatione predicti castri quam mihi fecisti ... "

Tradução :

( Em nome do Pai ... eu Afonso, por graça de Deus, rei de Portugal ... juntamente com o meu filho ... senhor (dom) Sancho ... faço esta carta de doação ..., a ti Bernardo Mendes, cónego da Igreja de Santa Maria de Lisboa, das igrejas que estão no castelo de Coina, entre Palmela e Almada.

...as quais te dei pelo povoamento do dito castelo, que me fizeste ...)

Comentários :

Bernardo Mendes


Bernardo Mendes era certamente um filho (terceiro ou quarto) da célebre família dos Mendes de Sousa do Porto (e arredores) . Vários factos levam a esta conclusão. Assim: Nessa altura era governador militar de Sesimbra Dom Gonçalo Mendes de Sousa, o chefe da dita família: Bernardo Mendes era cónego de Lisboa e nessa altura o canonicato era honra e função muito importantes. No foral de Lisboa, dado por Dom Afonso Henriques e na sua confirmação feita por Dom Sancho I, Bernardo Mendes é a primeira testemunha. Só os nobres e os altos eclesiásticos assinavam esses documentos. E Bernardo Mendes aparece não só com título de Cónego mas também com o DOM.

( Os altos eclesiásticos eram quase sempre filhos dos nobres) .

Castelo de Coina entre Palmela e Almada

Quando se diz : "das igrejas que estão no castelo ..." quer dizer-se: nas igrejas que estão na região do castelo

Nessa altura havia só os termos de Palmela e Almada. Sesimbra pertencia ao termo de Almada. daí o dizer-se " entre Palmela e Almada", e não entre Palmela e Sesimbra.


III

Povoamento

Como é natural, esta região, por causa das guerras, estava despovoada. Era costume nessa altura darem-se terras despovoadas a pessoas ou a instituições e estas depois, instalavam colonos.

Sabemos que Dom Sancho I instalou franceses em Sesimbra, mas não sabemos donde vieram os povos que Dom Bernardo Mendes instalou no castelo de Coina ( ou seja em Azeitão). Será que Nogueira, Raimunda, Oleiros, nomes que existem lá para as bandas do Porto, nos dizem que os colonos vieram de lá ?

Do Testamento de Dom Sancho I

"... In primis mando dare captivis 13085 morabitinos ...

... totum illud ... de castello de vermui et de Penafiel, et laioso, et de benviver, expendant in constructione et covilliana et de couna ..."

Tradução

"... em primeiro lugar mando dar para resgate os cativos 13085 morabitinos ... tudo aquilo ... do castelo de Vermoil., e de Penafiel, e de Lanhoso e de Belver, gaste-se na construção dos muros e no municiamento de Benquerença e de Covilhã e de Coina"



Comentários:


O castelo de Coina estaria destruído e tê-lo-ia sido durante alguma incursão mulçulmana. Náo consta que tivesse sido reparado.

Sobre Coina, mais propriamente sobre Equa Bonna, o documento mais antigo que a ela se refere é o Roteiro Militar de Antonino Pio no princí­pio do segundo século da nossa era. Também num códice do século X, da Biblioteca de Paris fala-se em Aqua Bonna.



Itineráio de Antonino Pio


Transcrevo uma pagina de Mário de Sá do Tomo VI das "Grandes Vias da Lusitnia"( O Itinerário de Antonino Pio) :


"(...) Exacta é a posição de Equabona em Coina-a-Velha (no Vale de Coina e junto do "Castelo dos Mouros") onde houve uma remota localidade romana. Coina (a Nova) no esteiro do Tejo; era o porto marítimo de Equabona, que, desenvolvendo-se a dentro da era portuguesa, veio a ganhar foros de vila. E foi das mais notáveis da Riba Tejo, debaixo da simples designação de Coina.

Na época romana a via de Lisboa a Equabona era, tanto quanto possí­vel, terrestre e é na deste teor que se marcam as XVI milhas de extensão, do cais de Cacilhas a Coina-a-Velha, por Cova da Piedade, Torre da Marinha (extremidade do esteiro da Amora), Rio do judeu, Foros do Perú, Quinta da Conceição. é curso para 26 m., na equivalência das XVI mpm do texto. "

Em resumo, pode-se dizer que até há 1600 anos, no casal do Bispo existia uma povoação que se chamava Equabanna. Essa povoação tinha um castelo.

O povo foi mudando o nome até ficar em Coina.

O terreno que fica entre a vala real e a ribeira dos canais também se veio a chamar de Coina, a de Azeitão começou a dizer-se de Coina-a-Velha e a outra de Coina-a-Nova ou só Coina.

A povoação do Casal do Bispo foi abandonada até que desapareceu, mas nasceu outra, com o mesmo nome, mais adiante. No séc. XVIII, a povoação de Coina (essa segunda cá de Azeitão) foi baptizada com o nome de Aldeia de Nossa Senhora da Piedade ou só Aldeia da Piedade.





Aconteceu que Diogo da Silva de Carvalho, que era dono da quinta das Donas, fez na sua quinta uma capela com o dito nome de Nossa Senhora da Piedade, e da capela o nome passou para a Aldeia.


Ainda sobre Equa Bona ou Aqua Bonna , António Maria de Oliveira Parreira num trabalho avulso, feito em 13 de Novembro de 1882, escrevia o seguinte : "(...) A situação de Equa Bona é completamente incerta, não obstante designar-se unanimemente como correspondente a Coina, valendo para isso uma remota semelhança das palavras, e a circunstncia de haver perto um lugar chamado Coina-a-Velha. Alguns escritores lhe chamam Abona e num Códice da Biblioteca de paris pertencente ao século X se encontra a denominação de Aqua Bona. Pode ser que este povoação romana fosse situada nesta região da margem sul do Tejo, apesar de não se lhe poder determinar a situação precisa. O nome de Aqua Bona só³ por ironia poderia convir à Coina moderna, local apaulado e sezoná¡tico ; mas poderia pertencer a qualquer povoação que demorasse da falda dos montes de Azeitão e que desse o nome a todo esse trato de terreno até ao Tejo. Em Coina-a-Velha , lugar de que fala Hubner, numa propriedade denominada casal do Bispo, no cimo de um monte existem as ruinas de um castelo que conserva ainda as quatro paredes da torre meridional em perfeita conservação até à¡ altura de mais de tres metros, outra torre mais arruinada do lado norte, pedaços de muralha abatidos e uma cisterna, tudo envolto em altas moitas de carrasco. As paredes da cisterna são de uma argamassa composta de cal, areia e tijolo britado, o que lhes dá¡ o aspecto de um só tijolo inteiriço: só desabou parte da abóbada . Os lanços de muralha abatidos parecem ter sido demolidos expressamente à cunha e não ser a sua ruina obra do tempo"

Joaquim Pedro da Assunção Rasteiro é de opinião que o castelo de Coina de que se faz menção no testamento de D. Sancho I , e de que tratam vários documentos dessa época, não é outro senão este castelo arruinado de Coina-a-Velha.

Alexandre Herculano, na sua História de Portugal fala na forte linha de Castelos de Almada, Coina, Palmela, Alcácer do Sal, e diz que Iacub foi atacar Almada deixando à esquerda o castelo de Palmela, Coina e Sesimbra.
Só embarcando, o que não é de crer , poderia o Miramolim deixar Coina moderna à esquerda para passar a Almada. Seria este castelo de Coina-a-Velha arrasado por Iacub, como os de Sesimbra e Palmela em 1191 e ficaria por reparar por ser de menos importncia que os seus vizinhos , mandados depois reconstruir por D. Sancho I ?

Seja porém como for, a existência de um castelo em Coina-a-Velha é incontestável ,e se não é um dos castelos de que fala o testamento de D. Sancho I, são ainda mais nobres as suas ruí­nas, por serem ainda mais antigas ...


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