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EL RECUERDO DE MI SUEÑO
 
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General: RECADO DE DEUS
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Réponse  Message 1 de 3 de ce thème 
De: Morena Flor  (message original) Envoyé: 22/09/2018 03:02

                                          
  

 

RECADO DE DEUS
 
Aqueles que dispõem da visão perfeita, com certeza não podem avaliar a preciosidade que é ter noção de espaço, distncias, cores - tudo o que os olhos oferecem todos os dias.
 
Por isso, ouvir o depoimento de uma senhora novaiorquina, cega, que mora sozinha, é oportuno.
 
Durante todo o inverno ela ficou dentro de casa a maior parte do tempo. Naquele dia de final de abril, a friagem amenizou e ela sentiu o perfume forte e estimulante da primavera.
 
Seus ouvidos escutaram o canto insistente de um passarinho do lado de fora da janela. Era como se a pequena ave a estivesse convidando a sair de casa.
 
Preparou-se, tomou a bengala e saiu. Voltou o rosto para o sol, deu-lhe um sorriso de boas-vindas, agradecida pelo seu calor e a promessa do verão.
 
Caminhando tranquila pela rua sem saída, escutou a voz da vizinha a lhe perguntar se não desejava uma carona.
 
Não, respondeu ela. As minhas pernas descansaram o inverno inteiro. As juntas estão precisando ser lubrificadas e um passeio a pé me fará bem.
 
Ao chegar na esquina ela esperou, como era seu costume, que alguém se aproximasse e permitisse que ela o acompanhasse, quando o sinal ficasse verde.
 
Os segundos pareceram uma eternidade. E ninguém aparecia. Nenhuma oferta de ajuda. Ela podia ouvir muito bem o ruído nervoso dos carros passando com rapidez, como se tivessem que conduzir os seus ocupantes a algum lugar, muito, muito depressa.
 
Por um momento se sentiu só, desprotegida. Resolveu cantarolar uma melodia. Do fundo da memória, recordou-se de uma canção de boas-vindas à primavera, que havia aprendido na escola quando era criança.
 
De repente, ela ouviu uma voz masculina forte e bem modulada.
 
Você me parece um ser humano muito alegre. Posso ter o prazer de sua companhia para atravessar a rua?
 
Ela acenou afirmativamente com a cabeça, sorriu e murmurou ao mesmo tempo um sim.
 
Delicadamente, ele segurou o braço dela. Enquanto atravessavam devagar, conversaram sobre o tempo e como era bom, afinal, estar vivo num dia daqueles.
 
Como andavam no mesmo passo, era difícil se saber quem era o guia e quem era o guiado. Mal haviam chegado ao outro lado da rua, ouviram as buzinas impacientes dos automóveis. Devia ser a mudança de sinal.
 
Ela se voltou para o cavalheiro, abriu a boca para agradecer pela ajuda e pela companhia.
 
Antes que pudesse dizer uma palavra, ele já estava falando:
 
Não sei se você percebe como é gratificante encontrar uma pessoa tão bem disposta para acompanhar um cego como eu, na travessia de uma rua.
 
*   *   *
 
às vezes, quando nos sentimos sós no Universo, Deus nos manda uma imagem semelhante para diminuir nossa sensação de isolamento e disparidade.
 
É sempre reconfortante conseguir perceber que, sejam quais forem as dificuldades e limitações que estejamos atravessando, sobre a Terra, existem outras tantas dezenas ou centenas de criaturas que, como nós, passam por situações semelhantes.
 
E, o mais importante, lutam e vencem. É a mensagem viva de bom nimo da Divindade para as nossas próprias vidas.
 
Redação do Momento Espírita

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Réponse  Message 2 de 3 de ce thème 
De: SERENO Envoyé: 22/09/2018 14:43

Réponse  Message 3 de 3 de ce thème 
De: UTOPIA Envoyé: 24/09/2018 17:40



 
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