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A PEROLA DO INDICO - MOÇAMBIQUE
 
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General: Dom Manuel Vieira Pinto
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From: Regente JV 1948  (Original message) Sent: 21/01/2015 23:37

terça-feira, 31 de maio de 2011

AOS MEUS AMIGOS

os meus amigos
Saudação aos meus Amigos

Saúdo todos aqueles que por bem venham a estas páginas e aqui deixem o seu pensamento, as suas ideias, o seu conhecimento, a sua boa vontade e especialmente a sua amizade. Em todas as circunstncias da Vida tenho encontrado amigos fiéis, alguns já se foram desta vida, outros andam por esse Mundo de Cristo, como nós, vivendo a Vida, curtindo mágoas ou felizes porque as não tem. Dos muitos amigos que tenho e que tive, destaco aqueles que não sendo já do numero dos vivos mais se vincularam à minha maneira de ser, e me deram exemplos de um penhor extraordinário que é a bondade, a espiritualidade e sobretudo a compreensão para os problemas que então vivíamos em Moçambique. Foram também almas generosas, honradas, bons conselheiros e excelentes Chefes de Família. Por isso aqui os destaco com aquela saudade própria dos Amigos que se não esquecem . António de Andrade Paixão, meu compadre, de uma profunda dedicação e conselheiro de todas as horas. António Orlando da Costa Lopes, também compadre, amigo de uma humildade e bondade insuperáveis que não esquecerei nunca, bem como de sua mulher CLOTILDE, uma estremosa esposa, mãe e amiga tal como seu marido e filhos. Pedro Cortesão Casimiro, nosso médico que jamais poderemos esquecer pela sua competência, bondade e excelente companheiro, das nossas reuniões na Diocese de Nampula, tal como o António Orlando, com uma dedicação à causa dos nossos irmãos africanos que dificilmernte esqueceremos . Um verdadeiro Médico de família, dedicado, embora ateu, o seu comportamento excedia as virtudes de um autêntico cristão que espero esteja junto de Deus. Armando de Magalhães Morais, de quem já escrevi uma crónica no Arquivo Vivo de Moçambique e no Moçambique Gente & Memórias, conselheiro que me dizia com muita graça que o melhor que tínhamos a fazer era ver ouvir e calar para melhor ser compreendidos pelos outros. Manuel Casimiro Tavares da Silva, também nosso compadre, um inexcedível Inspector Superior da Administração Ferroviário, um daqueles seres que só de raro em raro aparecem neste mundo em que vivemos pela sua larga experiência de vida, conselheiro e amigo dos mais valiosos pelo que incarnava em conhecimentos ferroviários, legislação então vigente, processos disciplinares, promotor da defesa dos seus subordinados que nele tinham um amigo e não um chefe. Um extraordinário professor para a vida que me ensinou muito do que sei e que é muito difícil esquecer. Muitas das vezes em que tinha dúvidas em processos disciplinares de que fui Instrutor ou fazendo parte do Júri dos diversos Concursos para que fui nomeado os seus conselhos foram de grande valia e ponderação para toda uma vida. Manuel Vieira Pinto, Arcebispo da Diocese de Nampula, que propositadamente deixei para o fim dada a sua alta figura como Homem da Igreja de Moçambique. A ele fiquei a dever os Cursos de Cristandade e do Movimento por Um Mundo Melhor, que frequentei a seu convite ou por sua indicação e que fez de nós, de mim e de minha mulher, seres muito mais atentos aos problemas dos africanos moçambicanos, especialmente aos de Nampula, pela sua rara clarividência desses problemas que eram muitos, especialmente quanto à convivência, ensino, pondo de parte muitas vezes o ensino religioso, para se dar a este povo instrução, profissões, saúde, e habitação. Foi no seu Movimenyo Pax ed Charitas, que se criaram escolas, se construiram casas de habitação para os professores africanos e suas famílias, pavilhões para as diversas realizações que então se fomentaram e que hoje são os multiusos. Um Homem atacado pelos poderes públicos de então porque nas suas homílias chamava a atenção para a miséria de um povo para as diferenças substanciais que havia na vida dos europeus e africanos, que sendo donos da terra, eram tratados com muita desigualdade e até constrangimentos rácicos. Os seus avisos foram autênticas provas de clarividencia para o que se ia mais tarde passar, especialmente para o abandono da Terra Moçambicana por milhares de Europeus que se não conformando com a independencia de Moçambique se retiraram para Portugal e para outros países de acolhimento. Claro que os avisos, eram ao mesmo tempo, um pedido para se transformarem as consciencias dos homens e mulheres daquele tempo, fazendo-nos reflectir que nem tudo caminhava sobre rodas e que as suas afirmações, avisos, homílias constantes, eram não só úteis como um sério aviso aos "navegantes", que eramos todos nós. Fernando Assis Camilo Pinto Teixeira, que conheci ainda como Engenheiro Chefe do Serviço de Via e Obras e que me encarregando de um trabalho de dactilografia, Relatório de uma visita de estudo, que efectuou à Alemanha para instalação do Comando Único das Linhas Telegráficas e Telefónicas da Direcção de Exploração do Porto e Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, me perguntou se era capaz de o fazer em 30 dias, "como deve ser" , isto é, com "tradução" completa da sua escrita manual, emendando quaisquer erros que houvesse, com nomes em lingua inglesa e alemã... tendo-lhe respondido apenas que "vamos tentar"... Cerca de oito a dez dias depois quando lhe entreguei o trabalho primorosamente dactilografado, em papel especial, sem quaisquer falhas, ficou boquiaberto e quase sem acreditar... Tal trabalho seguiu depois para o Governo Geral de Moçambique e para o Ministério do Ultramar, sem necessidade de qualquer alteração ou arranjo posterior. Foi de tal forma que mais tarde sendo meu Director de Serviços, nunca me esqueceu e se tornou num dos meus melhores amigos. O único favor que lhe devo é esse: o de ser um dos meus melhores Amigos. Graças a Deus quer o Senhor Arcebispo de Nampula Dom Manuel Vieira Pinto e o Sr Engenheiro Fernando Assis Camilo Teixeira, ainda são vivos residindo o primeiro no Porto e o segundo em Lisboa.
 


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