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General: POESIA ANGOLA
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Reply Delete message  Message 1 of 6 on the subject 
From: misabelantunes1  (Original message) Sent: 11/04/2008 16:46
Rapariga
Cresce comigo o boi com que me v찾o trocar
Amarraram-me já às costas, a tábua Eylekessa
Filha de Tembo
organizo o milho
Trago nas pernas as pulseiras pesadas
Dos dias que passaram...
Sou do cl찾 do boi -
Dos meus ancestrais ficou-me a paci챗ncia
O sono profundo de deserto.
A falta de limite...
Da mistura do boi e da árvore
a efervescência
o desejo
a intranqüilidade
a proximidade
do mar
Filha de Huco
Com a sua primeira esposa
Uma vaca sagrada,
concedeu-me
o favor das suas tetas úberes.
Ana Paula Ribeiro Tavares


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Reply Delete message  Message 2 of 6 on the subject 
From: misabelantunes1 Sent: 11/04/2008 16:47
Biografia
Nasceu no Lubango, Huíla, Sul de Angola, em 1952. É historiadora, tendo obtido o grau de Mestre em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A autora vem atuando em várias atividades ligadas à literatura e à história africana. Foi membro do júri do Prêmio Nacional de Literatura de Angola nos anos de 1988 a 1990 e responsável pelo Gabinete de Investigação do Centro Nacional de Documentação e Investigação Histórica, em Luanda, de 1983 a 1985. Em 1999, publicou vários estudos sobre a história de Angola na revista "Fontes & Estudos", de Luanda.
Obra poética:
Ritos de Passagem, 1985, Luanda, Uni찾o dos Escritores Angolanos;
O Lago da Lua, 1999, Lisboa, Editorial Caminho.
Dizes-me coisas amargas como os frutos, 2001, Lisboa, Editorial Caminho.

Reply Delete message  Message 3 of 6 on the subject 
From: misabelantunes1 Sent: 11/04/2008 16:51
A poesia de Ana Paula Ribeiro Tavares foi-me sugerida, por um visitante do CAFÉ ZAMBEZE; li e gostei muito!
Beijinhos.
Isabel

Reply Delete message  Message 4 of 6 on the subject 
From: mayra1950 Sent: 11/04/2008 21:37
This message has been deleted by the author.

Reply Delete message  Message 5 of 6 on the subject 
From: mayra1950 Sent: 11/04/2008 21:37
This message has been deleted by the author.

Reply Delete message  Message 6 of 6 on the subject 
From: mayra1950 Sent: 11/04/2008 21:56
Isabel,
Gostei muito e copiei esse:

Amargos como os frutos

"Dizes-me coisas t찾o amargas como os frutos..." 					Kwanyama  Amado, porque voltas com a morte nos olhos e sem sandálias como se um outro te habitasse num tempo para além do tempo todo  Amado, onde perdeste tua língua de metal a dos sinais e do provérbio com o meu nome inscrito 
onde deixaste a tua voz
macia de capim e veludo
semeada de estrelas  Amado, meu amado o que regressou de ti é tua sombra dividida ao meio é um antes de ti as falas amargas como os frutos  (Dizes-me coisas amargas como os frutos)
                     Beijinhos,
                                     Mayra


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