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histria: LUIZA TODY
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De: nhungue  (Mensagem original) Enviado: 21/11/2008 11:35
 

LUIZA TODY

1753—1833



Seu nome, Luiza Rosa

De Aguiar. Era fogosa

E conceituada artista.

Tody, era o apelido

Herdado de seu marido,

Ítalo e violinista.


Esta notável mulher

Setubalense, ao nascer

Já trazia a arte à tona.

Artista fenomenal;

No Teatro mundial,

Foi a maior Prima-dona.


Manavam-lhe sublimes, sons

Líricos de doces tons

Na sua voz de cristal.

Eram de encanto e magia;

Eram viva poesia

Nessa voz transcendental.


Eram murmúrios do mar,

Segredados ao luar,

Maviosas melopeias.

Eram gaivotas formosas

Voando em marés de rosas!

Eram lendárias sereias.




Eram o doce torpor

Envolvendo no amor

Os espíritos sensíveis.

Eram almas de poetas

Num jardim de violetas;

Eram sensações incríveis.


Se o tom da Ópera mudava,

A Diva se agigantava

Como as revoltas marés.

Punha na voz um maremoto,

Na alma, um terramoto,

Caía o mundo a seus pés.


Era terrífico esplendor,

Qual gigante Adamastor

Nas brumas do mar profundo.

Erguia monumental

O nome de Portugal

Nos quatro cantos do mundo.


Quando a Tody obtinha

Os aplausos da rainha

Maria Antonieta,

Os séquitos das artistas,

Maratistas e Todystas,

Praticavam luta aberta.


Tinha Londres e Paris,

Essa Grandiosa Actriz,

Rendidas ao seu encanto!

Madrid, Itália, Alemanha,

Aplaudiam a façanha

Da artista do Bel Canto.

Na sua alma fecunda,

Viu Catarina Segunda

Da Rússia, a delicadeza,

A plena sensibilidade,

Que estendeu sua amizade

À Lírica portuguesa.


Com menos de meia - idade,

Pra dar descanso à saudade

Regressa ao berço materno…

Mais uma vez actuou

Em Lisboa, que escutou

Aquele coração tão terno.


Depois!...Foi o esquecimento,

No arrastar do sofrimento

Do desastre que a cegou.

Quem tantos louros colhera,

E a Pátria enaltecera,

Na solidão se finou




Graziela Vieira

Ourém



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