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notcias: Quinta de crocodilos em Moçambique alimenta indústria mundial de peles
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From: isaantunes  (Original message) Sent: 20/04/2010 07:30

 

Quinta de crocodilos em Moçambique alimenta indústria mundial de peles

(19/04/2010)

Nas margens do rio Umbeluzi, perto de Maputo, dezenas de cercas guardam cerca de 12.000 crocodilos, uma criação de origem sul-africana destinada à indústria de peles que é também um serviço público.

A quinta dos crocodilos é uma das duas de Moçambique (existe outra em Nampula, norte do país) e emprega quase 90 pessoas, devendo este ano abater 5.000 animais, revelou à agência Lusa o responsável local pelo projecto, Clint Bruton.

"É um processo muito longo, a quatro anos, que começa com a apanha dos ovos nas margens do rio Zambeze", diz, acrescentando de seguida que os crocodilos são levados para os viveiros ainda pequenos e demoram quatro anos até ao abate.

Na semana passada o Governo moçambicano mandou matar 180 crocodilos para reduzir o perigo de ataques às populações que vivem nas margens do Zambeze, já que anualmente dezenas de pessoas são mortas quando procuram usar as águas do rio.

A decisão do Governo inclui também a recolha de ovos, uma forma de reduzir a população, sendo por isso útil que a empresa AAA Enterprise faça uma apanha selectiva de ovos, que são depois encubados em Mutarara, província de Tete.

Após a eclosão os crocodilos são transportados para a quinta, onde vão crescendo em campos vedados, de acordo com as idades.

A criação de crocodilos, segundo Arlindo Tamele, assistente da administração, começou em 2003. Actualmente, em cada dia, os trabalhadores vão à lagoa dos maiores, adormecem alguns dos animais e transportam-nos depois para o local de abate, onde são mortos e esquartejados. A carne serve para alimentar os que estão a crescer, a pele é preparada, salgada e exportada.

"O nosso trabalho termina aqui, na colocação do sal", disse Clint Bruton, explicando que as peles são exportadas para a África do Sul mas também para países como o México, França ou Itália.

E durante a vida, adianta Arlindo Tamele, os animais são tratados como príncipes. São alimentados a galinha, carne de vaca e peixe ("fora de prazo") e restos de outros crocodilos. E ainda tomam vitaminas e levam vacinas.

Nos lagos onde vão crescendo houve a preocupação de não deixar arestas no cimento e a própria relva é tratada e inspeccionada, porque uma simples pedra pode criar "fissuras na barriga" do animal e "isso não é bom para o negócio", disse Arlindo Tamele. "Pedras é tragédia".

Arlindo Tamele nunca comeu mas diz que por vezes as populações das vizinhanças aparecem na quinta a pedir carne. Já Clint Bruton garante que o sabor é agradável, uma mistura entre peixe e galinha.

Menos agradável é o cheiro que paira junto da criação, pelas vísceras de crocodilo que alimentam as futuras carteiras, cintos e malas. Mas também pelas galinhas e outras carnes.

São tratadores que todos os dias entram nas cercas para deixar a comida a milhares de crocodilos.

Clint Burton admite que é um investimento a longo prazo e diz que o "mercado abrandou" e que hoje, devido à crise internacional, se vende menos, porque é um produto muito caro. Por isso na quinta investe também na produção de bananas.

Mas são os crocodilos a principal produto da AAA Enterprise, ainda que por vezes seja um produto difícil. E perigoso. Quinta-feira da semana passada apareceu um crocodilo num quintal do Bairro 25 de Junho, em pleno Maputo, e gerou o pânico.

 

http://www.mozclick.com/rm/noticias/anmviewer.asp?a=3025&z=103



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