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saopercheiro: ANTONIO ALEIXO FARIA HOJE 100 ANOS
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De: percheiro  (Missatge original) Enviat: 16/11/2010 10:33

Filho de louletanos, António Fernandes Aleixo nasceu na vila pombalina de Vila Real de Santo António, em 18 de Fevereiro de 1899. No emaranhado de uma vida recheada de pobreza e de canseiras, na sua figura de homem simples, havia o perfil de uma personalidade vincada.

Sob o «ler, escrever e contar» da sua modesta escolaridade, escondia-se o vulto notável de um poeta insigne que, na profundidade filosófica dos seus versos, ditou ao mundo um conceito muito pessoal da própria vida.

Contador e tocador por feiras e mercados, cauteleiro anunciante de uma sorte que nunca teve, António Aleixo legou-nos documentos literários de extraordinário valor.

«Este livro que vos deixo», «O Auto do Curandeiro», «O Auto da vida e da Morte», o incompleto «O Auto do Ti Jaquim» e «Inéditos» constituem a produção poética daquele que foi o mais notável dos poetas populares.

A biografia de António Aleixo é sinónimo fiel da polivalência de um homem: soldado, polícia, tecelão e pastor. Tendo emigrado, afastando-se do acanhado universo do seu Algarve, Aleixo adquire uma visão mais ampla do Mundo. A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. Estudiosos do poeta conjugam esforços no sentido de reunir, no mais curto espaço de tempo, o seu espólio, que ainda se encontra fragmentado por vários pontos do Algarve, algum dele já localizado. Sabe-se também que vários cadernos seus foram cremados como meio de defesa contra o vírus infeccioso da doença que o vitimou, sem dúvida, um «sacrifício» impensado, levado a cabo no holocausto do medo. Foi esta uma perda irreparável de um património insubstituível no vasto mundo da literatura portuguesa.

Como espelho de uma autobiografia, registamos uma das mais populares quadras da sua autoria, que traduz bem a multiplicidade das suas vivências.

     

Faleceu em Loulé, sua terra adoptiva e solo materno de seus pais e seus filhos, aos 50 anos.

Poeta, não, camarada,

                                        Eu também sou cauteleiro;

                                        Ser poeta não dá nada,

                                        Vender jogo dá dinheiro.

E assim deixo uma pequena biografia deste poeta popular

São Percheiro



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De: isaantunes Enviat: 17/11/2010 09:24
São, Muito obrigada, por teres recordado António Aleixo que, muito aprecio. Beijinhos. Isabel


 
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