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OBRA PRIMA DO DIA: SEMANA RENÉ MAGRITTE
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From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 11/05/2010 12:37

OBRA PRIMA DO DIA (SEMANA RENÉ MAGRITTE).

Escultura – O Terapeuta (1967)


Em 1953, com o quadro “La Golconde”, no qual uma chuva de homens usando chapéu-côco cai do céu, Magritte começa a ser identificado por essas figuras, que serão recorrentes em sua obra. É quando ele inicia várias séries, como a “Arte da Conversação”, ou “Valores Pessoais”. Foram muitas as séries que criou: Magritte era artista profícuo, além de ser um pesquisador incansável. Foi um muralista de valor como atestam os murais que podem ser vistos no Théatre Royal, em Bruxelas; no Casino de Knocke-le-Zoute; no Salão do Congresso do Palácio de Belas-Artes de Charleroi.


Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou-se de processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos.


Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu-coco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros mais, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.


No fim da vida, já doente, Magritte se dedicou à escultura e foi esse aspecto de sua arte, por pouco conhecido, que resolvi mostrar aqui, no dia do encerramento da semana dedicada ao grande artista belga. Ao fazer esculturas dos temas de suas telas, ele desenvolvia a tese da correlação entre as realidades material e mental.


“O terapeuta”, em bronze, é uma escultura baseada em oito de suas telas. Como sempre, Magritte pintava inúmeras vezes o mesmo tema, sempre com uma visão diferente. O terapeuta, na realidade, aparecia em suas obras desde 1936; em 37, o próprio artista se fez fotografar, na mesma pose, com um cobertor em cima da cabeça e uma tela junto ao peito, no lugar da gaiola.

A imagem menor mostra a pintura em guache, de 1936, tida como a primeira tela com esse tema; foi um de seus temas mais copiados em anúncios, sendo que Magritte uma vez reagiu irritado contra o “o hábito de plagiarem o terapeuta”. O guache pertence a uma coleção privada.


"O Terapeuta", com sua maleta de médico, a bengala, a manta para se proteger do frio, não tem rosto, o que não era raro nas obras do artista, e nem possui alguma marca que revele quem era o modelo. É possível que Magritte se identificasse com essa figura, pois acreditava nos poderes restauradores da arte.


Em agosto de 1967, Magritte faleceu, aos 69 anos. Deixou o molde de sua obra inteiramente pronto, mas não chegou a vê-la em bronze. A escultura mede 152.4 x 133.4 x 85.1 cm.


Acervo Museu Hirshhom e Jardim das Esculturas, Washington, D.C.



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From: QUIM TROVADOR Sent: 11/05/2010 12:38
DOMINIQUE
Pintura – O Império das Luzes (1954/1955)


A exposição “vache” foi um sucesso entre os membros do grupo surrealista em Bruxelas, mas em Paris, como já vimos, foi um fracasso. Seguindo os conselhos de sua mulher e do marchand Alexander Iolas, Magritte abandonou aquelas experimentações e voltou ao seu estilo dos anos 30.

Em 1949, o pintor lança um novo manifesto, “A Verdadeira Arte da Pintura”, no qual expôs o que pensava sobre o papel da pintura para o Homem. Segundo ele, a pintura perfeita produz um grande efeito, mas de curta duração. A arte da pintura é a arte do pensamento, que deve levar o homem a pensar, a ter uma reação duradoura em nível mais profundo que o da simples emoção.

Foi durante o período que vai de 1949 a 1960, que Magritte produziu seus mais importantes trabalhos. Além das versões que fez de quadros dos grandes mestres, fez também muitas versões de suas primeiras telas, instado por seu marchand, inclusive uma série de versões de “O Império das Luzes”, iniciada em 1949.

Também por essa época ele começou sua “petrificação”, quando transformava objetos vivos em pedras, em quadros que ficaram célebres, como “A Palavra Dada”, “Os Passos Desperdiçados”, “O Filtro”. Devemos recordar aqui que Magritte era leitor entusiasmado de Edgar Allen Poe: há longas notas de pé de página sobre a petrificação em alguns contos desse genial escritor americano.

Além de sua atividade como pintor, ele colaborou ao longo da vida em diversas revistas; fez capas para partituras de música popular; escreveu múltiplos artigos para a imprensa de esquerda; realizou uma série de pequenos filmes, por vezes com cenários compostos por ele e seus companheiros; compôs cartazes e anúncios publicitários. Essas produções lhe possibilitaram diversos meios de ganhar a vida à margem da arte sem, no entanto, violentar aquela liberdade que todo criador exige.

Em “O Império das Luzes”, tela de hoje, há uma rua escura, é noite, mas o céu está banhado de luz, todo azul-pastel, marcado por nuvens leves como se fossem pelotas de algodão. Sem nada de extraordinário ou de fantástico em sua composição, Magritte apenas com uma paradoxal combinação de noite e dia, perturba uma das mais organizadas e fundamentais premissas da vida. A luz do sol, normalmente a fonte da claridade, aqui cria certa inquietude associada à escuridão. Torna a escuridão mais impenetrável do que seria em um contexto normal. O tema, bizarro e tratado de forma impessoal, é uma das características do surrealismo que Magritte adotou desde 1920 (texto da crítica de arte Lucy Flint).

Essa é uma das versões desse quadro, havendo muitas outras, inclusive no MoMA e no Museu de Belas Artes de Bruxellas. Óleo sobre tela, 195,4 x 131,2 cm.

Acervo Guggenheim Foundation, Nova York

D O M I N I Q U E

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From: QUIM TROVADOR Sent: 11/05/2010 12:39
DOMINIQUE
Pintura – Lola de Valence (1948)


Na França as críticas ferrenhas ao surrealismo belga continuavam. As relações de Magritte com Paris seriam sempre difíceis. Ele parecia não se incomodar com isso, mas não ser reconhecido em Paris, devia pesar.

Magritte encontrou um bom marchand em Alexander Iolas, um grego responsável pelo sucesso de muitos artistas. No entanto, quando Iolas conseguiu que ele fosse convidado para uma individual em Paris, em 1948, Magritte não se impressionou, nem se curvou.

A exposição, na Galerie du Faubourg, criou polêmica. O estilo empregado nas telas era próximo do fovismo e foi chamado pelo pintor de “vache”, literalmente “vaca’. Em francês a palavra servia e ainda serve para muitos usos: tirando o nome do animal, pode ser uma expressão de indignação “La vache!”; se referir a uma mulher gorda; a uma pessoa sem caráter e má; à pessoa preguiçosa. Um amor mais físico que emocional, é um ‘amour-vache”.

E surgiu o que ficou conhecido como “période vache”, no estilo “potache”, ou seja, com a inconseqüência e o pacholismo próprio dos estudantes. As telas, sobre o vulgar e o rude, inteiramente diferentes do estilo contido e elegante de seus outros quadros, mais o texto de apresentação, em termos pouco usuais, cheios de gíria, assinado pelo poeta Louis Scutenaire, foram o estopim de um bom escndalo.

Anos mais tarde ambos, Magritte e Scutenaire confessariam que a intenção era mesmo agredir e chocar. Como belgas, estavam cansados de ser chamados de camponeses toscos e quiseram se vingar do que consideravam arrogncia e pedantismo dos franceses.

Na década de 60, quando catalogou suas obras, Magritte se referiu ao período “vache” como ao seu estilo fauve e chamou as telas dessa época de “as pinturas daquele maldito período”. Ele parecia não querer se lembrar direito do que foi e porque criou o estilo “vache” (de um texto de Bernard Marcadé, curador e crítico de arte francês)

“Lola de Valence” é uma tela “vache”, uma ironia com o quadro de Édouard Manet (1862) que imortalizou a dançarina espanhola Lola Melea e com uma quadra de Charles Baudelaire em homenagem à beleza dela:

“Entre tant de beautés que partout on peut voir,

Je comprends bien, amis, que le désir balance;

Mais on voit scintiller en Lola de Valence

Le charme inattendu d'un bijou rose et noir.”

(Numa tradução inteiramente livre: “Entre tantas belezas que vemos por aí, compreendo bem, amigos, que o desejo hesite; mas vemos cintilar em Lola de Valence o encanto inesperado de uma jóia rosa e negra”).

Pode-se compreender como os franceses ficaram ofendidos com a gozação a seu poeta e a seu pintor...

Acervo Minneapolis Institute of Arts, Minneapolis, MN, EUA

D O M I N I Q U E

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From: QUIM TROVADOR Sent: 11/05/2010 12:41
DOMINIQUE
Pintura – O Retrato (1935)


Na década de 30, Magritte produz freneticamente. Quer fazer de sua primeira exposição em Nova York, na Julien Levy Gallery, um sucesso, o que alcança. Dois anos depois é a vez de outra exposição, dessa vez em Londres, na London Gallery. Colabora assiduamente com expoentes do surrealismo, como Man Ray e Paul Eluard, o que reforça seu nome no ambiente artístico internacional.

Foi nessa década que ele se reaproximou do Partido Comunista belga: nas vésperas da II Guerra Mundial, ele assinou o cartaz “A Verdadeira Face de Rex”, que causou um escndalo. Feito para o Comitê de Vigilncia dos Intelectuais Antifascistas o cartaz mostrava Léon Degrelle, o fundador do movimento político Christus Rex (rexismo), de inspiração católica e conservadora, com seu verdadeiro rosto: o de Adolf Hitler. Nos anos seguintes, a acusação de Magritte foi confirmada, pois Degrelle radicalizou e aderiu abertamente ao nazi-fascismo.


Quando a Alemanha invade a Bélgica, os Magritte embarcam para o sul da França. Lá ele entra em contacto com o impressionismo e com a estupenda luminosidade da Provence. Mas logo volta para casa. E foi durante os anos da guerra que, apesar da censura, seu amigo Marcel Mariën publica a primeira monografia dedicada ao pintor. Por essa época, 1943, Magritte utiliza traços discretos de impressionismo em suas telas.


Em 1946 ele assina, com outros artistas belgas, o manifesto “Surréalisme en plein soleil”, ou seja, o surrealismo sob a luz forte do sol, onde declaram: “Não temos nem tempo nem prazer em brincar com a arte surrealista, temos uma enorme tarefa pela frente , devemos imaginar objetos encantadores que poderão despertar o que resta em nós do instinto do prazer”.

Era um claro desafio aos surrealistas franceses com quem depois do desentendimento na década de 30, nunca mais Magritte tivera uma boa relação. Apesar das telas banhadas pela luz do sol, e do belo manifesto, no início de 1947 sua pintura tinha marcas tanto do estilo realista quanto do estilo surrealista e o espírito da Provence sumira de suas telas.

Óleo sobre tela, com 73 x 52cm

Museu de Arte Moderna de NY – MoMA

D O M I N I Q U E


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