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PORTUGAL - JARDIM À BEIRA MAR PLANTADO: ARQUIPÉLAGOS DOS AÇOES E MADEIRA
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From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 24/04/2010 16:38


  • ILHA DA M A D E I R A
    .
    Surgidas das entranhas de Vulcano,
    Elevam-se das ondas do oceano
    - Encostas bordejadas por levadas -
    Montanhas, que constrastam a beleza
    Agreste, que lhes deu a Natureza,
    Com flores, por socalcos derramadas.
    .
    Milénios são passados, desde os tempos
    Que contam que, fugindo aos seus tormentos,
    Os deuses se escondiam muitas vezes.
    Por certo procuravam nestas ilhas
    - Cercados por imensas maravilhas -
    Carpir, ou lamentar os seus revéses.
    .
    Talvez por isso Ulisses navegasse
    Num rumo, que ao Olimpo o transportasse,
    Além do mar sem fim, a todo o pano;
    Mas fora, por Destino, já traçado,
    Ser este paraíso reservado
    A povo mais ilustre. O Lusitano!
    .
    Assim, ao ser chegada a sua hora,
    Os deuses resolveram ir embora
    Fazendo aos portugueses o legado.
    Por cá, ouvem-se agora serenatas
    Cantadas, em levadas e cascatas,
    Por ninfas, em dolentes tons de fado.
    .
    Vítor Cintra
    No livro: AO ACASO
     
     

     

     


    do livro " RELANCES "

     



    FESTA DA FLOR NA ILHA DA MADEIRA - PORTUGAL




     


    ILHA DA MADEIRA - Funchal

    Origem: Wikipédia


    Brasão Bandeira

    Localização

    Gentílico funchalense
    Área 76,25 km²
    População 98 583 hab. (2008)

    Densidade populacional 1 293 hab./km²
    Número de freguesias 10

    Fundação do município Povoamento:
    1424 (585–586 anos)
    Elevação a vila e sede de concelho:
    c. 1452 (557–558 anos)

    Elevação a cidade:
    21 de Agosto de 1508 (501 anos)
    Região Autónoma Madeira
    Ilha Ilha da Madeira
    Antigo Distrito Funchal

    Orago São Tiago Menor
    Feriado municipal 21 de Agosto
    Código postal 9050/9060

    Sítio oficial www.cm-funchal.pt
    Endereço de
    correio electrónico cmf@cm-funchal.pt
    Municípios de Portugal

    O Funchal é uma cidade portuguesa na ilha da Madeira, capital da Região Autónoma da Madeira, sendo a nona mais populosa cidade de Portugal. A cidade coincide com o seu concelho, e tem 76,25 km² de área e 98 583 habitantes (2008), subdividindo-se em 10 freguesias.

    O município é limitado a norte pelo município de Santana, a nordeste por Machico, a leste por Santa Cruz e a oeste por Cmara de Lobos, sendo banhado pelo oceano Atlntico a sul. Foi a João Gonçalves Zarco que coube a capitania da cidade em 1424, ano em que se iniciou o povoamento.

    Toponímia

    “ (…) Funchal, a que o capitam deo este nome, por se fundar em hum valle fermoso de singular arvoredo, cheyo de funcho até o mar» ”
    — Gaspar Frutuoso, Saudades da Terra (respeitando-se a grafia original do autor)


    Segundo os antigos cronistas, a designação de Funchal deve-se aos primeiros povoadores que, ao desembarcar neste lugar, depararam com a grande abundncia de funcho, uma erva bravia com cheiro adocicado, que abundantemente vegetava no vale, na área do primitivo burgo.

    História

    O povoamento iniciou-se em 1424, quando a ilha da Madeira foi dividida em duas capitanias. A capitania do Funchal coube a João Gonçalves Zarco que aqui se fixou com os seus familiares. Devido à sua posição geográfica, à existência de um bom porto marítimo e à produtividade dos seus solos, desde cedo constituiu-se num importante núcleo de desenvolvimento da ilha.

    A povoação recebeu o primeiro foral entre 1452 e 1454, sendo elevada a vila e a sede de concelho. Pouco depois, em 1508 foi elevada a cidade.

    Entre os acontecimentos marcantes no concelho podem-se mencionar o ataque de corsários franceses em 1566, sob o comando de Bertrand de Montluc, gentil-homem da corte de Carlos IX de França e filho segundo do marechal Blaise de Montluc. No mês de Setembro, embarcou em Bordeaux uma força de cerca de mil e duzentos homens, em três navios de alto-bordo e oito embarcações menores. Esta armada saqueou o Porto Santo, notícia que logo passou à Madeira, levando as vilas de Machico e de Santa Cruz a armarem-se para a eventualidade. No Funchal, por determinação do então governador, Francisco Gonçalves da Cmara, não se tomou qualquer tentativa que fosse considerada como hostil.

    A armada, entretanto, ancorou na praia Formosa, desembarcando uma força de cerca de 800 homens, que marchou sobre a cidade em três colunas, sem encontrar resistência até à ponte de São Paulo. Na altura da ponte foram confrontados por uma pequena força da fortaleza, com algumas peças de artilharia de pequeno calibre, que em pouco tempo debandaram. Na altura da rua da Carreira, foram combatidos por um pequeno grupo de franciscanos, que foi rapidamente abatido. A fortificação do Funchal foi então assaltada pelo lado de terra, onde a condição de defesa era precária e, sem que se conseguissem reposicionar as pesadas peças apontadas para o mar, sucumbiu. A cidade sofreu então um violento saque de quinze dias, a que quase nada escapou.

    Após esse episódio, no ano seguinte era remetido para o Funchal o arquiteto militar Mateus Fernandes (III), tendo se procedido a partir de então a uma profunda modificação do sistema defensivo da cidade. A visão desse profissional encontra-se registada no chamado "Mapa de Mateus Fernandes" (1573), considerado a mais antiga planta conhecida do Funchal.[1] De cariz militar, esse documento enfatiza as defesas da cidade, com vistas ao planeamento de uma vasta fortificação para o morro da Pena.

    No século século XVII assinala-se a instalação de comerciantes vinícolas ingleses que modificaram os modos de vida, a morfologia arquitéctonica e o desenvolvimento económico da cidade. Algumas personalidades marcantes que passaram pelo Funchal foram: Elizabeth Wittelsbach, conhecida como Sissi imperatriz da Áustria (1837 - 1898) que procurou esta cidade por motivos de lazer e de saúde, Carlos I, Imperador da Áustria e rei da Hungria, marechal polaco Józef Piłsudski para recuperar a sua saúde, Winston Churchill que passou pelo Funchal de férias onde pintou alguns quadros, Fulgêncio Batista que fez uma escala no Funchal para o exílio em Espanha.

    Património arquitectónico

    A nível de património arquitectónico destacam-se: Igreja e Mosteiro de Santa Clara, construídos entre 1489 e 1496, em estilo hispano-árabe, o Fortaleza-Palácio São Lourenço da primeira metade do século XVI, a Sé Catedral, projectada por Pêro Anes a mando do rei Manuel I de Portugal e que tem um dos mais belos tectos de Portugal feitos com a madeira da Ilha, contém uma mistura de estilos arquitectónicos: o flamengo, com linhas góticas e características do estilo Manuelino foi terminada em 1514 ano em que é também elevada a bispado. Edifícios também importantes são: o paço episcopal, o palácio do governo regional, a cmara municipal do Funchal, o teatro Baltazar Dias, os museus das Cruzes, Municipal e de Arte Sacra.

    Economia

    Neste concelho predomina o sector terciário, muito ligado ao turismo, nas áreas de comércio, restauração e serviços de hotelaria, seguído pelo sector secundário, com as indústrias de construção civil, lacticínios, floricultura e artesanato.

    Na agricultura predomina o cultivo da Vinha seguído da bananeira e finalmente de flores ornamentais e frutos subtropicais. A pecuária tem alguma (pouca) importncia, principalmente na criação de aves, coelhos e ovinos.

    O porto do Funchal é um centro turístico e de importncia relevante para os cruzeiros europeus que fazem escala para Marrocos, ilhas Canárias, Caraíbas e Brasil, tendo sido a primeiro ponto de paragem na viagem inaugural do Queen Mary II.

    Clima

    Médias de temperatura para o Funchal
    Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
    Média da temperatura máxima°C 19.1 19.1 19.5 19.6 20.9 22.3 24.3 25.6 25.7 24.2 22.0 20.0 21,8
    Média da temperatura mínima°C 13.1 12.8 13.0 13.4 14.6 16.5 18.0 18.9 18.9 17.6 15.6 13.9 15,5
    Precipitação (mm) 10.27 8.72 6.36 3.89 1.89 1.19 0.25 0.31 3.67 7.50 10.08 9.99 64,12
    Fonte: Organização Meteorológica Mundial (ONU).[2]

    Demografia

    População do concelho do Funchal (1849 – 2008)
    1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2008
    29 403 43 375 68 030 98 113 112 746 115 403 103 961 98 583

    Freguesias

    As freguesias do Funchal são as seguintes:

    Imaculado Coração de Maria
    Monte
    Santa Luzia
    Santa Maria Maior
    Santo António
    São Gonçalo
    São Martinho
    São Pedro
    São Roque

    As ilhas Selvagens também dependem administrativamente do concelho do Funchal, embora não constituam qualquer freguesia. As Desertas dependem da vizinha Santa Cruz
     
     


    ILHA DA M A D E I R A
    .
    Surgidas das entranhas de Vulcano,
    Elevam-se das ondas do oceano
    - Encostas bordejadas por levadas -
    Montanhas, que constrastam a beleza
    Agreste, que lhes deu a Natureza,
    Com flores, por socalcos derramadas.
    .
    Milénios são passados, desde os tempos
    Que contam que, fugindo aos seus tormentos,
    Os deuses se escondiam muitas vezes.
    Por certo procuravam nestas ilhas
    - Cercados por imensas maravilhas -
    Carpir, ou lamentar os seus revéses.
    .
    Talvez por isso Ulisses navegasse
    Num rumo, que ao Olimpo o transportasse,
    Além do mar sem fim, a todo o pano;
    Mas fora, por Destino, já traçado,
    Ser este paraíso reservado
    A povo mais ilustre. O Lusitano!
    .
    Assim, ao ser chegada a sua hora,
    Os deuses resolveram ir embora
    Fazendo aos portugueses o legado.
    Por cá, ouvem-se agora serenatas
    Cantadas, em levadas e cascatas,
    Por ninfas, em dolentes tons de fado.
    .
    Vítor Cintra
    No livro: AO ACASO
     

     

     

     

     

     


    ( Caldeira das Sete Cidades )

    ARQUIPÉLAGO DOS AçORES



    Nove ilhas de beleza deslumbrante,
    Surgidas do profundo mar imenso,
    Que o mundo conheceu porque o Infante
    Tornou o nevoeiro menos denso.

    Encostas de mosaicos verdejantes
    Elevam-se, rumando ao infinito,
    Hortênsias, feitas sebe, são constantes,
    Tornando o colorido mais bonito.

    Ali, onde gigantes residiram,
    Os cumes das montanhas que explodiram,
    Tornados em lagoas de beleza,

    Relembram aos herdeiros dos atlantes
    Que até já os primeiros navegantes
    Sabiam respeitar a Natureza.



    Vítor Cintra

    do livro " RELANCES "



     


     


     

     

     


     


     


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    From: QUIM TROVADOR Sent: 24/04/2010 16:41
     

     

     
     

    A FESTA DA FLOR



    FESTA DA FLOR - FUNCHAL - ILHA DA MADEIRA

    A Festa da Flor, que ocorre na Primavera quando as flores estão no seu melhor, é já há muitos anos um dos maiores atractivos tanto para os turistas como para os próprios madeirenses. Esta exuberante festa composta de carros alegóricos que desfilam no centro do Funchal, perfuma o ar com uma multiplicidade de odores florais, espalhando pelas ruas uma atmosfera saída quase de um conto de fadas. As diferentes troupes que participam no desfile apresentam, todos os anos, as suas propostas acompanhadas de danças que compõem uma nova coreografia.

    Recentemente, acrescentou-se mais um elemento a esta festa. No Largo do Colégio encontrará o chamado ‘Muro da Esperança’ – um muro onde as crianças colocam as suas flores para construir um gigantesco muro de flores que simboliza a esperança de um mundo melhor.



    A Festa da Flor engloba ainda outras actividades tais como a concepção de tapetes de flores nas ruas, atribuição de prémios para a melhor montra, actuações de grupos de música tradicional, uma exposição de flores no Ateneu Comercial, concertos de música clássica e outros espectáculos.

    FESTA FLOR 2009 - Madeira - FLOWER FESTIVAL

     

     


    ILHA DO FAIAL


    Mapa da ilha do Faial mostrando a divisão administrativa (freguesias) e a localização da cidade da Horta.

    A ilha do Faial situa-se no extremo ocidental do Grupo Central do arquipélago dos Açores, separada da ilha do Pico por um estreito braço de mar com de 8,3 km (ou 4,5 milhas náuticas) de largura, conhecido por canal do Faial. A ilha tem a forma aproximada de um pentágono irregular, com 21 km de comprimento no sentido leste-oeste e uma largura máxima de 14 km, a que corresponde uma área de 172,43 km². A população residente é de 15 063 habitantes (2001), a maioria dos quais na Horta, cidade onde se localiza o parlamento açoriano e sede do único concelho da ilha. O clima é temperado ocenico, com temperaturas médias anuais do ar que oscilam entre os 13º C no Inverno e os 22°C no Verão, com frequentes vendavais e uma humidade relativa do ar em média acima dos 79%. A ilha é servida pelo Aeroporto da Horta, com ligações aéreas regulares para as restantes ilhas e para o exterior do arquipélago. O Porto da Horta foi um importante entreposto nas ligações marítimas e aéreas (hidroaviões) e por cabo submarino no Atlntico Norte, mantendo uma actividade relevante como porto comercial e local de escala de iates nas travessias entre o continente americano e a Europa. A ilha é localmente conhecida por ilha Azul, designação que foi popularizada a partir da descrição de Raul Brandão em Ilhas Desconhecidas.[1]


    Geomorfologia e geologia


    Vista actual do vulcão dos Capelinhos.

    Com uma forma quase pentagonal, a ilha emergiu de uma fractura tectónica de orientação ONO-ESE – a mesma que deu origem à Ilha do Pico –, denominada Fractura Faial Pico, uma estrutura do tipo falha transformante leaky que se desenvolve ao longo de 350 km, desde a Crista Média do Atlntico (CMA) até uma área de fundos aplanados sita a sul da Fossa Hirondelle.

    Constituída integralmente por materiais vulcnicos, a ilha do Faial estrutura-se em torno de um grande vulcão central, em cujo centro se situa uma profunda caldeira, com relevos muito jovens, pouco trabalhados pela erosão e pelo tectonismo. A presença dessa grande formação central, denominada Maciço da Caldeira (ou Serra da Feteira, nome em geral aplicado apenas ao seu bordo sul) faz com que as elevações da ilha convirjam, de um modo geral, para o centro da ilha, culminando no Cabeço Gordo, uma elevação sita no bordo sul da Caldeira com 1 043 metros de altitude acima do nível médio do mar, a altura máxima na ilha.[2]

    No topo do Maciço da Caldeira, abre-se uma grande cratera de abatimento – a Caldeira – quase perfeitamente circular e com cerca de 2 000 m de dimetro no seu bordo interior. No fundo da Caldeira, a cerca de 570 metros acima do nível médio do mar e mais de 400 m abaixo da cumeeira, existe uma zona plana, quase perfeitamente circular, albergando no seu centro um pequeno cone rodeado por pequenos lagos e zonas pantanosas. Todo o interior da Caldeira, com as suas paredes quase verticais, é revestido por vegetação luxuriante, avultando diversas espécies da flora da Macaronésia, algumas das quais endémicas nos Açores.


    As faldas do Maciço da Caldeira são assimétricas, consequência das diferenças em idade das formações, da existência de vulcanismo secundário e da superimposição no relevo de estruturas tectónicas resultantes das tensões associadas à presença da Fractura Faial Pico, a formação que comanda a geomorfologia de toda esta região do arquipélago. Neste contexto, podem ser individualizadas três formações distintas:

    O Relevo Falhado da Costa Este, uma região profundamente trabalhada pela tectónica que ocupa todo o sector es-nordeste e norte da ilha, desde a Espalamaca até aos Cedros. Esta formação caracteriza-se pela presença de uma complexa estrutura tectónica, dominada por falhas sensivelmente paralelas, de direcção ONO-ESSE, manifestação local da Fractura Faial-Pico. Algumas destas falhas apresentam grandes rejeitos, com levantamentos em horst (localmente chamados Lombas) e afundamentos em graben, ladeados por grandes falésias de blocos rochosos expostos. Em resultado dessa actividade tectónica surgiram vários cones periféricos com derrames lávicos associados, instalados ao longo das linhas de fractura. Esta é a região mais antiga da ilha (com formações que excedem os 800 000 anos de idade), e aquela em que têm sido mais frequentes os sismos destrutivos. O graben da Praia do Almoxarife é uma formação imponente, mergulhando no mar sob a pequena praia que deu nome ao lugar, ladeado por falhas que continuam a libertar grandes quantidades de gases, com destaque para o dióxido de carbono.
    Plataforma da Horta —
    Complexo vulcnico do Capelo —
    A história geológica da ilha do Faial compreende três grandes períodos:

    Período Pré-Caldeira — Pertence ao período pré-Caldeira, o complexo vulcnico da Ribeirinha, datado em 800 mil anos antes do presente, a parte mais antiga da ilha, sita na sua região nordeste. Imediatamente para noroeste daquele, surge o complexo vulcnico dos Cedros, com cerca de 580 mil anos de idade. Para oeste e sudoeste desta região, seguindo a tendência comum nas ilhas sitas a leste da Crista Média do Atlntico de crescer para oeste, entre cerca de 400 mil anos atrás e até há cerca de 10 mil anos, foi-se desenvolvendo um gigantesco cone vulcnico de tipo escudiforme, essencialmente constituído por derrames lávicos resultantes de uma actividade eruptiva predominantemente efusiva. Em resultado dessa massa e da presença da Fractura Faial-Pico, há cerca 50 mil anos instalou-se no flanco leste da ilha uma importante actividade tectónica e vulcnica fissural, que deu origem ao denominado Relevo Falhado da Costa Este. Esta formação constitui um relevo falhado, com levantamento (horst) e afundamento (graben) de grandes blocos separados por falésias quase verticais, pontuado por cones secundários instalados sobre as zonas de fractura.
    Formação da Caldeira — Há 10 mil anos, deu-se uma mudança de estilo eruptivo do vulcão central, entrando numa fase quase exclusivamente explosiva, a qual foi responsável pelos vastos depósitos de pedra-pomes e outros materiais piroclásticos que cobrem quase toda a ilha. Durante esta fase ocorreu o colapso da parte mais alta do vulcão, com afundamento do topo da cmara magmática, originando a formação da actual Caldeira. O colapso parecer ter ocorrido em dois episódios distintos: o primeiro ocorreu no topo da montanha, desenvolvendo-se para o seu interior; o segundo foi originado por um violenta erupção do tipo pliniano, com libertação de uma nuvem ardente. O abatimento da caldeira terá ocorrido ao mesmo tempo ou imediatamente depois dessa erupção, a qual recobriu mais de 40% da superfície da ilha com uma espessa camada de materiais piroclásticos, mais pujante para norte e leste do centro eruptivo. A maior parte da cobertura vegetal, se não a sua totalidade, foi destruída. A erupção foi acompanhada por poderosas enxurradas, que resultaram da precipitação intensa induzida pela condensação em torno das poeiras vulcnicas presentes na atmosfera, sobre um relevo íngreme caracterizado pela inconsistência do solo. Nas falésias da Praia do Norte encontram-se vestígios desses movimentos de massa.
    Período Pós-Caldeira — Do período anterior resultou a Caldeira, constituída pela acumulação de materiais de projecção – pedra pomes e cinzas – que atingem notável espessura nas proximidades do bordo da cratera, diminuindo gradualmente à medida que se afastam da caldeira. A formação, talvez devido à sua juventude, tem mostrado relativa estabilidade, embora as suas encostas leste e norte apresentem claros sinais de múltiplos deslizamentos de terras, alguns dos quais (como o que resultou do sismo de 9 de Julho de 1998) já ocorridos depois do povoamento da ilha. O interior da caldeira mantém vulcanismo activo, como o testemunha a erupção, com derrame lávico no seu interior, ocorrida há cerca de mil anos, e a actividade freato-vulcnica patente durante a erupção do vulcão dos Capelinhos, em 1957-1958. Embora se desconheça a idade do pequeno cone no seu interior, e se estará relacionado com o complexo vulcnico do Capelo, segundo a descrição Gaspar Frutuoso (1570-1580),[3] a Caldeira manteve-se praticamente idêntica até à erupção dos Capelinhos, quando, no decurso da crise sísmica de Maio de 1958, se abriram fendas no seu interior que romperam a impermeabilização do fundo da Caldeira. Este facto levou ao escoamento da água dos pequenos lagos ali existentes para interior do cone central, desencadeando violentas explosões freáticas e a ocorrência de actividade fumarólica temporária. Em resultado do sismo de 9 de Julho de 1998, deram-se derrocadas nas paredes quase verticais da cratera. Também pertence a este período a formação do complexo vulcnico do Capelo, datado de há cerca de 5 000 anos atrás, resultado de uma importante actividade vulcnica fissural ao longo de uma linha de factura que produziu um alinhamento de cones. Naquela região, para oeste da Caldeira, registaram-se duas erupções históricas que destruíram as freguesias do Capelo e da Praia do Norte:
    A erupção do Cabeço do Fogo, em 1672-1673.
    A erupção na Ponta dos Capelinhos, em 1957-1958, esta acompanhada pelo aparecimento de fumarolas no fundo da Caldeira, em Maio de 1958.
    Durante o século XX, a ilha registou fortes sismos em 31 de Agosto de 1926, em 13 de Maio de 1958 (associado à erupção dos Capelinhos), em 23 de Novembro de 1973 e a 9 de Julho de 1998.

    Informações recolhidas por pescadores apontam para a ocorrência de uma erupção vulcnica submarina a 22 de Julho de 2007, num segmento próximo da Crista Média-Atlntica, a cerca de 180 km a sudoeste da Ponta da Capelinhos, na ilha do Faial. O evento foi detectado a partir do equipamento de sonar de uma embarcação, tendo na ocasião sido recolhidos alguns cabos com vestígios de terem sido expostos a altas temperaturas.

    O Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos dos Açores, conjuntamente com o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, informou que esta ocorrência não foi acompanhada por qualquer actividade sísmica registada nas estações do arquipélago, resultado da baixa magnitude dos eventos que normalmente se encontram associados a estes fenómenos e à distncia de terra a que o episódio se desenvolve.

    História

    Vista da zona ribeirinha da cidade da Horta.Deve o seu actual nome a abundncia de árvores de pequeno porte chamadas de faia-das-ilhas (lat. Myrica faya) aquando do seu povoamento. Em 1460, a designação henriquina era "Ilha de São Luís [de França]". Na cartografia do século XIV, a ilha aparece pela primeira vez individualizada no Atlas Catalão de 1375-1377, como "Ilha da Ventura". Gonçalo Velho Cabral, em 1432, terá achado as ilhas do Grupo Central. Diogo de Teive passa ao largo da Ilha do Faial na sua primeira viagem de exploração para ocidente dos Açores, em 1451.

    O único relato coevo conhecido da primeira expedição à ilha do Faial pertence a Valentim Fernandes da Morávia. Ele nos diz que o confessor da Rainha de Portugal, Frei Pedro, indo à Flandres, como embaixador junto da Duquesa de Borgonha, Infanta D. Isabel de Portugal, relacionou-se com um nobre flamengo chamado Joss van Hurtere, ao qual contou como se acharam as ilhas em tal rota e que havia nelas muita prata e estanho (porque para ele, as ilhas dos Açores eram as supostas ilhas Cassitérides). Hurtere convenceu 15 homens de bem, trabalhadores, dando a mesmo a entender, de como lhes faria ricos se lhe o acompanharem.

    Por volta de 1465, Hurtere desembarca pela primeira vez na ilha, juntamente com mais 15 flamengos, com o fim de achar os ditos metais preciosos. Os primeiros povoadores terão desembarcado primeiramente no areal da enseada da Praia do Almoxarife. Permaneceram na ilha durante 1 ano, na Lomba dos Frades, até que se esgotam os mantimentos que tinham trazido. Revoltados por não encontrarem nada do que lhes fora prometido, os seus companheiros andaram para o matar, que com esperteza escapou da ilha, voltando para a Flandres comparecendo novamente perante a Duquesa da Borgonha. Crónicas da Província de São João Evangelista, Frei Agostinho de Monte Alverne.)

    Por volta de 1467, Hurtere regressa numa expedição organizada, sob o patrocínio da Duquesa da Borgonha. Ela mandou homens e mulheres de todas as condições, e bem assim como padres, e tudo quanto convém ao culto religioso, e além de navios carregados de móveis e de utensílios necessários à cultura das terras e à construção de casas, e lhes deu, durante 2 anos, tudo aquilo de que careciam para subsistir, segundo legenda feita pelo geógrafo alemão Martin Behaim no Globo de Nuremberga. Valentim Fernandes acrescenta um pormenor, por rogo da dita Senhora, os homens que mereciam morte civil mandou que fossem degredados para esta ilha.

    Ainda não satisfeito com o local, Hurtere decide contornar a Ponta da Espalamaca. Próximo do local de desembarque mandou erguer a Ermida de Santa Cruz (no local onde hoje existe a Igreja de N. Sra. das Angústias). Hurtere regressa a Lisboa e casa-se com D. Beatriz de Macedo, criada da Casa do Duque de Viseu. O Infante D. Fernando, Duque de Viseu e Mestre da Ordem de Cristo, fez-lhe doação da Capitania do Faial, em 21 de Março de 1468. Por volta de 1470, desembarca Willem van der Haegen, que aportuguesou o seu nome para Guilherme da Silveira, liderando uma segunda vaga de povoadores. O rápido crescimento económico da ilha ficou a dever-se à cultura de trigo e do pastel.

    Horta

    É o historiador padre Gaspar Frutuoso que diz que o primeiro povoador teria sido um eremita vindo do Reino. Este vivia só apenas com algum gado miúdo que nela deitaram os primeiros povoadores (em 1432?), e mais tarde, os moradores da Ilha da Terceira. Somente no Verão iam pessoas da Terceira a suas fazendas e visitar seus gados e comunicavam com este ermitão. Ele acabaria por desaparecer ao fazer a travessia do Canal do Faial para ir até à ilha do Pico, numa pequena embarcação revestida de couro.[4]

    Tradições, Festas e Curiosidades

    Festa do Sr. Santo Cristo da Praia do Almoxarife (1 de Fevereiro); Festa de São João Baptista, padroeiro da nobreza da ilha (24 de Junho), Festas do Culto do Divino Espírito Santo; Festa de Nossa Senhora das Angústias, Semana do Mar; Festa de Nossa Senhora da Graça, na Praia do Almoxarife; Festa de N. Sra. de Lurdes, na Feteira, Festa de Santa Cecília, na Matriz, padroeira dos músicos (25 de Novembro), Festa de Santa Catarina de Alexandria de Castelo Branco (), Festa de N. Sra. da Conceição (8 de Dezembro);

    A nível de artesanato destacam-se as miniaturas em miolo de figueira que retratam cenas do dia-a-dia, edifícios, flores, animais e pequenos navios, sendo Euclides Silveira da Rosa, o mestre mais conhecido desta arte. A arte popular também engloba esculturas em osso de cachalote, objectos em vime, os bordados de crivo, bordados em ponto de cruz, bordados a palha de trigo sobre tule; as flores de escama de peixe, as toalhas de papel recortado e chapéus e bolsas de palha. Não deixe de conhecer no Capelo, a Escola de Artesanato, pelo trabalho desenvolvido na divulgação do artesanato local e regional, bem como na formação de novos artesãos.

    Personalidades de destaque

    Dentre as personalidades ligadas à ilha que mais se distinguiram destaca-se:

    Martin Behaim, cosmógrafo e humanista;
    António José de Ávila, duque de Ávila e Bolama;
    António Ferreira de Serpa, genelogista e historiador;
    Manuel de Arriaga, político e 1.º Presidente da República Portuguesa;
    João José da Graça, jornalista;
    Florêncio Terra, escritor;
    Osório Goulart, intelectual eclético e poeta;
    D. frei Alexandre da Sagrada Família, poeta e bispo de Angra;
    Marcelino Lima, historiador;
    António José de Ávila, 2.º Marquês de Ávila, militar e geodesista;
    José de Arriaga, historiador.

    Economia

    A ilha do Faial tem um sector primário forte na área da agro-pecuária e em que a área agrícola ocupa 28% da área total da ilha. O cultivo é praticado em pequenas explorações, destacando-se as culturas forrageiras, a horta familiar, as culturas de citrinos, bananas, trigo e milho. Na pecuária, destaca-se a criação de gado suíno e bovino. A actividade piscatória, nomeadamente a pesca do atum, é outro pilar importante na sua subsistência. Outrora, a indústria baleeira (caça à Baleia) foi outra fonte da sua subsistência.

    Apresenta uma baixa densidade florestal, de 14,1%, que corresponde a uma área florestal de 645 ha, salientando-se a faia-das-ilhas, para além de cedros-do-mato, zimbros e fetos. Quanto ao sector secundário, é de referir uma moderna indústria – de lacticínios, de carnes de muita boa qualidade e de panificação. No sector terciário, o Turismo é a actividade económica de maior importncia na ilha, que resulta fundamentalmente do movimento gerado pela passagem dos veleiros e cruzeiros que atravessam o Atlntico Norte e do turismo sazonal às ilhas. Dispõe de várias e excelentes instalações hoteleiras com pessoal qualificado, e regista-se o grande interesse no desenvolvimento do turismo rural e do eco-turismo.

    As principais actividades e atracções turísticas que se podem encontrar no concelho consiste no hipismo, desportos náuticos, excursões de observação de cetáceos (baleias, cachalotes e golfinhos), mergulho e fotografia subaquática, bem como passeios pedestres e marítimos.

    Está prevista a construção de um campo de golfe em terrenos já adquiridos nos arredores da cidade, bem como um edifício e de raiz para Gare Marítima e respectivo cais.


     
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