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BIBLIOTECA DA LUSOFONIA: OSWALDO MONTENEGRO
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Reply  Message 1 of 17 on the subject 
From: QUIM TROVADOR  (Original message) Sent: 30/11/2009 08:55
 
 


 

 

Paço do Rosário

 (Oswaldo Montenegro)

Beira de rio Paço do Rosário se avista ao longe as ruas tortas

vão se desenhando pelo arraial
Eh, beira de rio Paço do Rosário limitando a agreste
Sua janela, velha doca de barrica e pau
Eh, água barrenta rolando sem pressa consumindo a terra
O pôr-do-sol avermelhado Paço do Rosário
Eh, na velha igreja já são seis da tarde o povo reza o terço
Ave Maria, Mãe do Céu - cruz credo, quem me mata é Deus
Eh, murmúrio lento, como prece aflita, vai descendo o rio
Acompanhando o dia que se vai buscando o anoitecer
E anoitecendo, Paço do Rosário, quase silencia
A velha estátua caída na praça, mais um dia
Eh, velha rameira deixa a vela acesa por Virgem Maria
Ave Maria, Mãe do Céu - crus credo, quem me mata é Deus

             


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Reply  Message 3 of 17 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 04/12/2009 20:16

Verde

(Oswaldo Montenegro)

Verde, verde, folha desabada
Doida cor sem ter qualquer razão de ser
Mágica das coisas, das verdes coisas
Dos olhos verdes de quem vê
Hortelã dos chás, dos beijos verdes
Doida flor sem ter qualquer razão de ser
Lógica das coisas, das novas coisas
Dos olhos verdes de quem vê
Doce maçã da saúde e água
Doido amor sem ter qualquer razão de ser
Ávida das moças, das novas moças
Dos olhos verdes de quem vê

Ilha não é só um pedaço de terra cercado de água por tudo quanto é lado. Ilha é qualquer coisa que se desprendeu de qualquer continente. Por exemplo: um garoto tímido abandonado pelos amigos no recreio, é uma ilha. Um velho que esperou a visita dos netos no Natal e não apareceu ninguém, é uma ilha. Até um cara assoviando leve, bem humorado, numa rua cheia de trnsito e stress, é uma ilha. Tudo na gente que não morreu, cercado por tudo o que mataram, é uma ilha. Toda ilha é verde. Uma folha caindo é ilha cercada de vento por tudo quanto é lado. Até a lágrima é ilha, deslizando no oceano da cara.

Como rã saltando é folha verde
Doido acordo tem qualquer razão de ser
Plástica dos olhos, dos verdes olhos
Dos olhos verdes de quem vê



Reply  Message 4 of 17 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 04/12/2009 20:17

João o Vigilante

(Oswaldo Montenegro)

Ele vive saltando, João Vigilante
pulando os arames farpados
buscando tesouros guardados
querendo brincar com você
Pela partitura do velho soneto
ou mudando o tom: viver
por menos que fosse pela maravilha
do beijo molhado do sangue
apressado a correr
sobre o teu coração


Reply  Message 5 of 17 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 04/12/2009 20:17
 
 


 

 

Paço do Rosário

 (Oswaldo Montenegro)

Beira de rio Paço do Rosário se avista ao longe as ruas tortas

vão se desenhando pelo arraial
Eh, beira de rio Paço do Rosário limitando a agreste
Sua janela, velha doca de barrica e pau
Eh, água barrenta rolando sem pressa consumindo a terra
O pôr-do-sol avermelhado Paço do Rosário
Eh, na velha igreja já são seis da tarde o povo reza o terço
Ave Maria, Mãe do Céu - cruz credo, quem me mata é Deus
Eh, murmúrio lento, como prece aflita, vai descendo o rio
Acompanhando o dia que se vai buscando o anoitecer
E anoitecendo, Paço do Rosário, quase silencia
A velha estátua caída na praça, mais um dia
Eh, velha rameira deixa a vela acesa por Virgem Maria
Ave Maria, Mãe do Céu - crus credo, quem me mata é Deus

             

Reply  Message 6 of 17 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 04/12/2009 20:19

 

A  Dança  dos Signos 

Aos Filhos de Áries (Oswaldo Montenegro)

Áries o primeiro signo
do carneiro apaixonado
tem em Marte seu designo
e no fogo seu reinado
nas estrelas seu delírio
seu amor enciumado
nos limites seu martírio
seu mistério revelado
louco signo das correntes
de emoções arrebatas
ariana dos repentes
explosões descontroladas
ariana como o fogo
nunca será dominada
decisiva como o jogo
e a primeira namorada
signo da sinceridade
da vermelha cor do dia
signo da velocidade
da impulsão e eu nem sabia
que era tanta madrugada
a derramar no coração
como a rosa serenada
se transforma e pinga ao chão
derretendo ao fogo da paixão


Aos Filhos de Touro (Oswaldo Montenegro/Xico Chaves)

Topei com a estrela bailarina na rua
dançando um rock em frente a uma vitrine toda sexy
vidrada num anúncio de batom no vidro
preso com durex (dura lex - sed lex)
um carro, um vestido e um brinco de ouro
presente de um rico industrial do signo de touro
(dura lex - sed lex)
quando é touro é um meio fecundo
em cada semente plantada um sorriso de gratidão
quando é touro é um meio fecundo
em cada semente plantada um sorriso de gratidão
haja bom tempo ou não


Aos Filhos de Gêmeos (Oswaldo Montenegro)


Curioso, dispersivo
você sempre tem algo a dizer
signo dos opostos
signo dos vizinhos
gêmeos há de ser:
cada planeta, cada riso
em cada esquina que houver
cada extremo reunido
cada homem gêmeo da mulher.
Gêmeos como a luz do dia
é vizinha do anoitecer
gêmeos chuva, e quem diria
o sol que brilhará
dor e prazer
cada planeta, cada riso
em cada esquina que houver
cada extremo reunido
cada homem gêmeo da mulher


Aos F
ilhos de Cncer (Oswaldo Montenegro)

Caranguejo, signo da última estação
do segundo lugar do primeiro desejo
que não há
como dissimulando se esconder no porão
caranguejo da canceriana solidão de horizontalizar
do canteiro de beijos que não dá
como dissimulando se esconder no porão do ser
caranguejo cada vez que a gente se encontrar no cio
pode ser que não, mas eu quase adivinho
que no coração alguém vai batucar
caranguejo signo de quem só me chama de filho
e do meu coração, e do Gilberto Gil
Caetano é leão e sempre vai reinar (pois é)
caranguejo símbolo da réplica fusão
do que não caberá
mas no primeiro ensejo brilhará
como volatizando se ascender um balão
caranguejo símbolo da réplica fusão
do que não caberá
mas no primeiro ensejo brilhará
como volatizando se ascender um balão
pro céu


Aos Filhos de Leão (Oswaldo Montenegro)


Cada diamante ama o sndalo e o cravo
ama o ouro, e alaranjado
o globo azul rodeia o sol
cada diamante imita a mágica
das tropicais florestas
onde reina o leão, Deus dos animais
cada brilho seu reflete o coração dourado
o fogo, o poder, a vitalidade, o pai
cada raio seu forma uma rua
que vai dar na luz da lua
doces caminhos astrais


Aos Filhos de Virgem (Oswaldo Montenegro)

Virgem como a natureza do desconhecido
virgem como quem se muda e como quem virá
virgem como a fruta esperando a tal mordida
virgem como o garoto que espera atento a hora do jantar
virgem como a nuvem que ainda não choveu e o guia
e como é virgem toda noite enquanto o dia não pintar
virgem como a tela branca da pintora linda ainda é virgem
como a lua antes do sol iluminar
virgem como o olho de quem não dormiu e o guia
virgem como a planta do pé de quem não andar
virgem como o pássaro desvirginou o dia
quando desenhou no céu o mapa de onde o sol pode brilhar
virgem como a música do cantor que era mudo
e como o passarinho é virgem quando não puder voar
virgem como a bailarina sem coreografia
e como a pérola azulada que ainda não saiu do mar


Aos Filhos de Libra (Oswaldo Montenegro)


Era de libra como a lua vista assim é de cor de sal
era de libra como a luz das sete estrelas
forma algum sinal
era de libra quando dá um passo atrás
pra caminhar legal
era a balança universal
era harmonia como o ritmo da vida e o carnaval
era de libra como a brisa quando passa
e ondula o trigal
mas tinha medo de saber que o jogo da verdade
era fatal
era a balança universal
era de libra e amava a paz e a justiça natural
era de libra pra poder unir a idéia
ao seu material
o simbolismo da figura da mulher
paixão arterial
era a balança universal
era de libra como a valsa, o antigo Egito e afinal
era de libra e tem a crença da beleza
e do encanto geral
a natureza da firmeza e oscilação
a simpatia e tal
era a balança universal


Aos Filhos de Escorpião (Oswaldo Montenegro)

É o reino da força
vermelho é a cor do teu coração
ferro em brasa na casa da morte
é o escorpião
a força criadora que habita o mundo
o animal da auto-regeneração
o homem que renova, signo fecundo
o fim planta o início
é a transmutação
cabala do grande sinal
cabala da força do ....


Aos Filhos de Sagitário (Oswaldo Montenegro)

Era claro e sábio
era manso, metade animal
e livre como ancião
que já não teme o final
e eu amava, amava
adormecia com gosto de sal na boca
e amava assim
com a devoção natural
dos deuses, dos animais
Ah! quanto tempo atrás
Ah! quantas noites passei
a galopar em você
doce centauro, amo você
doce centauro ...


Aos Filhos de Capricórnio (Oswaldo Montenegro)

Madrepérola de cor
a teimosia tá no ar
signo da terra, da percussão
a dúvida não tem lugar
signo de capricórnio, ser
ser como se fosse escalar
a montanha negra do dia a dia
não saberia sonhar
signo da segurança total
signo da persistência, e afinal
na versão mais infinita do ser
capricórnio inda precisa aprender
que da estranha forma do caracol
foi que se inventou a clave de sol
simbolismo do prazer
tudo mágica ser


Aos Filhos de Aquário (Oswaldo Montenegro)

Brilho do signo do novo
do futuro - aquário
silfos da magia - ar virão
serpentina da revolução
brilho do signo do novo
do futuro - aquário


Aos Filhos de Peixes (Oswaldo Montenegro)

É peixe quando pula e descortina
a clara possibilidade de mudar de opinião
é peixe quando sem ligar a seta muda o rumo
inverte a coisa, embola o pensamento e então ...
é peixe quando o germe da loucura
se transforma em claridade e anda pela contramão
é peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
sem nenhuma embarcação
é peixe quando salta o precipício da responsabilidade
e tem uma queda pra ilusão
é peixe quando anda contra o vento, desafia o sofrimento
e carrega o mundo com a mão
é peixe quando a luz do misticismo
se transforma na procura do princípio e da razão
é peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
sem nenhuma embarcação


Reply  Message 7 of 17 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 04/12/2009 20:20

 

   

METADE DE MIM

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infncia;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

(Oswaldo Montenegro) 

 

 

Reply  Message 8 of 17 on the subject 
From: QUIM TROVADOR Sent: 04/12/2009 20:23

 

   

 

 

Letras Brasileiras


 

 

Dez mil rubis
mil pedras turmalinas
cem mil cometas
um milhão de sóis
dez mil Joões
mil vidas severinas
cem mil poetas, todos eles sós
em procissões, natais e serpentinas
dez mil mãos postas
mães, irmãos, avós
a esperança é profissão e sina
ensina laços a fingir de nós
são cem cavalos, dez luzes na crina
são luas, muitas luas e faróis
são mil perdões, que aos bons não se incrimina
cem mil poetas, todos eles sós
televisões em cada casa e em cima
parece um bicho a antena
e cada voz parece voz que nunca desafina
na serenata para o seu algoz
milhões de versos, cem milhões de rimas
no mesmo mar são dez milhões anzóis
pescando alma em dós, bordões e primas
cem mil poetas, todos eles sós.

Reply  Message 9 of 17 on the subject 
From: PAPAI NOEL Sent: 05/12/2009 11:07

 

 

 

Estrelas

Pela marca que nos deixa
A ausência de som que emana das estrelas
Pela falta que nos faz.
A nossa própria luz a nos orientar
Doido corpo que se move
É a solidão dos bares que gente freqüenta
Pela mágica do dia
Que independeria da gente pensar
Não me fale do teu medo
Ah! eu conheço inteira tua fantasia
E como se fosse pouca
A tua alegria não fosse bastar
Quando eu não estiver pôr perto
Canta aquela música que a gente ria
É tudo que eu cantaria
E quando eu for embora você cantará.

Oswaldo Montenegro


Reply  Message 10 of 17 on the subject 
From: PAPAI NOEL Sent: 05/12/2009 11:08
A Feira
 (Oswaldo Montenegro/Mongol)


Compre aqui bom e barato
Vendo coisas de valor
Meu produto é sua festa
Pague um riso adiantado
Dou-lhe um beijo se é bonita
Até vendo a prestação
Dou de graça uma risada
Teu sorriso é meu sustento
Domingo é dia de festa
A feira já começou
A morte eu vendo à vista, moço
A vida à prestação
Meu preço é justo e correto
Minha medida é de lei
Só não lhe vendo esperança, moço
Pois isso ninguém mais tem

Reply  Message 11 of 17 on the subject 
From: PAPAI NOEL Sent: 05/12/2009 11:09
Rapunzel
(Oswaldo Montenegro)

De toda janela
de toda flor retirar
o que for demais
o que sobra
a trança excessiva
lança!!
quem vai pegar?
Por todo cabelo,
por onde for chegar
a paixão escala a parede
é dança sem rede
lança!!
quem vai pegar?
Canta, canta
quem vem lá?
Canta,canta!!
quem vem lá?

Reply  Message 12 of 17 on the subject 
From: PAPAI NOEL Sent: 05/12/2009 11:09
 
 
 

Lua e Flor

clic

Eu amava como amava um cantor

De qualquer clichê, de cabaré, de lua e flor

Eu sonhava como a feia na vitrine

Como a carta que se assina em vão

Eu amava como amava um sonhador

Sem saber porque, e amava ter no coração

A certeza ventilada da poesia

De que o dia amanhece e não

Eu amava como amava um pescador

Que se encanta mais com a rede que com o mar

Eu amava como jamais poderia

Se eu soubesse te contar

Eu amava como amava um cantor

De qualquer clichê, de cabaré, de lua e flor

Eu sonhava como a feia na vitrine

Como a carta que se assina em vão

Eu amava como amava um sonhador

Que se encanta mais com a rede que com o mar

Eu amava como jamais poderia

Se eu soubesse te contar

Eu amava como amava um pescador

Que se encanta mais com a rede de que com o mar

Eu amava como jamais poderia

Se soubesse te contar

 

Oswaldo Montenetegro


Reply  Message 13 of 17 on the subject 
From: PAPAI NOEL Sent: 05/12/2009 11:10
Maria, A Louca
(Oswaldo Montenegro)

Maria tem fogo na mente
Seu corpo na espera que o dia não passe
Que a noite não venha pois dorme sozinha
Encolhe seu corpo de encontro a parede
O gosto salgado de quem já chorou
Lhe rola na face lhe causa agonia
E por ironia lhe chamam Maria
Maria que até já foi nome da mãe do Senhor
Agora é sem nome
É mãe seu doutor mas nem sabe de quem
Só sabe que um dia foi linda Maria
Maria de festa, de noite, de dança
De rosto rosado e vestido bonito
Maria prendada que agora é perdida
Maria que chamam de louca
Virou brincadeira da turma da rua
Soltou gargalhada deitou na calçada
Deu grito infinito gemido profundo
De tão contraído seu rosto se abriu
E se encheu de ternura pois é quem diria
Da louca Maria restou a poesia
Da moça Maria restou a mulher,
Maria



Reply  Message 14 of 17 on the subject 
From: PAPAI NOEL Sent: 05/12/2009 11:10

A Bailarina Gorda
 
(Oswaldo Montenegro)

Como toda bailarina ela sonhava
Com mil saltos mortais
Os dedos do destino a desenharam
Gorda demais.
Cada bola de sorvete é tanta culpa
Era remorso demais
E o mais lindo vestido está guardado,
Gorda demais.
Cada salto ou pirueta era um desastre
Eram risadas gerais
E os olhos do menino que ela amava
Amavam magras demais.
Cada abraço um arrepio
Ai, por um fio ele me apalpa por trás
E sente a carne mole, frouxa
A coxa gorda demais

Reply  Message 15 of 17 on the subject 
From: PAPAI NOEL Sent: 05/12/2009 11:11

   A   LISTA                                    

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você.

(Oswaldo Montenegro)



Reply  Message 16 of 17 on the subject 
From: PAPAI NOEL Sent: 05/12/2009 11:12


De Barcos e Névoas

 (Oswaldo Montenegro)

De madrugada o barco some do cais da neblina
Oh meu amor, se lembre da gente sem mágoa
Sem águas do passado, umedecendo a crina
Dos alasões futuros ainda não amansados
Outras paixões enxarcam o olho mas minha retina
Conserva o lago onde você deságua
Eu descobri que uma paixão termina
Se a gente quiser saber quando acaba
Oh meu amor, quando é que o amor termina?

 


Reply  Message 17 of 17 on the subject 
From: PAPAI NOEL Sent: 05/12/2009 11:13
Enviado: 17/10/2006 16:10

 


Bandolins

Como fosse um par que nessa valsa triste se desenvolvesse
ao som dos bandolins e como não
E por que não dizer
que o mundo respirava mais se ela apertava assim seu colo
e como se não fosse um tempo
em que já fosse impróprio se dançar assim
ela teimou e enfrentou o mundo se rodopiando ao som dos bandolins

Como fosse um lar seu corpo a valsa triste
iluminava e a noite caminhava assim
e como um par o vento e a madrugada iluminavam a fada do meu botequim
valsando como valsa uma criança que entra na roda a noite tá no fim,
e ela valsando só na madrugada
se julgando amada ao som dos bandolins

Oswaldo Montenegro



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